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1.2.18

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Ridley Scott, Kevin Spacey, Christopher Plummer e todo o dinheiro do Mundo!

 

Pelos vistos, nem todo o dinheiro do Mundo poderia reparar este filme! Visto inicialmente como um veiculo de Kevin Spacey para os prémios de temporada, All the Money in the World viu-se condenado a apagar a sua estrela após as acusações de assédio terem prejudicado, provavelmente até a nossa memória resistir, a carreira do celebrizado actor de American Beauty (Beleza Americana). Spacey tornou-se num veneno, sendo que o seu afastamento seria a melhor das hipóteses, mas existia um problema, o filme estava completo, rodado, até editado e com uma data de estreia bastante próxima. Solução, ao invés de “afastar” surge o “apagar”, e como substituto, Christopher Plummer entra em cena e reproduz o show com toda a emergência. Trabalhos de manipulação ali, retoques acolá e voilá, eis a nova versão de All the Money in the World de forma a não ofender ninguém. Se esta história funcionou como publicidade a um filme matreiro vindo de um realizador convertido em tarefeiro, que é o que atualmente Ridley Scott demonstra ser, é bem verdade que este meta-filme seria de todo proveitoso para a própria caracterização de  Jean Paul Getty.

 

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O conhecido imperador do petróleo que foi uma das figuras-chave para o rapto mais mediático do século XX, a do seu neto John Paul Getty III, e a juntar a isso, as tentativas de Gail Harris (mãe de John Paul) de convencer o bilionário a pagar o excessivo resgate, tarefa dificultada devido à sua desprezível natureza. Noutro universo, este seria um ponto que encontraria outra dimensão se Kevin Spacey se mantivesse no produto final, uma repudia que tenderia a ser transportada para outra “carcaça”, com Getty a transformar-se numa figura anti-heroica graças a essas ocorrências meta fílmicas. Mas os estúdios não têm todo o dinheiro do mundo e o “pouco” deste fala mais alto, por isso, é o que vemos.

 

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Desviando-me de controversas e manobras radicais, All the Money in the World é um thriller corriqueiro atravessado por uma crise, não de meia-idade, mas em conhecer e atingir o seu objetivo. Ora é uma biografia apressada de forma a colocar o espectador no trilho das suas personagens - quem é Getty? - na pedagogia à lá Wikipédia toma espaço na narrativa para não induzir desconhecimentos, ora é um conto arraçado de policial que reduz todos os seus elementos a estereótipos a lugares-comuns, para no final traçar um moralismo fácil, manifestando uma hipócrita tendência de anti-capitalização. Estamos perante um "bebedor", não de referências, mas de truques "chico-espertos" do mais vulgar espetáculo hollywoodiano.

 

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Por fim, chega o "toque de Midas". All the Money in the World é embalado sob um brilho de latão que o disfarça como produto de requinte (mas no fundo há pouco deslumbre técnico aqui ou um plano que verdadeiramente destaque de tudo o resto). Aqui, nem o elenco ajuda a tamanha tarefa, cada um envolvido nos seus bonecos de cartão sem desafios interpretativos (Michelle Williams e Mark Wahlberg a serem iguais a eles mesmos) ou castings no mínimo estranhos (o francês Romain Duris a interpretar um italiano da Calábria!).

 

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Sim, Ridley Scott conduz o seu filme mais encarcerado desde The Martian (Perdido em Marte), manifestando um apetite por enredos promissores para mais tarde transformar tudo em filmes recicláveis e esclavagistas à vontade do freguês (se não fosse este rumo entrar em paralelismo com os seus cargos como produtor). É um Scott refém da ditadura dos estúdios e do box-office, e não o “velho” Scott que buscava o seu “eu” autoral antes da década de 1990. É bem verdade que cansado e derrotado pela fadiga industrial, volta-se para quimeras como estas, nos quais os milhões não conseguem salvá-lo da homogeneidade imperativa de hoje. 

 

Real.: Ridley Scott / Int.: Michelle Williams, Mark Wahlberg, Christopher Plummer, Romain Duris, Charlie Plummer, Timothy Hutton

 

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4/10

publicado por Hugo Gomes às 00:54
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9.5.17

Alien Covenant.jpg

Haja "peito" para isto tudo!

 

O regresso dos xenomorfos ao Cinema após a decepção generalizada que foi Prometheus (das poucas vezes que Ridley Scott teve uma ideia) faz-me recordar uma certa frase de J.K. Simmons no filme Whiplash, de Damien Chazelle: "There are no two words in the English language more harmful than "good job"" (não há palavras mais prejudiciais que 'bom trabalho'). Tudo isto para confirmar o que muitos gostariam de ouvir. Sim, Alien: Covenant é competente … e daí? Que medo é esse de sair dos aceites parâmetros gustativos do público e o de nunca conseguir transgredir a sua forma?

 

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Ridley Scott já não toma riscos, tudo é viável para rentabilização. Nesse aspecto, basta seguir essas tendências que se encontram tão penetradas na indústria actual. Não é novidade nenhuma que Alien Blade Runner decorrem no mesmo universo, como também não é spoiler afirmar que se encontra a ser preparado uma vastidão de crossovers a esta nova mina. Covenant vem polvilhar essa certeza, com impasses à matança esperada por reflexões “dickeanas” da inteligência artificial e da condição humana. É Blade Runner sim, disfarçado de “lobo”, neste caso, de xenomorfo para consolidar as duas legiões de fãs para uma massa de respeito. A sequência inicial é a prova disso, ligando não só estes dois filmes incontornáveis na carreira de Scott, mas também deixando a ideia de que Prometheus não foi um tiro no escuro. Esta dita “filosofia” tão emprestada de Philip K. Dick leva-nos certamente a caminhos que percorremos com agrado, não muitos profundos nem complexos, mas sim, provocadores e incentivantes.

 

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O resto … bem o resto … vem por acréscimo. Eis o enésimo episódio de parasitas, planetas remotos (mas mortíferos) e um passageiro indesejável que tão bem conhecemos. O filme é sobretudo esterilizado e limpo, com um gore imenso e igualmente discreto, e por fim os lugares-comuns novamente a persistirem (Ellen Ripley era única, pelos vistos), com direito ao mais falhado dos twists finais das recentes grandes produções. Todavia, o mais irritante disto tudo são mesmos os clichés voluntariamente invocados, uma Lei de Murphy ao quadrado seguindo as instruções da famosa frase de Edmund Burke: “The only thing necessary for the triumph of evil is for good men to do nothing” (a única coisa que faz o mal triunfar é quando homens bens nada o façam para impedir), neste caso, basta um bando de incompetentes.

 

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Alien converteu-se assim num franchise reavivado, pronto a ser explorado, e a ser sodomizado pelo sapateiro que se tornou este Ridley Scott. Sim, a saga respira bem, e nem sempre isso é uma coisa boa.

 

Real.: Ridley Scott / Int.: Michael Fassbender, Katherine Waterston, Billy Crudup, Carmen Ejogo, Danny McBride, Demián Bichir, Callie Hernandez

 

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5/10

publicado por Hugo Gomes às 18:53
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30.9.15

Perdido em Marte.jpg

Marte, aqui tão perto de nós!

 

A dias de estrear nos cinemas, a NASA divulgou uma relevante descoberta sobre a natureza de Marte, afinal existe água salgada por lá. Tal notícia serviu (vamos lá acreditar que tudo não passou de um marketing deveras casual) para colocar The Martian, a mais recente obra de Ridley Scott e o seu regresso à ficção científica desde o muito discutido Prometheus, como um dos filmes mais antecipados e falados desta última temporada.

 

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É certo que esta adaptação do homónimo livro de Andy Weir obteve o apoio da própria instituição espacial para eventuais aconselhamentos sobre os bastidores da mesma (o filme resume a todo um caso de relações públicas) e acesso aos especialistas nas diferentes áreas, para segundo estes, transmitir alguma credibilidade ao aparentemente risível. Produto vendido, ou não, não é por esta coligação existir que à partida devemos condenar The Martian, nesse termo a NASA messiânica de Interstellar [ler crítica] é muito mais ofensiva, mas esta venda como produto de luxo desvenda no filme de Scott uma capa de farsa e dominância pelas estatísticas de mercado.

 

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Assim seja, vamos por partes, o início de The Martian tinha tudo para nos levar a outras galáxias, metaforicamente falando obviamente, uma variação de Robison Crusoé que corresponde aos desafios do isolamento e da sugestão de impotência humana. Matt Damon é esse naufrago, o astronauta deixado para trás e que a NASA anseia recuperar para ficar bem vista entre a opinião pública e, assim, receberem financiamento para futuras expedições, do que supostamente um todo o rol de solidariedade. E os bastidores são claramente evidentes de tal feito… até certo ponto.

 

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Ponto, esse, em que toda a operação de salvamento converte-se numa espécie de histeria global, limitada e sem asas para eventuais críticas sociais que se poderia (e facilmente) suscitar. É estranho, até porque Ridley Scott conseguiu converter a enésima leitura do conto bíblico (Exodus: Gods and Kings [ler crítica]) numa subliminar provocação do foro religioso. Não, em The Martian, o que vemos é um "crowd pleaser" que deixa por terra um desde então sugerido exercício humano que se poderia extrair na solidão da personagem de Damon. Munido por uma prestação emotivamente cativante, mas longe de esboçar um perfil psicológico concebível para todo aquele cenário. Em certos momentos, chegamos a sentir a falta de uma bola de volei alcunhada de Wilson.

 

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Porém, Ridley Scott, um cineasta que sempre defendeu a adulteração do enredo em prol da viabilidade comercial, está-se pouco "borrifando" para ensaios humanistas e de exploração metafísica (ou astrofísica), tal tarefa ficou entregue a Kubrick e os tempos de Alien e Blade Runner já vão ao tempo. A palavra aqui é… chineses… mais uma vez, chamados repentinamente para o serviço, como se um doce para as bilheteiras do Oriente se tratasse, e novamente sob um tratamento descartável e sem qualquer utilidade para a narrativa exposta. Já que se falava em coligação, porque não a Rússia, visto que foi um dos primeiros rivais espaciais dos EUA? Os interesses políticos e financeiros falam mais alto, é evidente.

 

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O resto da produção, para além de sequências mirabolantes e de difíceis digestão (mesmo com a intervenção de um especialista qualquer da NASA a argumentar a veracidade dos gestos), ainda temos à mercê um conjunto ainda mais indigesto de personagens descartáveis (e desta vez a culpa não é mais dos chineses). Sob o pretexto de elenco de luxo, The Martian é tão prestável na sua "capacidade" de criação de personagens, que temos à nossa mercê um Donald Glover, pitoresco o suficiente para integrar numa qualquer comédia destinada a adolescentes. Agora sim, alguém tenha a decência de explicar a credibilidade disto! Um perfeito produto de venda fácil!

 

"Every human being has a basic instinct: to help each other out. If a hiker gets lost in the mountains, people will coordinate a search. If a train crashes, people will line up to give blood. If an earthquake levels a city, people all over the world will send emergency supplies. This is so fundamentally human that it's found in every culture without exception. Yes, there are assholes who just don't care, but they're massively outnumbered by the people who do. Mark Watney, The Martian"

 

Real.: Ridley Scott / Int.: Matt Damon, Jessica Chastain, Kristen Wiig, Jeff Daniels, Michael Peña, Kate Mara, Sean Bean, Sebastian Stan, Aksel Hennie, Chiwetel Ejiofor, Donald Glover

 

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4/10

publicado por Hugo Gomes às 20:02
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4.12.14

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De volta ao Mar Vermelho!

 

*aviso esta crítica contém pequenos spoilers

 

Antes de Exodus estrear, Ridley Scott revelou à imprensa o porquê da escolha do casting deste épico bíblico ter caído sobre actores brancos, segundo este, um elenco recheado por egípcios resultaria numa negação pelos grandes estúdios e obviamente um fracasso de bilheteira. Para dizer a verdade isto é uma polémica inofensiva, cuja sua importância apenas evidencia o evidente - vivemos num mundo cada vez mais politicamente correcto. Se não fossem estas declarações terem visto a luz do dia, obviamente a esta altura do campeonato se poderia estar a referenciar Exodus como um tributo aos grandes clássicos de Hollywood, nomeadamente o legado de Cecil B. Demile e o respectivo The Ten Commandments, com o actor Charlton Herston a desempenhar Moisés.

 

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Mas sem querer negar o seu fulgor épico, tratando-se do filme de Ridley Scott que mais salienta essa vertente desde o seu bem-sucedido Gladiador, Exodus está mais próximo de Noah de Aronofsky, do que as grandes produções da idade do ouro da industria norte-americano. Mas enquanto Darren Aronofsky era mais espontâneo na sua provocação e visão da história bíblica, Scott recorre à subtileza para concretizar um filme direcionado a crentes mas que ao mesmo tempo questiona e fomenta, porém essas ideologias são visíveis a quem conseguir procura-las. E continuando a comparação, ambos são filmes que representam uma imagem de Deus oposta a da doutrina cristã católica actual, aliás esta é uma entidade divina fiel às escrituras da Bíblia, ou seja menos misericordioso, negro e descrente na Humanidade.

 

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No caso de Exodus, talvez a grande provocação deste, é o facto de Deus surgir a Moisés sob a forma de uma criança (obviamente declarando, apesar contraditório com as acções deste, várias vezes como um mero mensageiro para não ferir susceptibilidades). Esta forma física atribuída serve não só para criar um contacto visível entre o “rei dos hebreus” e o seu mentor, mas para figurar a metáfora "God is a mean kid with an ant farm and magnifying lense (Deus é uma criança endiabrada com uma quinta de formigas e uma lupa), tendo em conta que esta é a história das pragas bíblicas e das milhares almas chacinadas por estas.

 

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"Qual é o tipo de pessoa que venera um Deus assassino de crianças?" questiona Joel Edgerton como Ramsés, o rival de Moisés, após ver o seu primogénito morto sob a ira de Deus. São frases ou imagens como estas que demonstram uma tendência de produção para os lados de Hollywood, filmes bíblicos que questionam a sua maneira de ser, Ridley Scott não fugiu à regra, mas o seu ensaio cinematográficos dá um a zero ao Darren Aronofsky. Porque simplesmente o realizador soube dizer as palavras certas nos momentos certos e protegendo-se ao esconder-se por entre as escrituras que serviram de base o argumento da obra.   

 

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Agora como produção, Scott tem em mão algo grandioso em termos de quantidade, o espectáculo hollywoodesco que não envergonha a já longa História cinematográfica. De um visual perfeito, uma recolha irrecusável de material cénico, a banda sonora previsivelmente épica de Alberto Iglesias (The Constant Gardener) e os actores, mesmo que decorativos como foi o caso da desperdiçada Sigourney Weaver (detentora apenas de duas ou três frases em duas horas e meia de filme), e nem sequer refiro Aaron Paul, concentram-se em articular um homéreo filme, cuidadoso e ocasionalmente emocionante. Para além disso, Christian Bale funciona como um Moisés radical e obviamente afastado do classicismo imposto por Charlton Herston. Longe de se tornar um clássico ou na melhor desculpa de Ridley Scott pelo seu The Counselor, Exodus: Gods and Kings, é um filme algo nostálgico em termos produtivos e mesmo construído sob uma linguagem quase classicista e remota, estamos perante num subtileza moderna e provocante.

 

"Remember this. I am prepared to fight. For eternity."

 

Real.: Ridley Scott / Int.: Christian Bale, Joel Edgerton, Aaron Paul, Ben Kingsley, John Turturro, Sigourney Weaver, Golshifteh Farahani

 

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Ver também

Noah (2014)

 

6/10

publicado por Hugo Gomes às 19:03
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26.11.13

Quem aconselhou isto?

 

O problema é que Ridley Scott não é nenhum Michael Bay, partimos do principio que ele sabe o que faz … pelo menos julgávamos até me ser apresentado The Counselor - O Conselheiro. Eis um filme que à primeira vista é auxiliado por um elenco de luxo. Elenco, esse, capaz de corar outras grandes produções norte-americanas, contudo é aqui utilizada para preencher os espaços deixados por um argumento tão debilmente construído e pouco coeso que tem o "primor" de nos apresentar alguns dos piores diálogos e timings deste ano.

 

 

Cormac McCarthy (o mesmo escritor de The Road e No Country for Old Men) foi o responsável por este pastelão "novelesco" o qual é apelidado de argumento, um requisito de lugares-comuns da telenovela mexicana e de emoções baratas que parece "esvaziar" ainda mais perante uma narrativa retardante e sem precisão. Aliás, The Counselor é um péssimo trabalho de equipa; actores em piloto automático (excepto Michael Fassbender que tenta fazer-se ao Óscar através de meros overactings) prejudicados pelo descartável e a futilidade de que muitos são alvos, o já referido contributo do "escritor agora virado guionista" e um realizador irreconhecível, ora dinâmico em algumas sequências ora inconsequente noutras.

 

 

Sim, é tudo luxo que se transforma em lixo indecifrável, o pior é não existe comédia voluntária aqui, o que dificulta ainda mais a sua visualização. Mas se o involuntário servir, ora muito bem, temos então filme. The Counselor comporta-se facilmente como uma caricatura às fitas de carteis em cruzamento com o distinto produto televisivo do México. Enfim, "a pegada na poça" por parte de um realizador que tanto contribuiu para o cinema, uma desilusão penosamente executada. Não via tanta plasticidade e amadorismo de um autor desde Savages de Oliver Stone. Provavelmente o pior filme do ano 2013, e ainda vão culpar o excêntrico penteado de Javier Bardem!

 

"To partake of the stone's endless destiny, is that not the meaning of adornment? To enhance the beauty of the beloved is to acknowledge both her frailty and the nobility of that frailty. At our noblest, we announce to the darkness that we will not be diminished by the brevity of our lives."

 

Real.: Ridley Scott / Int.: Michael Fassbender, Javier Bardem, Cameron Diaz, Penélope Cruz, Brad Pitt, Bruno Ganz, Rosie Perez, John Leguizamo

 


 

Outros

C7nema / «The Counselor» (O Conselheiro) por Hugo Gomes

 

2/10

publicado por Hugo Gomes às 23:52
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