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Cinematograficamente Falando ...

Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

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Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

Tarifa 3 para Nova Iorque ...

Hugo Gomes, 28.04.22

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A partir de hoje, é possível seguir à boleia “No Táxi do Jack”, um taxista à beira do retiro de Alhandra que relembra as áureas memórias do seu passado em Nova Iorque para as projetar em contraponto com o seu presente. O filme de Susana Nobre ("Tempo Comum") estreou nos cinemas portugueses após uma passagem na secção Fórum do Festival de Berlim [2021] e no Indielisboa do ano passado. 

Como tal recupero a minha entrevista à realizadora para o portal Sapo e uma crítica concebida para o site Cinema 7ª Arte.

"Acho que ouvir e observar são duas ferramentas ou qualidades muito importantes para fazer cinema. E talvez tenha tentado justapor nos meus planos essa experiência, recolocando o espectador nesse lugar de ouvinte e observador, como se estivesse ali com aquelas pessoas na mesma sala. No “Tempo Comum” procurei fazer isso até um certo limite, e noutros filmes também. Acredito que a ação de um filme pode ser dada pela palavra. Acho que o centro deste filme é a palavra pela voz do Joaquim. Grande parte dos textos são dele, alguns escritos por mim mas a partir das nossas conversas. E depois, um ou outro tirado ao José Rodrigues Miguéis, mas podia ter sido o Joaquim a dizê-los também." Ler entrevista completa aqui

"Diversas vezes, Jack faz uso das comparações rocambolescas entre a cidade que o acolheu enquanto emigrante e a cidade que o “abraçou” enquanto repatriado, dessa conexão nasce um filme que mantêm um pé no passado e outro no angustiante presente, manejando o tempo como um só veio, o que resulta em flashbacks diluídos na ação, com os seus quê de voluntária artificialidade e na recusa da representação exata (há uma convergência para com o recente filme de Spike Lee – “Da 5 Bloods: Irmãos de Armas” – ambos renegando esse truque de rejuvenescimento cinematográfico). Por outras palavras, o nosso Jack mantêm-se intacto na deriva das suas memórias e na espera do seu digno fim." Ler crítica completa aqui. 

 

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