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Cinematograficamente Falando ...

Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

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“Slow cinema” com alma?

Hugo Gomes, 31.08.20

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Dentro do mercado de cinema de autor, Tsai Ming-liang é um apogeu do tempo enquanto barro a ser moldado. Em “Rizi” (“Days”), apresentado na Competição do último Festival de Berlim, é uma obra que apela à paciência do espectador como o seu grande cúmplice, repensando os gestos quotidianos como elementos de impasse para um (re)encontro terno e sentido. Depois da subsistência de “Stray Dogs”, o malaio a operar em Taiwan abocanha” a solidão como base do seu cinema e como fio condutor da nossa sensibilidade. Somos ligados a isso e através disso mesmo é que “Rizi” funciona como um fascinante e desafiante retrato da nossa atualidade. Talvez nos tenhamos convertido em seres cada vez mais impacientes para apreciarmos a sinfonia do “slow cinema” com alma.