Data
Título
Take
23.1.19

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Morreu o cineasta e poeta Jonas Mekas, o "padrinho do cinema avant-garde norte-americano", uma das figuras mais importantes da história do cinema experimental. Tinha 96 anos.

 

De origem lituana, Jonas Mekas e o seu irmão, Adolfas Mekas, abandonaram o país em 1944. Prisioneiros de guerra e condenados a um campo de trabalhos forçados, ambos conseguiram fugir para Dinamarca, o que o levou, cinco anos depois, a emigrar para os EUA. Pouco tempo depois da chegada ao solo norte-americano, Mekas compra uma camara Bolex 16mm e inicia a produção de pequenos e íntimos filmes. Foi o inicio de uma aventura que se inseria numa vaga artística que surgia lentamente (com mimetização numa anterior vanguarda arthouse, datada na década de 20).

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Avançou-se na realização com Guns of the Trees em 1961, um drama experimental sobre uma mulher depressiva que tenta suicidar-se, ao mesmo tempo que estranhos tentam convence-la que a vida merece uma segunda oportunidade. Três anos depois, chega uma das obras mais célebres, The Brig, no qual Mekas tenta jogar com o ultrarrealismo num dos grandes dramas da História das forças armadas norte-americanas. Apesar do contexto diferir, The Brig é um filme com vários cordões intimistas e pessoais. Conquistou o Grande Prémio do Festival de Veneza.

 

Jonas Mekas alia-se a Andy Warhol para conceber a curta Award Presentation to Andy Warhol (1964), que serviu de porta direta para outra colaboração entre os dois, o qual gerou o mítico Empire (1965), documentário de 8 horas tendo como estrutura um plano em tempo real do Empire State Building.

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Entre outras obras, contam-se Diaries Notes and Sketches (1969), Birth of a Nation (1997), As I was Moving Ahead I saw Brief Glimpses of Beauty (2000), Letter from Greenpoint (2005), Sleepless Nights Stories (2011), Out-takes from the Life of a Happy Man (2012) e uma série de 365 curtas que disponibilizou na internet a partir de 2007.

 

Em 1954, os irmãos Mekas criam a revista Film Culture, a qual tornou-se em tempos, uma das mais respeitadas publicações de cinema nos EUA. Em 1958, Mekas torna-se colunista na Village Voice, numa secção intitulada Movie Journal. Passados quatro anos, funde a Cooperativa de Cineastas (Film-Makers' Cooperative) e sucessivamente a Cinemateca de Cineastas (Film-Makers' Cinematheque).

 

Vencedor de vários prémios e presença assídua nos festivais de cinema, Mekas esteve em Lisboa em 2009 para uma masterclass e retrospetiva da sua obra no DocLisboa. Era também conhecido pelos seus trabalhos de poesia e por dar aulas de cinema em estabelecimentos como o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e a Universidade de Nova Iorque.

 

Jonas Mekas (1922 – 2019)

 

 


publicado por Hugo Gomes às 19:02
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20.1.19

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Andrew G. Vajna, também conhecido por Andy Vajna, conhecido como produtor executivo de filmes como Rambo, Terminator e Total Recall, faleceu aos 74 anos. A sua morte foi confirmada pelo Fundo de Cinema Húngaro, que o relembrou como uma “figura dominante da industria cinematográfica húngara e internacional”, assim como fundador do respetivo fundo.

Nascido a 1 de agosto de 1944, Vjana, em conjunto com o seu parceiro Mario Kassar, fundaram a Carolco, produtora responsável por blockbusters como Terminator 2: Judgment Day (Exterminador Implacável 2: O Dia do Julgamento), os primeiros três Rambos e ainda alguns filmes de Paul Verhoeven como Total Recall (Desafio Total) e Basic Instinct (Instinto Fatal).

Para além disso, ainda produziu Angel Heart - Nas Portas do Inferno, DeepStar Six (Terror nas Profundidades), Evita, Judge Dredd (A Lei de Dread), BZ - Viagem Alucinante, Nixon e Die Hard: A Vingança. O seu último trabalho no ramo foi com Terminator: Salvation (Exterminador Implacável - A Salvação) e o ainda inédito School of Scumbags.

Andy Vajna foi ainda fundador e presidente do American Film Marketing Assn, tendo lançado o American Film Market.

Andy Vajna (1944 - 2019)

 


publicado por Hugo Gomes às 19:33
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2.1.19

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ROMA foi escolhido como filme do ano pela OFCS (Sociedade de Críticos Online), a qual o Cinematograficamente Falando … integra. Para além do cobiçado estatuto, o regresso de Alfonso Cuarón ao México foi ainda distinguido com os prémios de Melhor Realizador, Filme de Língua Estrangeira e Fotografia.

 

Quanto às interpretações, Ethan Hawke saiu a ganhar na categoria principal masculina em First Reformed, de Paul Schrader, e Toni Collette como atriz em Hereditary. Nas categorias secundárias, Michael B. Jordan (Black Panther) e Regina King (If Beale Street Could Talk) foram os premiados.

 

A destacar ainda prémios especiais atribuídos a Ryan Coogler pela direção de Black Panther e à cidade de Oakland por acolher e gerar algumas das relevantes obras de cariz social e racial nos EUA, como Blindspotting e Sorry to Bother You.

 

MELHOR FILME

Roma

 

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO

Spider-Man: Into the Spider-Verse

 

MELHOR REALIZADOR

Alfonso Cuarón - Roma

 

MELHOR ATOR

Ethan Hawke - First Reformed

 

MELHOR ATRIZ

Toni Collette - Hereditary

 

MELHOR ATOR SECUNDÁRIO

Michael B. Jordan - Black Panther

 

MELHOR ATRIZ SECUNDÁRIA

Regina King - If Beale Street Could Talk

 

MELHOR ARGUMENTO ORIGINAL

Paul Schrader - First Reformed

 

MELHOR ARGUMENTO ADAPTADO

Barry Jenkins - If Beale Street Could Talk

 

MELHOR EDIÇÃO

Eddie Hamilton - Mission: Impossible - Fallout

 

MELHOR FOTOGRAFIA

Alfonso Cuarón - Roma

 

MELHOR BANDA-SONORA ORIGINAL

Nicholas Britell - If Beale Street Could Talk

 

MELHOR PRIMEIRO FILME

Ari Aster - Hereditary

 

MELHOR FILME DE LÍNGUA ESTRANGEIRA

Roma

 

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Won't You Be My Neighbor?

 

PRÉMIOS TÉCNICOS

Annihilation – Efeitos Visuais

Black Panther – Guarda-Roupa

Mission: Impossible - Fallout – Coordenação de Stunts

A Quiet Place - Som

A Star Is Born – Músicas Originais

 

TOP 11

  1. Roma
  2. BlacKkKlansman
  3. If Beale Street Could Talk
  4. First Reformed
  5. The Favourite
  6. You Were Never Really Here
  7. Annihilation
  8. Eighth Grade
  9. Hereditary
  10. A Star Is Born
  11. Suspiria

 

PRÉMIO CARREIRA

Roger Deakins

Spike Lee

Rita Moreno

Robert Redford

Agnès Varda

 


publicado por Hugo Gomes às 13:38
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O site C7nema (aqui) revelou a sua lista de melhores do ano, tendo como primeiro lugar do pódio a sensação da Netflix, ROMA. Em segundo lugar ficou a obra de terror Hereditary e Phantom Thread finaliza o top. Nenhuma obra portuguesa figura a lista.

 

TOP 10

1) ROMA

2) Hereditary (Hereditário)

3) Phantom Thread (A Linha Fantasma)

4) You Were Really Here (Nunca Estiveste Aqui)

5) First Reformed (No Coração na Escuridão)

6) Jusqu’à la Garde (Custódia Partilhada)

7) Florida Project

8) Cold War

9) BlackKklansman

10) Call Me By Your Name (Chama-me Pelo teu Nome)

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:09
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30.12.18

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Morreu Ringo Lam, o realizador de Hong Kong que serviu de influência para Quentin Tarantino no seu Reservoir Dogs (Cães Danados). Segundo os medias de Hong Kong, o realizador foi encontrado sem vida na sua habitação. Tinha 63 anos.

Tendo como principais obras Mad Mission 4 (1986), City of Fire (1987) e Twin Dragons (Ação em Hong Kong, 1992), Lam foi considerado um dos mais importantes e bem-sucedidos artesãos do Cinema de ação de Hong Kong do final dos anos 80, estatuto que o fez transladar para Hollywood onde concretizou algumas das aventuras cinematográficas da estrela Jean-Claude Van Damme (Maximium Risk, In Hell).

Em 2007, juntou-se aos seus conterrâneos Tsui Hark e Johnny To para o filme coletivo Triangle, que foi apresentado no Festival de Cannes. Ringo Lam sempre se destacou como um severo crítico da indústria de Hong Kong, nunca escondendo a sua insatisfação para com o desenvolvimento do cinema local.

Ringo Lam (1955 - 2018)


publicado por Hugo Gomes às 17:11
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28.10.18

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Greetings From Free Forests de Ian Soroka foi consagrado como o grande vencedor da Competição Internacional da 16ª edição do Doclisboa. Eleito por um júri composto pela premiada diretora de fotografia Agnès Godard, o escritor e curador Leo Goldsmith, a realizadora Mariana Gaivão, o multifacetado artista Mike Hoolboom e a artista visual e cineasta Yael Bartana, a longa-metragem recebe, para além da estatueta, uma quanta de 8.000 euros. Terra, da dupla Hiroatsu Suzuki e Rossana Torres conquistaram o certame nacional, tendo como destaque ainda para Terra Franca, a primeira longa-metragem de Leonor Teles, que venceu o Prémio Escolas.

 

Na cerimónia de encerramento do Doclisboa’18, que fora sucedida pela projeção de Infinite Football, do romeno Corneliu Porumboiu, a direção do festival divulgou algumas novidades quanto à próxima programação da APORDOC, assim como da estreia comercial de Chuva É Cantoria Na Aldeia dos Mortos, de João Salaviza e Renée Nader Messora, um retrato docuficcional da situação atual e emergente dos índios Krahô no Brasil. O filme teve estreia mundial na secção Un Certain Regard no Festival de Cannes.

 

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

Grande Prémio Cidade de Lisboa para Melhor Filme: Greetings From Free Forests, Ian Soroka

Prémio Sociedade Portuguesa de Autores: The Guest, Sebastian Weber

 

COMPETIÇÃO PORTUGUESA

Prémio Doclisboa para Melhor Filme: Terra, Hiroatsu Suzuki e Rossana Torres

Prémio Escolas (ETIC): Terra Franca, Leonor Teles

Prémio Kino Sound Studio: Pele De Luz, André Guiomar

Menção Honrosa do Júri da Competição Portuguesa:  Vacas e Rainhas, Laura Marques

 

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COMPETIÇÃO TRANSVERSAL

Prémio revelação Canais TVCine para melhor primeira longa-metragem: Cidade Marconi, Ricardo Moreira

Menção Honrosa  – Amanecer de Carmen Torres e Paul Is Dead de Antoni Collot

Prémio Ageas Seguros para melhor curta-metragem : The Guest, Sebastien Weber

Prémio do Jornal Público para melhor filme português: Vadio, Stefan Lechner

Prémio Prática, Tradição e Património Fundação Inatel: Vacas e Rainhas, Laura Marques

 

VERDES ANOS

Prémio Kask/Brussels Airlines para Melhor Filme: After The Fire, Ahsan Mahmood Yunus

Prémio Especial Walla Collective: Aos Meus Pais, Melanie Pereira

Prémio Doc’s Kingdom para Melhor Realização Verdes Anos:  Song Of The Bell, Hosein Jalilvand

 

ARCHÉ

Prémio RTP para Melhor Projeto em Fase de Pós-Produção / Coprodução – Fantasmas: Caminho Longo Para Casa, Tiago Siopa

Prémio FCSH para Melhor Projeto das Oficinas Arché – Viagem Aos Makonde de Moçambique, Catarina Alves Costa

Prémio Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas para Melhor Projeto em Fase de Escrita - La Playa De Los Encharquidos, Iván Mora Manzano

Prémio Bienal Arte Jovem - Amor e Medos Estranhos, Deborah Viegas

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:13
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4.10.18

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Com 330 milhões de dólares rendidos em todo o Mundo, The Nun - A Freira Maldita é um sucesso garantido e com isso a franquia Conjuring avança a todo o gás. Com o anunciado terceiro da saga Annabelle prestes a começar as rodagens, o terceiro Conjuring é a fita que se segue.

 

James Wan garantiu que não voltará à direção de mais um caso dos Warrens, em seu lugar estará Michael Chaves; que segundo as palavras do responsável por este universo partilhado tem a “capacidade de trazer emoção a uma história, e a sua compreensão de estado de espirito e sustos o tornam perfeito para dirigir o próximo filme Conjuring.” É de salientar que Chaves trabalhou em The Curse of La Llorona, obra de terror que conta com produção de James Wan e que chegará aos cinemas em 2019.

 

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Recordamos ainda que neste franchise poderemos ainda contar com um anunciado filme em torno de Crooked Man, entidade que surge no segundo Conjuring, porém, ainda sem data de estreia nem de inicio de rodagem visto que o argumentista Gary Dauberman (que estreia na realização no Annabelle 3) afirmou ainda não ter encontrado nenhuma ideia concreta.

 

The Conjuring 3 está previsto começar a ser filmado em 2019 e estrear em 2020.

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:31
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3.10.18

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Novamente, o Doclisboa demonstra um forte contingente de produções nacionais na sua programação. Esta 18ª edição conta-se com 18 filmes, oscilando entre a curta e longa metragem, dispersado em autores já conhecido entre o avido público do certame como Salomé Lamas (Extinção), Leonor Teles (que estreia no universo das longas com Terra Franca), Paulo Abreu (Alis Ubbo), Filipa César (Sunstone), entre outros.

 

Na Competição Internacional, os títulos chegam aos 22, destacando Brisseau – 251 rue Marcadet, de Laurent Archard, um filme-testemunho do cineasta, agora “maldito”, Jean-Claude Brisseau; e Antecâmara, o regresso de Jorge Cramez (Amor, Amor) à realização. Quanto às secções habituais, Da Terra e da Lua exibirá os novos filmes de Rithy Panh, Michael Moore, Frederick Wiseman e Wang Bing. Na Riscos, o espaço mais ousado do festival, temos James Benning e Mike Hoolboom como realizadores convidados e ainda um especial da filmografia do ator francês Jean-François Stévenin que estará presente no festival para exibir os seis trabalhos enquanto realizador.

 

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Já o Verdes Anos repesca os três primeiros filmes dos cineastas Miguel Gomes, David Pinheiro Vicente e Cláudia Varejão, que acompanharão toda uma seleção de novos trabalhos com a eventualidade de descobrir novos autores. Quanto à Heart Beat, possivelmente a secção mais aderida e apreciada do festival, Depeche Mode, Chilly Gonzales, Aretha Franklin e o jazz norte-americano serão os acordes celebrados ao ritmo do Doclisboa.

 

Decorrendo de 18 a 28 de outubro, na Culturgest, no Cinema São Jorge, na Cinemateca Portuguesa e no Cinema Ideal, o Doclisboa será marcado por uma retrospetiva a Luis Ospina, realizador colombiano que terá aqui o seu mais exaustivo ciclo na Europa, e ainda o raro filme Melodrama, de Jean-Louis Jorge, escolhido pelo próprio. Premiado em Berlim, The Waldheim Waltz, de Ruth Beckermann, que explora o passado negro e a ligação nazi de Kurt Waldheim, antigo Secretário-Geral das Nações Unidas, terá a honra de abrir o certame, enquanto Infinite Football, do romeno Corneliu Porumboiu, encerrará o festival.

 

Toda a programação poderá ser vista aqui

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:41
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20.9.18

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Depois de Danny Boyle ter abandonado a realização da próxima missão de 007, a escolha para a direção desse projeto recaiu em Cary Fukunaga. Os produtores Michael Wilson e Barbara Broccoli e o ator Daniel Craig, que voltará a ser James Bond, anunciaram hoje que as filmagens vão decorrer já em março do próximo ano, estando a estreia marcada para 14 de fevereiro de 2020.

 

Recorde-se que Boyle abandonou a realização do 25º filme de James Bond devido a diferenças criativas.

 

Há uns meses atrás, Boyle prometia que o agente mais famoso do cinema seria enquadrado nos novos tempos, tendo em consideração os movimentos #metoo e times up, porém, com a sua saída é possível que o argumento preparado da autoria de John Hodge (argumentista que colaborou com o realizador nos dois Trainspotting, The Beach, Transe, Shallow Grave e a curta Alien Love Triangle) seja inutilizado.

 

Curiosamente, Fukunaga é conhecido por obras como Beasts of No Nation, filme protagonizado por Idris Elba, ator que é apontado como o sucessor de Craig no papel de Bond. Será que a escolha do cineasta é já uma demonstração dos planos a médio prazo para a saga? Veremos, mas o próprio admitiu em 2015 numa entrevista ao Metro que gostaria de fazer um filme Bond com Elba.

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:56
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17.9.18

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O realizador Edgar Pêra, cujo O Espectador Espantado chegou esta semana às salas, divulgou através das redes sociais a sua indignação em relação às exibições nas salas de cinema, frisando, sobretudo, as de Lisboa, aquando de um episódio ocorrido na sessão de estreia.

 

Fala-se muito na morte do Cinema mas na realidade são as salas de cinema que definham. O Espectador Espantado não foi exibido no seu dia de estreia no Alvaláxia devido a problemas técnicos com a projeção 3D. Imaginem se o mesmo se passasse com os Vingadores ou com os Incríveis II (ambos filmes 3D), o escândalo que seria... Mas não só os cinemas privados que desinvestem na qualidade das suas projeções.”

 

Muito recentemente mostrei na Culturgest O Homem Pykante e o som era totalmente deficiente: ao que parece uma coluna tinha morrido e não lhe tinham feito o funeral. Mas o cúmulo foi quando um técnico sugeriu ao misturador do filme que fizesse novas misturas para as especificidades daquela sala.... Também a última vez que projetei um filme no São Jorge, o som era uma miséria, e consta que apenas usam as melhores lâmpadas do projetor em sessões oficiais."

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"Não sei se a situação se mantém nestas salas, mas ainda há pouco vi no Corte Inglês um filme numa versão escura e sem contraste. A decadência do cinema enquanto fenómeno coletivo será inevitável? (não costumo postar este tipo de comentários, mas já é confrangedor estrear um filme numa só sala em Lisboa, quanto mais ver sabotada a sua estreia).”

 

O Espectador Espantado é visto como um filme-ensaio que questiona a existência e longevidade do Cinema e a sua relação com os espectadores e vice-versa. A obra conta ainda com entrevistas a personalidades como o filosofo Eduardo Lourenço, o crítico Augusto M. Seabra e os realizadores Guy Maddin e F.J. Ossang.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:31
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16.9.18

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Morreu a veterana e premiada atriz Kirin Kiki, que tem sido uma habitual presença nas últimas obras de Hirokazu Koreeda, principalmente em Shoplifters, filme vencedor da Palma de Ouro de Cannes de 2018. A atriz faleceu na manhã de sábado na sua habitação em Tóquio. Sofria de cancro, porém, ainda é incerta a causa da sua morte. Tinha 75 anos.

 

Tendo como nome verdadeiro Keiko Uchida, Kiki sempre se considerou numa atriz atípica, defendendo que os seus papeis não possuíam qualquer processo de transformação, aquelas personagens tinham bastante dela própria. Estreou no cinema em 1966 com Zoku Yoidore hakase, de Akira Inoue, mas antes havia integrado grupos de teatro desde o liceu. O seu primeiro nome artístico era Yuuki Chiho.

 

A sua carreira tem sido versátil, passando obviamente pelo Cinema, assim como a Televisão, sobretudo em seriados e também dando voz a diversas produções de Anime. Tornou-se uma cara reconhecida graças aos seus papeis nos filmes de Hirokazu Koreeda desde o aclamado Andado (Aruitemo aruitemo) em 2008. Trabalhou com Naomi Kawase em An (2016), filme que lhe deu algum destaque nos recentes anos.

 

Kirin Kiki (1943 – 2018)


publicado por Hugo Gomes às 10:42
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15.9.18

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Em promoção à série de televisão Sara, que desenvolveu em conjunto com o ator e comediante Bruno Nogueira, Marco Martins, também conhecido como realizador de Alice e São Jorge, revelou ao C7nema pormenores sobre a sua próxima longa-metragem.

 

Este seu novo filme será rodado em Inglaterra tendo como protagonistas Beatriz Batarda e Nuno Lopes, dois atores que integram o elenco da série: “Esta longa-metragem é a consequência de um projeto de dois que tive a desenvolver com essa grande comunidade portuguesa localizada numa zona de Inglaterra.

 

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Beatriz Batarda também falou com o C7nema sobre a sua personagem neste novo projeto de Martins, que segundo ela  “faz a ponte entre uma entidade empregadora de uma zona industrial e os imigrantes portugueses em situação limite em busca de uma saída económica.” Ainda sobre o cenário, a atriz referiu que “não é à toa que ele [Marco Martins] escolhe Inglaterra”, dando indicação que o Brexit será tema recorrente nesta longa-metragem: “Com isso ele pretende levantar todas essas questões, se há ou não livre circulação dentro dos mercados e se em concreto [ela] é equilibrada ou não

 

De momento ainda não foi divulgada qualquer data de estreia nem o inicio de rodagem desta nova produção.

 

Recordamos que Sara, a série televisiva com direção de Marco Martins -apresentada no último Indielisboa - estreia no dia 7 de outubro na RTP2. Nela acompanhamos uma consagrada atriz dramática que perde a sua capacidade de chorar, iniciando com isto um percurso algo existencialista.

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:57
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11.9.18

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Em relação ao filme The Batman, a ser preparado pelo realizador Matt Reeves (dos dois últimos filmes da série Planeta dos Macacos), muito tem se ouvido falar sobre os encontros dos executivos com diversos atores, cada um deles potenciais “Cavaleiros das Trevas”. Jake Gyllenhaal e Jack Huston foram nomes mencionados para o papel.

 

Contudo, o site Revenge of the Fans divulgou um rumor interessante sobre a possibilidade de Kit Harington, a estrela de Game of Thrones, vestir o fato de Batman. Segundo a fonte, a própria Warner Bros. considera a escolha do ator como protagonista.

 

Recordamos que The Batman, tal como o também a ser preparado filme sobre Joker com Joaquim Phoenix, não integrarão o DCEU, o universo partilhado da DC Comics.

 

Mesmo não tendo uma data concreta para a estreia, espera-se que Batman possa chegar novamente aos cinemas em 2020, sendo que as rodagens estão previstas arrancar no verão do próximo ano.

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:29
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10.9.18

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Hagazussa: a Heathen’s Curse, do austríaco Lukas Fiegelfeld, é o vencedor da 3ª Competição Europeia de Longas-Metragens do MOTELx. O filme, que reflete o papel da Mulher numa época em que a bruxaria é mais que superstição, um medo irracional, competiu pela distinção com outras oitos longa-metragens, incluído duas produções portuguesas (Inner Ghosts e Mutant Blast).

 

Já na categoria de curtas-metragens, A Estranha Casa na Bruma, de Guilherme Daniel, saiu-se consagrado, recebendo 5.000 euros em prémio e um lugar entre os nomeados para a competição internacional Méliès d`Or, galardão atribuído anualmente pela Federação Europeia de Festivais de Cinema Fantástico. A curta Agouro, de David Doutel e Vasco Sá, recebe uma menção especial.

 

O 12º MOTELx decorreu em Lisboa do dia 4 a 9 de Setembro, apresentando como principal destaque um ciclo sobre Frankenstein e ainda uma exposição de ilustrações baseadas nas criações de H.P. Lovecraft. O filme Elizabeth Harvest, de Sebastian Gutierrez, encerrou o evento.

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:01
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6.9.18

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Burt Reynolds, o célebre ator de Boogie Nights e de The Longest Yard, não sobreviveu a um ataque cardíaco nesta quinta-feita (06/09). Tinha 82 anos, deixando para trás uma carreira de 60 anos na indústria cinematográfica e televisiva.

 

Nascido a 11 de fevereiro, em 1936, no estado de Michigan, Burton Leon Reynolds seguiu o percurso de jogador de futebol até um acidente de viação o afastar de tal futuro. Como “plano B” migrou para a Nova Iorque com a aspiração de ser ator. Por entre trabalhos em restaurantes e cafés, conseguiu pequenos papeis na televisão e no Cinema que o garantiram um solido trilho neste ramo. O seu primeiro papel creditado foi em Flight em 1958, série que recriava eventos na História da Aviação Americana, e no grande ecrã o primeiro sucesso surgiu em 1966 com o western Navajo Joe, de Sergio Corbucci.

 

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Apesar de nunca ter sido apreciado pela crítica, Burt Reynolds tornou-se num ator popular e rentável, o mais entre os anos 1978 a 1982, um recorde repetido apenas por Bing Crosby em 1940. Entre os seus êxitos contam Fuzz (Richard A. Colla, 1972), Deliverance (John Boorman, 1972), The Longest Yard (Robert Aldrich, 1974), Silent Movie (Mel Brooks, 1976), Nickelodeon (Peter Bogdanovich, 1976), The Cannonball Run (Hal Needham, 1982). Nos anos 90, quase reduzido a secundário, destaca-se The Player (Robert Altman, 1992), o malfado Striptease (Andrew Bergman, 1996) e Boogie Nights (Paul Thomas Anderson, 1998), possivelmente um dos papeis mais recordados, tendo sido nomeado ao Óscar de Ator Secundário. 

 

Para além de ator, Burt Reynolds ainda executou diversas vezes o cargo de realizador em inúmeros projetos, quer para Cinema, quer para Televisão. Entre as suas realizações conta-se Gator (1976), Sharky’s Machine (1981) e The Last Producer (2000) e ainda um episodio de Alfred Hitchcock Presents.

 

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O ator encontrava-se integrado no elenco do último filme de Quentin Tarantino, Once Upon Time in Hollywood. Infelizmente, segundo algumas fontes, as suas cenas não foram filmadas.

 

Burt Reynolds (1936 – 2018)


publicado por Hugo Gomes às 20:58
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28.8.18

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Arranca hoje uma nova edição do FUSO – Festival Anual de Vídeo Arte Internacional de Lisboa, cuja organização orgulha-se de ser o primeiro festival artístico a comemorar os 10 anos de existência. Prolongando até dia 2 de setembro, o evento marcará vários espaços da capital: Travessa da Ermida, Jardim do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), Jardim do Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, Jardim do Museu Nacional de Arte Antiga, Claustro do Museu Nacional de História Natural e da Ciência e Claustro do Museu da Marioneta.

 

Numa programação que visa encontrar uma utopia entre o audiovisual e o meio artístico, o FUSO destacará a intitulada sessão - "Os Cinetrácts de Maio de 68: a Revolução no Cinema” – a acontecer no dia 31 de agosto, pelas 22h, no Jardim do Museu Nacional de Arte Antiga. Trata-se de uma seleção de curtas-metragens anónimas concretizadas durante as manifestações do maio de 68 em Paris, que apelidados “cinetrácts”. Estas, isente de som ou edição, são hoje encarados como incontornáveis documentos de um episódio impar na História Moderna Francesa, uma revolução que começou nas escolas, difundido pelas ruas parisienses e que viria a influenciar toda uma geração de artistas dos mais diferentes meios, assim como nacionalidades. Os cineastas Jean-Luc Godard e Chris Marker, foram alguns dos autores destas mesmas filmagens. A sessão contará com apresentação da curadora francesa Bernadette Caille.

 

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O festival promete um programa rico de performances, debates e exposições que usufrui o melhor da videoarte. Entre os convidados, destaca-se Lori Zippay, a diretora da Electronic Arts Intermix (EAI) em Nova Iorque, os artistas Daniel Blaufuks e Evanthia Tsantila, e ainda a crítica de arte Marta Mestre.

 

Toda a programação pode ser vista aqui

 

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publicado por Hugo Gomes às 03:41
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22.8.18

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Danny Boyle está fora da realização da próxima missão de 007. O comunicado surgiu através da conta oficial de Twitter do 25º filme de James Bond, onde se encontra expresso “Michael G. Wilson, Barbara Broccoli e Daniel Craig anunciaram hoje que devido a diferenças criativas Danny Boyle não será mais realizador de Bond 25.”

 

Há uns meses atrás, Boyle prometia que o agente mais famoso do cinema seria enquadrado nos novos tempos, tendo em consideração os movimentos #metoo e times up, porém, com a sua saída é possível que o argumento preparado da autoria de John Hodge (argumentista que colaborou com o realizador nos dois Trainspotting, The Beach, Transe, Shallow Grave e a curta Alien Love Triangle) seja inutilizado.

 

De momento não existe mais pormenores sobre o desenvolvimento da produção para além de um rumor que aponta Christopher McQuarrie (Mission: Impossible – Fallout) como o substituto. Enquanto isso, a original data de estreia é mantida – outubro de 2019 no Reino Unido.

 

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publicado por Hugo Gomes às 02:14
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13.8.18

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Depois da animação stop-motion, The Isle of Dogs, Wes Anderson regressa à ação-real. Segundo algumas fontes, o nova-iorquino irá filmará a sua décima longa-metragem em França, mais precisamente em Angoulême. A cidade é a capital do departamento de Charente, situado no sudoeste francês, e hoje alberga o maior festival de banda-desenhada da Europa.

 

Desconhece-se ainda os pormenores acerca do guião, produção assim como do elenco, mas as fontes apontam que a rodagem não demorará mais que quatro meses e que começará no próximo mês de fevereiro.

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:15
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4.8.18

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Patrick Stewart será  novamente o Capitão Jean-Luc Picard numa nova série de Star Trek, a ser preparada pela CBS All Acess. Segundo o The Hollywood Reporter, esta nova incursão no universo “trekkieno” não será um reboot de New Generations, mas sim uma continuação, com o intuito de explorar uma nova fase da vida do tão carismático capitão da USS Enterprise.

 

O anúncio deste retorno foi feito pelo próprio ator numa convenção Star Trek em Las Vegas, onde fez uma aparição surpresa: “Sempre terei orgulho de ter feito parte de Star Trek: New Generation, mas quando concluímos o último filme em 2002 senti que minha época com Star Trek chegou ao seu fim natural. Então, é uma maravilhosa surpresa estar animado e revigorado em reviver Jean-Luc Picard e explorar novas dimensões com ele”.

 

De momento desconhece-se o título da série, assim como o número de episódios irão integrar esta nova fase. Alex Kurtzman (realizador de A Múmia com Tom Cruise) e a sua equipa criativa, atualmente por detrás de Star Trek: Discovery, estarão envolvidos neste novo projeto. Patrick Stewart será o produtor executivo.

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:43
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31.7.18

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Priyanka Chopra (Quantico; Baywatch) está em negociações para se juntar à adaptação da Universal de Cowboy Ninja Viking. Chris Pratt (Os Guardiões da Galáxia) será o protagonista.

 

A criação de A.J. Lieberman e Riley Rossmo centra-se num assassino que manifesta as habilidades mais difíceis de três personalidades diferentes: um cowboy, um ninja e um viking.

 

O projeto, que tem o argumento de Dan Mazeau (Wrath of the Titans) e Ryan Engle (The Commuter). A chegada do filme aos cinemas está programada para junho de 2019.

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:52
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