Um novo Matrix?
Hugo Gomes, 21.02.17

Depois da velha cantiga de "homem de barba rija" que o antecessor possuía (aquela psicologia barata de que um homem não pode nutrir sentimentos por um animal, condenou a simplicidade da acção em um statement a uma fantasia de masculinidade), a sequela avança num tom estilizado, quase ritualista perante uma subversiva distopia. Não há que enganar, este é dos filmes de acção recentes que mais próximo se encontra do fenómeno Matrix (e não é só pelos ajuntamentos de Keanu Reeves e Laurence Fishburne).