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Título
Take
12.7.18

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Morreu a atriz Laura Soveral. A notícia foi avançada pelo Correio da Manhã  através da Casa do Artista. Tinha 85 anos.

 

Nascida em Angola a 23 de março de 1933, Soveral enveredou pela representação ao estabelecer-se em Lisboa, onde frequentou a Filologia Germânica, na Faculdade de Letras, iniciando-se em 1964, no Grupo Fernando Pessoa, dirigido por João d'Ávila. Entretanto, inscreveu-se na Escola de Teatro do Conservatório Nacional, começando assim uma carreira que se prolongou por 6 décadas.

 

Figura forte no mundo do Teatro, a atriz participou igualmente em inúmeros projetos cinematográficos, trabalhando com cineastas como Manoel de Oliveira (Vale Abraão; A Divina Comédia), Fernando Lopes (Uma Abelha na Chuva; Matar Saudades; O Delfim), João Botelho (Aqui na Terra; O Fatalista, A Mulher que Acreditava Ser Presidente Dos EUA, A Corte do Norte, Filme do Desassossego, Os Maias e Tráfico), José Fonseca e Costa (Cinco Dias, Cinco Noites) Teresa Villaverde (Três Irmãos), José Álvaro Morais (Quaresma), Marco Martins (Alice) e Miguel Gomes (Tabu).

 

Com uma carreira igualmente forte na TV, Soveral participou em telenovelas e séries como Belmonte, Morangos com Açúcar, Vila Faia, Chuva na Areia e A Viúva do Enforcado.

 

Recorde-se que a atriz foi distinguida em 2016 com o Prémio Bárbara Virgínia, atribuído pela Academia Portuguesa de Cinema, pela "carreira ímpar no cinema e no teatro nacional".

 

Laura Soveral (1933 - 2018)


publicado por Hugo Gomes às 15:25
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5.7.18

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Morreu o cineasta e escritor francês Claude Lanzmann, o realizador do muito célebre Shoah, denominado como o épico do Holocausto.

 

Lanzmann nasceu em 1925, em Paris. Filho de imigrantes judeus russos em França, estudou filosofia na Sorbonne depois da guerra, tendo sido convidado por Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir (com que teve um relacionamento entre 1952 e 1959) para trabalhar na revista Les Temps Modernes, o qual assumiu o cargo de editor-chefe em 1986. Claude Lanzmann foi conhecido pelas suas fortes ideias politicas, tendo escrito artigos em defesa de Israel, Coreia do Norte e Tibete. Para além disso foi um dos signatários do Manifesto dos 121, que denunciava ações do governo francês na Argélia.

 

Lanzmann realiza em 1973, Pourquoi Israel, e em 1985 concretiza aquele que seria o seu grande filme, Shoah, o Holocausto condensado em 9h30 de duração, tornando-se num dos mais importantes documentos cinematográficos em relação ao tema. Na sua carreira conta-se ainda The Last of the Unjust, um documentário sobre o campo de concentração Theresienstadt, dirigido a judeus da classe alta em Terezín, apresentado pelos nazis como um modelo para fins de propaganda, e ainda a sua viagem à Coreia do Norte com Napalm e The Four Sisters, o seu último trabalho, entrevistas com quatro mulheres sobreviventes do Holocausto originalmente filmadas para Shoah.

 

Claude Lanzmann (1925-2018)

 


publicado por Hugo Gomes às 14:14
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4.7.18

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Morreu Robby Muller, diretor de fotografia holandês que trabalhou com realizadores como Wim Wenders, Lars Von Trier e Jim Jarmusch. Segundo a publicação holandesa Het Parool, Muller sofria há vários anos de demência vascular. Tinha 78 anos.

 

Entre os seus trabalhos mais conhecidos destaca-se Dancer in the Dark, Breaking Waves, Ghost Dog, Coffee and Cigarettes, Dead Man Paris, Texas, The American Friend, Repo Man, Barfly, Shattered Image e 24 Hour Party People.

 

Robby Muller (1940 – 2018)

 


publicado por Hugo Gomes às 18:21
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7.5.18

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Morreu aos 86 anos, o realizador italiano Ermanno Olmi, autor de obras como O Emprego (1961) e A Árvore dos Tamancos (1978), vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes. Olmi faleceu esta segunda-feira (7/5) após ter sido internado devido ao agravamento do síndrome de Guillain-Barré, que o mantinha paralisado durante meses.

 

Tendo iniciado o cinema na década de 50 com um rol de curtas-metragens, Olmi aventurou-se no universo das longas em ’59 com Il Tempo Si È Fermato, mas foi com a segunda obra, Il Posto (O Emprego, 1961) que destacou-se a nível internacional. O retrato de um jovem em busca de uma oportunidade para trabalhar numa grande empresa foi o impulsor para uma carreira reconhecida e premiada. Neste último ponto realça-se a Palma de Ouro de Cannes com A Árvore dos Tamancos (L'albero Degli Zoccoli, 1978) e o Leão de Ouro de Veneza com A Lenda do Santo Bebedor (La leggenda del santo bevitore, 1988), filme que contou com o protagonismo de Rutger Hauer.

 

Da sua obra, destaca-se ainda Por Muitos Anos e Bons (Lunga vita alla signora!, 1987), A Profissão das Armas (Il mestiere delle armi, 2001), Cantando por Detrás das Cortinas (Cantando dietro I Paraventi, 2003) e Vedete, sono uno di voi (2017), este último uma biografia do cardeal Carlo Maria Martini, ex-arcebispo de Milão. Venceu por três vezes o Donatello (o equivalente italiano dos Óscares) de Melhor Realizador e honrado com um Prémio de Carreira no Festival de Locarno em 2004.

 

Ermanno Olmi (1931 – 2018)

 


publicado por Hugo Gomes às 12:27
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29.4.18

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Michael Anderson, conhecido como o realizador de Logan’s Run e nomeado ao Óscar por Around the World in 80 Days (À Volta ao Mundo em 80 Dias), faleceu na passada quarta-feira em Vancouver, porém, o anuncio da sua morte apenas chegou à comunicação social este sábado. Tinha 98 anos.

 

Londrino de gema, Anderson começou a sua carreira na década de 40 como assistente de realizador até ingressar as Forças Armadas durante a Segunda Guerra Mundial. Ao retornar, filma cinco produções para a Associated British Picture Corporation, incluindo The Dam Busters (1955), que foi um êxito em Inglaterra.

 

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Michael Anderson tornou-se realizador do seu filme mais célebre, À Volta ao Mundo em 80 Dias, após a desistência do realizador original, John Farrow. Com David Niven, Shirley Maclaine, Robert Newton, Cantinflas, e cameos de luxo como Marlene Dietrich, Frank Sinatra e Buster Keaton, Esta adaptação do famoso livro de Julio Verne recebeu 5 Óscares incluindo o de Melhor Filme, Anderson encontrou-se nomeado para a categoria de Melhor Realizador, perdendo para George Stevens (O Gigante).

 

A sua carreira prolongou-se com alguns altos e baixos de bilheteira, rodeando sobretudo pela temática bélica. Anderson tinha ainda a apetência de trabalhar com estrelas como Gary Cooper (realizou a sua última aparição no grande ecrã com The Naked Edge em 1961), Charlton Heston, Tony Curtis e Liv Ullmann.

 

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Em 1976 dirige aquele que seria o seu filme mais citado, Logan’s Run, inspirado num homónimo livro de William F. Nolan. Esta ficção cientifica protagonizada por Michael York, remete-nos a uma sociedade distópica onde é impossibilitado viver acima dos 30 anos, tornou-se um sucesso de bilheteira e vencedor de um Óscar especial como menção aos seus sofisticados efeitos visuais.

 

Depois de Logan’s Run, segue Orca (1977), entendido como uma resposta ao sucesso de Jaws (1975) e o género terror o convida mais uma vez em 1979 com Murder By Phone. A partir, Anderson aventura-se na televisão como séries e telefilmes.  

 

Michael Anderson (1920 – 2018)

 


publicado por Hugo Gomes às 18:51
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22.4.18

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Morreu o ator Verne Troyer, conhecido o Evil Mini-Me da saga Austin Powers. A notícia da sua morte foi anunciada através da sua conta pessoal do Instagram e Facebook. Tinha 49 anos.

 

Nascido a 1 de janeiro de 1969, Troyer nasceu com uma desordem genética denominada de acondroplasia que limitava o seu crescimento, devido a tal, a sua carreira ficou sobretudo “presa” ao registo da comédia. Para além de Austin Powers, Troyer integrou o elenco de Love Guru, Postal, The Imaginarium of Doctor Parnassus e Harry Potter e a Pedra Filosofal.

 

Verne Troyer (1969 - 2018)


publicado por Hugo Gomes às 03:24
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16.4.18

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Morreu o ator R. Lee Ermey, conhecido pelo seu premiado desempenho em Full Metal Jacket (Nascido para Matar, 1987), de Stanley Kubrick. A notícia foi dada na sua conta de Twitter através do seu manager de longa data, Bill Rogin. Segundo o comunicado, Ermey terá falecido face a complicações respiratórias. Tinha 74 anos.

 

Nascido a 24 de março de 1944, Ronald Lee Ermey ficou marcado pelos seus papeis como militar, principalmente na pele do Sargento Hartman em Full Metal Jacket, que lhe valeu a nomeação ao Globo de Ouro. Ermey foi militar na vida real, tendo cumprindo carreira como sargento para U.S. Marine Corps e também como instrutor. No Cinema, fora a sua colaboração com Kubrick, é reconhecido pelos seus trabalhos em Se7en (Sete Pecados Mortais, 1995), de David Fincher, no remake de The Texas Chainsaw Massacre (O Massacre no Texas, 2003), por Marcus Nispel e ainda Mississippi Burning (Mississípi em Chamas, 1988) de Alan Parker.

 

R. Lee Erney (1944 - 2018)


publicado por Hugo Gomes às 01:43
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15.4.18

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Morreu Vittorio Taviani, cineasta que em conjunto com o seu irmão, Paolo, dirigiu alguns dos mais elogiados filmes da cinematografia italiana. Entre os seus trabalhos conta-se obras como Padre Padrone (1977), Fiorile (1993) e César Deve Morrer (2012), todos eles com uma incisiva questão social. Tinha 88 anos.

 

Nascido a 20 de setembro de 1929, em Toscana, Vittorio era o mais velho dos irmãos Taviani, tendo Paolo nascido dois anos depois. Ambos seguiram para a Universidade de Pisa, para estudar direito, acabando por abandonar devido a uma crescente paixão pelo Cinema. Segundo consta, foi ao ver Paisá (Libertação) de Roberto Rossellini, em 1946, que tal interesse pela Sétima Arte suscitou. Começaram por escrever e realizar algumas curtas e peças teatrais, até que em 1962, estrearam na televisão com Un uomo da bruciare, filme sobre a vida do jornalista e ativista político Salvatore Carnevale, assassinado na Sicília em 1955. A obra estreou no Festival de Veneza, tendo sido consagrado com o Prémio da Crítica.

 

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Um ano depois segue I fuorilegge del matrimonio, um docudrama sobre a lei do divórcio, o filme-mosaico I sovversivi (Os Subversivos, 1967), a adaptação de Tolstoy, San Michele aveva un gallo (São Miguel Tinha um Galo, 1972) e Allonsanfàn (Que Viva a Revolução, 1974) com Marcello Mastroianni. Em 1977 surge um dos seus grandes sucessos, Padre Padrone, inspirado na biografia de Gavino Ledda, a luta de um pai numa Sardenha profunda. O filme passou por Berlim, tendo vencido o Grande Prémio Interfilm, e em Cannes onde para além do Prémio FIPRESCI foi galardoado com a Palma de Ouro.

 

Em 1986, os irmãos foram laureados com o Leão de Ouro de Carreira, em Veneza. Ano seguinte, realizam Good morning Babilonia (Bom Dia, Babilónia), onde o ator português Joaquim de Almeida era um dos protagonistas. Em 2002 conquistariam o Urso de Ouro no Festival de Berlim com um do seus filmes mais aclamados, Cesare deve morire (César deve Morrer), onde um grupo de prisioneiros de um prisão de alta-segurança encenam a peça de Shakespeare, Julius César, por parte de prisioneiros. Maraviglioso Boccaccio (Maravilhoso Boccaccio, 2015) e Una Questione Privata (2017) foram os seus últimos trabalhos.

 

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VIttorio Taviani (1929 – 2018)

 


publicado por Hugo Gomes às 19:10
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14.4.18

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Morreu o cineasta Milos Forman, conhecido como o realizador galardoado de One Flew Over the Cuckoo's Nest e Amadeus. Segundo a agência checa CTK, a sua mulher Martina declarou que "a sua partida foi calma, e esteve rodeado o tempo todo pela sua família e pelos amigos mais chegados". Forman faleceu na sua casa nos EUA, segundo consta, após um episódio de mal-estar. Tinha 86 anos.

 

Oriundo da então Checoslováquia, Forman conquistava a crítica internacional com obras como Loves of a Blonde (1965) e Baile dos Bombeiros (1967), ambos nomeados ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. Nos anos 70 decidiu partir da sua terra natal para perseguir o sonho americano em Hollywood. Em ’71, realiza Taking Off (Amores de uma Adolescente), comédia dramática que conquistou o Grande Prémio de Júri do Festival de Cannes desse ano, apenas partilhando com Johnny Got His Gun, de Dalton Trumbo.

 

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Quatro anos depois trabalha com os atores Jack Nicholson e Louise Fletcher naquele que seria um dos seus filmes mais icónicos, e não só da sua carreira mas como da produção cinematográfica dessa década, One Flew Over the Cuckoo's Nest (Voando Sobre um Ninho de Cucos). Inspirado no livro de Ken Kesey, o filme iria arrebatar 5 Óscares da Academia, incluindo o de Melhor Filme e de Melhor Realizador, façanha que seria repetida em 1984 com Amadeus, biografia pouco convencional de Mozart. Entretanto Forman havia já concretizado Hair (1979) e Ragtime (1981).

 

Em 1989 insere-se em romances à francesa com Valmont, Forman entra na década de 90 com duas das biopics mais célebres - The People vs. Larry Flynt (1996) e Man on the Moon (1998) – o primeiro contando com Woody Harrelson como o controverso editor da revista pornográfica Hustler e o segundo com Jim Carrey como Andy Kaufman, aquele que seria um dos desempenhos mais badalados do cinema contemporâneo. Já no novo milénio, o realizador é assombrado pelos fantasmas da pintura em Goya’s Ghost (2006), estreia discreta e ignorada, tendo regressado ao agora República Checa para colaborar com o seu filho Petr Forman no musical Dobre placená procházka (2009), aquele que seria o seu último filme creditado.

 

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Milos Forman (1932 – 2018)


publicado por Hugo Gomes às 13:25
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6.4.18

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Morreu Isao Takahata, o icónico animador japonês que foi dos cofundadores do famoso estúdio Ghibli. Segundo o Yahoo Japan, Takahata debatia-se com sérios problemas de saúde e o seu estado piorou no último Verão. A mesma fonte salienta que o autor faleceu em casa rodeado pelos seus entes queridos. Tinha 82 anos.

 

Nascido a 29 de outubro de 1935, Takahata ficou fascinado pela animação após ter assistido a um cartoon francês. Começou por trabalhara na Toei Animation intercalando com os seus estudos. Após o fim do seu percurso académico, o autor em conjunto com o seu colega Hayao Miyazaki fundam o estúdios Ghibli em 1985.

 

Isao Takahata trabalhou como realizador e responsável pelo departamento musical de várias produções do estúdio. Entre os seus trabalho contam os muito aclamados O Túmulo dos Pirilampos, Memórias de Ontem e Pompoko. O seu último trabalho também acolhera aplausos – O Conto da Princesa Kaguya (nomeado ao Óscar de Melhor Filme de Animação). Foi galardoado com o Prémio de Carreira na edição de 2009 do Festival de Locarno.

 

Isao Takahata (1935 – 2018)

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publicado por Hugo Gomes às 00:01
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10.2.18

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Morreu aos 48 anos, Jóhann Jóhannsson, o compositor galardoado com o Globo de Ouro que contribui para as bandas-sonoras de Sicário e Arrival. Desconhece-se de momento a causa da morte.

 

Nascido a 19 de Setembro de 1969 na cidade de Reykjavik, Islândia, Jóhannsson tornou-se num dos mais requisitados e cobiçados compositores dos últimos tempos, destacando a sua habitual colaboração com o realizador Denis Villeneuve. Foi nomeado duas vezes aos Óscares, graças ao seu trabalho por Sicário e The Theory of Everything, tendo vencido um Globo de Ouro pelo primeiro exemplo.

 

Antes de entrar na industria cinematográfica, Jóhansson era guitarrista de rock na Islândia e um habitué na programação do Primavera Sound em Barcelona.

 

Jóhann Jóhannsson (1969 – 2018)

 


publicado por Hugo Gomes às 23:32
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Morreu John Gavin, ator de filmes como Psycho, Imitation of Life e Spartacus, que trocou a interpretação por uma das suas paixões mais antigas, a diplomacia. Faleceu na manhã de sexta-feira, dia 9 de Fevereiro, em Beverly Hills, na Califórnia. Tinha 86 anos.

 

Nascido a 8 de Abril de 1931, John Anthony Golenor era de uma família de respeitada herança latina. Em 1956 estreou-se no cinema no western de John Sherwood, Raw Edge (Esta é Mulher é Minha). Foram precisos dois anos para chegar ao protagonismo, tal aconteceu com A Time to Love and a Time to Die (Tempo para Amar e Tempo para Morrer), de Douglas Sirk, como qual voltaria a trabalhar em Imitation of Life (Imitação de Vida, 1959).

 

Encarado diversas vezes como o próximo Rock Hudson, o ator que dominava o box-office da altura. Psycho, de Alfred Hitchcock, tornou-se numa das suas maiores conquistas, que juntamente com Spartacus, de Stanley Kubrick, o colocaram na lista dos atores mais cobiçados de Hollywood dos anos 60. Recusaria ser James Bond em Diamonds are Forever (007-Os Diamantes São Eternos), papel que seria repetido por Sean Connery, em 1971.

 

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Em 1961, no auge da sua carreira, é nomeado para conselheiro especial do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, cargo que ocupou até 1973. Efetuou diversos trabalhos para o Departamento de Estado e o Gabinete Executivo do Presidente. De 1966 a 1973, manteve-se no conselho da Guilda dos Atores, tendo presido a mesma instituição entre 1971 e 1973.

 

Já entre 1981 e 1986, tornou-se no embaixador norte-americano da presidência de Ronald Reagan no México. Para Gavin, estes cargos eram uma espécie de sonhos cumpridos; “Lei, América Latina e diplomacia eram os seus primeiros interesses”.

 

John Gavin (1931 – 2018)

 


publicado por Hugo Gomes às 14:43
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2.1.18

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Morreu Guida Maria, a actriz era uma das caras mais reconhecidas do público português. Integrou o elenco de inúmeras novelas e outros produtos televisivos, assim como cinema e teatro – tendo participado em mais de 40 peças. A notícia da sua morte foi dada pelo encenador António Pires à Lusa, o qual referiu que a actriz faleceu “tranquilamente durante o sono, após ter sido vítima de doença prolongada”. Doença, essa, cancro no pâncreas que descobriu em 2016. Guida Maria tinha 67 anos.

 

Formada em teatro pelo Conservatório Nacional e na American Academy of Dramatic Arts, em Nova Iorque, a atriz “saboreou” o palco aos 7 anos na peça Fogo de Vista, de Ramada Curto. Apesar do sucesso no teatro, Guida Maria foi uma figura importante no Cinema Português graças a A Promessa (1973), de António de Macedo, baseado numa peça de Bernardo Santareno, onde protagonizou o primeiro nu frontal da nossa cinematografia. Para além disso o filme foi selecionado para a Competição Oficial do Festival de Cannes, tendo ainda conquistado um Prémio Especial de Júri no Festival de Cartagena. Voltaria a trabalhar com o realizador em 1988 com a ficção cientifica Os Emissários de Khalom.

 

Guida Maria (1950 – 2017)

 

 


publicado por Hugo Gomes às 21:30
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23.11.17

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Morreu João Ricardo, o ator e encenador acarinhado pelo grande público graças à sua presença em inúmeras telenovelas e séries televisivas. O ator não resistiu a um tumor no cérebro que fora diagnosticado em 2016, tendo na altura sido submetido a uma cirurgia de urgência. Encontrava-se numa unidade hospitalar de Lisboa desde quarta-feira.

 

Tinha 53 anos e para trás deixa uma longa carreira dividida entre televisão e teatro. No cinema a sua presença foi escasso, mas mesmo assim trabalhou com os realizadores Luís Filipe Rocha (A Passagem da Noite), Margarida Cardoso (A Costa dos Murmúrios) e João Botelho (Corrupção, A Corte do Norte e Filme do Desassossegado).

  

João Ricardo (1964 – 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 22:09
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10.11.17

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Morreu Márcia Cabrita, a actriz brasileira mais conhecida como Neide Aparecida na série humorística Sai de Baixo. Encontrava-se há mais de 10 dias internada no Hospital Quinta d'Or, na sequência de um cancro nos ovários que a levou afastar-se da telenovela, Novo Mundo, que gravava. A sua morte foi confirmada nesta madrugada. Tinha 53 anos.

 

Celebrizada como a empregada de Caco Antibes (personagem de Miguel Falabella) na popular sitcom brasileira Sai de Baixo, Cabrita foi uma presença habitual na produção televisiva, integrando o elenco de várias novelas e séries, assim como teatro e Cinema. Neste último, variando pouco entre filmes de família ou filmes protagonizados por Xuxa.   

 

Márcia Cabrita (1964 - 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 13:51
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5.10.17

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Realizador e argumentista, António de Macedo, faleceu esta tarde (5/10), após ter dado entrada no Hospital de Santa Marta, em Lisboa. Tinha 86 anos e era tido como um dos nomes mais resistentes do cinema de género português, porém, a sua carreira é hoje alvo de reavaliação.

 

Formado no curso de Arquitectura, Macedo passou ao lado dessa sua carreira para se dedicar ao Cinema. Foi um dos fundadores do Centro Português de Cinema nos anos 70 e foi o autor de "A Evolução Estética do Cinema", um dos primeiros livros de teoria cinematográfica.

 

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Conheceu o sucesso com Domingo à Tarde, a sua primeira longa-metragem em 1966, um êxito efémero visto que a obra seguinte, Sete Balas para Selma, um ensaio de espionagem à portuguesa foi condenado pela crítica e pelo público. Como tal segue para o documentário, fase que foi interrompida pelo Nojo dos Cães, filme banido e de caracter experimental em 1970. As más críticas voltaram a surgir com A Promessa (1972), uma variação de western spaghetti com encantamentos ciganos (contou com o primeiro nu frontal do cinema português) que acabou por integrar a competição do Festival de Cannes. Mas quatro anos depois surge o seu filme mais polémico, As Horas de Maria (1976), uma obra anti-religiosa que foi marcada por inúmeros desacatos durante a sua exibição no Cinema Nimas, em Lisboa, para além do boicote geral apelado pela Igreja Católica.

 

Depois seguiu-se as ficções cientificas, Os Abismos da Meia-Noite (1984) e Os Emissários de Khalom (1988), e as fantasias lusitanas, A Maldição Marialva (1991), e o mistério de Chá Forte com Limão (1993). Mas todas estas obras foram envolvidas de más críticas e de fracassos de bilheteira (com a exceção de Os Abismos’ que contou algum hype devido às suas cenas de nudez integral). O Segredo das Pedras Vivas (2016), que inicialmente fora uma produção televisiva dos anos 90, foi reconstruído como uma longa-metragem, a primeira exibição aconteceu numa edição do MOTELx, o Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa que havia apresentado durante a sua longevidade inúmeras homenagens ao realizador, tendo sido responsável pela vaga de reavaliação da sua obra.

 

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Ainda este ano estreará Nos Interstícios da Realidade, um documentário de João Monteiro que segue de perto a sua vida e carreira, assim como a “conspiração” que contribuiu para o seu esquecimento e da extensa censura do qual foi alvo.

 

O cinema de António de Macedo vai estar a partir de hoje em retrospectiva no SITGES – Festival Internacional de Cinema Fantástico da Catalunha, Espanha, estando prevista a exibição do documentário.

 

António de Macedo (1931 – 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 22:35
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28.9.17

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Morreu Hugh Hefner, o fundador da Playboy, a mais famosa revista para adultos que se tornou nos dias de hoje uma das mais importantes marcas de entretenimento. Faleceu nesta quarta-feira (27/09) em sua casa, de causas naturais. O filho, Cooper Hefner, confirmou o falecimento à imprensa, proferindo algumas palavras: "O meu pai viveu uma excepcional e impactante vida. Defendeu alguns dos movimentos sociais e culturais mais importantes do nosso tempo, a liberdade de expressão, os direitos civis e a liberdade sexual". Tinha 91 anos.

 

Nascido em Chicago, em 1926, Hefner foi o responsável por trazer a nudez feminina para o mercado mais mainstream, a sua publicação, Playboy, nasceu em 1953 a partir da cozinha da sua casa, depois da Esquire ter negado um aumento de cinco dólares no seu salário. Nessa primeira edição, Marilyn Monroe foi destaque, com imagens originalmente produzidas para um calendário de 1949 que Hefner comprou por 200 dólares na altura. A revista manteve-se num estatuto de irreverência e de qualidade que o afastava da vulgaridade da pornografia, para além de ter obtido um relevante papel na revolução sexual dos anos 60 e 70.

 

Tendo vendido mais de sete milhões de cópias nos seus anos mais populares, a marca expandiu para outras plataformas, indústria cinematográfica, canais televisivos, internet e variado merchandising. Hugh Hefner tornou-se socialmente conhecido pelas festas que organizava nas suas mansões em Los Angeles e Chicago, pelo estilo hedonista e extravagante, assim como o seu namoro com dezenas de modelos.

 

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Hugh Hefner (1926 - 2017)


publicado por Hugo Gomes às 12:56
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16.9.17

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Harry Dean Stanton, conhecido como o actor de Paris, Texas e de Alien, morreu nesta sexta-feira (15/09) num hospital de Los Angeles. A morte foi anunciada pelo seu agente, John Kelly. Tinha 91 anos.

 

Integrou mais de 200 produções numa carreira com mais 60 anos, apesar de poucas vezes protagonista, Harry Dean Stanton sempre foi visto de ator de prestigio nos últimos anos. Foi um dos actores preferidos de David Lynch e Sam Peckinpah, tendo trabalhado ainda com Wim Wenders (no qual conta o seu filme mais celebrizado, Paris, Texas), Francis Ford Coppola, Robert Altman, Martin Scorsese e John Carpenter.

 

Ainda poderemos contar com o filme Lucky, de John Carrol Lynch, concebido envolto à sua figura, como uma das suas últimas obras.

 

(em actualização …)


publicado por Hugo Gomes às 01:04
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1.9.17

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Um dos mais prestigiados cineastas húngaros, Károly Makk, morreu no passado dia 30 de Agosto (esta quarta-feira). Tinha 91 anos, deixando para trás uma carreira plena, mas não devidamente laureada.

 

Nascido a 22 de Dezembro, de 1925, Makk perseguiu o sonho de uma carreira no Cinema desde cedo. Estudou História de Arte na Universidade de Pázmány Péter, mas trocou esse percurso para realizador, licenciando-se na Academia de Artes Dramáticas e Cinematográficas em Budapeste. O seu primeiro filme foi Gyarmat a föld alatt (1951), porém, só iria receber reconhecimento três anos depois com a comédia Liliomfi (1954) e quase duas décadas depois com Love (Amor, 1971), um filme que marcou em cheio uma Hungria comunista e que conquistou o Prémio de Júri do Festival de Cannes. Festival, esse, que Károly Makk concorreria diversas vezes à Palma de Ouro, apenas conseguindo, para além do referido prémio anterior, o de Melhor Atriz em 1984 para Jadwiga Jankowska-Cieślak no filme Another Way (Outra Forma de Amar). O seu Cats' Play (Macskajáték, 1972) obteve uma nomeação ao Óscar de Filme de Língua Estrangeira em 1974.

 

Na sua carreira destaca-se ainda a sua adaptação do Jogador de Fyodor Dostoevsky (1997), uma produção falada inglês com Michael Gambon, A Long Weekend in Pest and Buda (Egy hét Pesten és Budán, 2003), que teve as honras de abrir o Festival de Moscovo, e o seu último filme, o pouco conhecido The Way You Are (Így, ahogy vagytok, 2010). Até à altura da sua morte, exercia o cargo de presidente da Academy de Literatura e de Artes de Széchenyi.

 

Károly Makk (1925 - 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 17:53
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28.8.17

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Morreu nesta segunda-feira (28 /08), a actriz Mireille Darc, um dos ícones dos cinema francês dos anos 60, com carreira plena na década de 70. Tinha 79 anos.

 

Mireille Aigroz (nome de baptismo) iniciou a sua carreira em 1960, ano que é lançado um telefilme (Du côté de l'enfer), uma curta-metragem (La Revenante) e o seu grande passo, Les Distractions, de Jacques Dupont, um filme protagonizado pelo na altura ascendente Jean-Paul Belmondo. Depressa, Mireille Darc (adoptou esse nome artístico em homenagem à sua heroína Joana D'Arc) tornou-se hiperactiva, tendo vingando sobretudo no género da comédia francesa, destacando a sua colaboração com o realizador Roger Vadim (La Bride sur le Cou / Uma Mulher sem Freio, ao lado da mega-estrela Brigitte Bardot) e nos enésimos trabalhos ao lado do cómico Louis de Funès (Le diable et les 10 commandements, Pouic-Pouic).

 

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Contudo, tornou-se numa presença habitual na filmografia de Georges Lautner, tendo trabalhando com o realizador mais de 13 vezes, e ainda foi a protagonista de Week End, do proeminente Jean-Luc Godard. Foi companheira por mais de 15 anos com Alain Delon, a sua carreira sofreu uma interrupção nos anos 80 (em 1989 dirigiu uma longa-metragem, Le Barbare, sem êxito), tendo regressando com diversos papeis televisivos na década seguinte até ao fim dos seus dias.

 

Foi distinguida em 2006 com a Legião de Honra, a actriz  tornou-se a 'madrinha' da associação La Chaîne de l'Espoir, tendo dedicado nos seus últimos anos a acções de caridade.

 

Mireille Darc (1938 - 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 13:57
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