“One down, more to go!”
A hipérbole do controlo parental, Taken, resultou num inesperado sucesso de bilheteira, em termos cinematográficos assumiu-se como um filme de acção, que apesar de longe dos lugares-comuns e da previsibilidade, ostentava um ritmo invejável sob uma narrativa quase minimalista. Esse sucesso, como é óbvio na industria cinematográfica, gerou uma sequela em 2012, que não foi mais que um auto-plágio, uma repetição das formulas que deram o êxito ao filme de 2008.
Desta vez sem Pierre Morel na realização, mas com Olivier Megaton no serviço, três anos depois eis que surge o terceiro, o Confronto Final, segundo o titulo português, o qual se espera encerrar um franchising com uma chama de pouca duração. O mais pretensioso dos três filmes, Taken 3 tenta incutir um teor mais trágico e dramático à fasquia e como troca de tal vertente é a sua perda de ritmo, que vem com anexo, todos os elementos o qual identificamos as "aventuras" de Bryan Mills, o homem mais azarado do cinema deste John McClane.
Nesta sua demanda, desta vez sem sequestros mas conduzido por uma vingança pessoal, o enredo troca Paris e Istambul, o exótico europeu, por terras do tio Sam, e em compensação temos a banalidade do cinema norte-americano de acção com os russos como os vilões de serviço (é uma previsibilidade de tal tamanho que se torna insuportável) e uma descarada substituição dos toques à la Liam Neeson por sequências de acção sem um pingo de genialidade, para dizer a verdade, actualmente assistimos mais genica nas série de TV. O actor está cansado desta “brincadeira” de “bang bang”, assim como o espectador que já não encara com seriedade todo este forçado enredo. A juntar a isto temos um inútil Forest Whitaker a rever o rumo da sua carreira em queda livre.
Provavelmente a única coisa que poderemos reconhecer como Taken são os breves momentos em que Neeson explica à sua filha que está inserido numa cilada, previsivelmente por vias do telefone. De resto, é mais do mesmo, e menos do que aquilo que poderíamos contar. Depois deste tomo Luc Besson (o produtor) deveria seriamente avançar noutro franchising, porque este está definitivamente morto e enterrado.
"I know you know a lot of people, and with a good lawyer you'll get out of jail in a few years. And then I'll come for you. I'll find you, and we both know what's gonna happen."
Real.: Olivier Megaton / Int.: Liam Neeson, Forest Whitaker, Maggie Grace, Famke Janssen, Dougray Scott
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