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13.8.18

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Já não vivemos isto?

 

O que é que torna The Darkest Minds no filme mais desinteressante desta temporada? Primeiro, o conceito que transpira a um "wannabe" X-Men com jovens prodígios e poderes vários a tomar conta da enésima temática distópica. Segundo, a inspiração de sagas infantojuvenis de tal natureza (são quatro livros da autoria de Alexandra Bracken [tendo em conta as bilheteiras, só iremos ficar por um volume no cinema]), e nesse “mundinho” o efeito déjá vu das fações, das divisórias e, por fim, dos vilões megalómanos que possuem influências na militarização e no seio politico.

 

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Por último, de forma a engrossar toda esta visão míope de entretenimento para os mais jovens (Hollywood tem culpa no cartório em persistir em matérias bocejantes e revistas na indústria), é uma espécie de “adultofobia”, com os jovens a tomar, inconsequentemente, papéis ou figurões de maturidade numa guerra entre faixas etárias. Prevalecem esses sintomas de recursos gastos para o vácuo da criatividade, onde se poderia ao menos salientar o bem empregue rigor técnico e narrativo. Ora vejamos, se em técnica este The Darkest Minds é acima da competência entediante (novamente a palmadinha das costas e os “good job!” desta vida), em narrativa é o pão que o diabo amassou.

 

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A padronizar os filmes e as audiências perante a puerilidade das personagens, relações e situações, para que no fim não exista sensação de perda, consequência, ou crítica político-social (nesse ramo, o seu congénere The Hunger Games saiu obviamente a ganhar). E falando em Jogos da Fome, a protagonista - Amanda Stenberg - encontra-se novamente presa a este tipo de produções (relembramos que ela fora a Rue, a impulsora da revolução da pseudo-heroína Jennifer Lawrence na mencionada saga). The Darkest Minds é somente isto, a mera gota no Oceano e, a esta altura do campeonato, é de uma profunda descartabilidade.

 

Real.: Jennifer Yuh Nelson / Int.: Amandla Stenberg, Bradley Whitford, Mandy Moore, Harris Dickinson, Gwendoline Christie, Gwendoline Christie

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:18
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