Data
Título
Take
7.5.18

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Morreu aos 86 anos, o realizador italiano Ermanno Olmi, autor de obras como O Emprego (1961) e A Árvore dos Tamancos (1978), vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes. Olmi faleceu esta segunda-feira (7/5) após ter sido internado devido ao agravamento do síndrome de Guillain-Barré, que o mantinha paralisado durante meses.

 

Tendo iniciado o cinema na década de 50 com um rol de curtas-metragens, Olmi aventurou-se no universo das longas em ’59 com Il Tempo Si È Fermato, mas foi com a segunda obra, Il Posto (O Emprego, 1961) que destacou-se a nível internacional. O retrato de um jovem em busca de uma oportunidade para trabalhar numa grande empresa foi o impulsor para uma carreira reconhecida e premiada. Neste último ponto realça-se a Palma de Ouro de Cannes com A Árvore dos Tamancos (L'albero Degli Zoccoli, 1978) e o Leão de Ouro de Veneza com A Lenda do Santo Bebedor (La leggenda del santo bevitore, 1988), filme que contou com o protagonismo de Rutger Hauer.

 

Da sua obra, destaca-se ainda Por Muitos Anos e Bons (Lunga vita alla signora!, 1987), A Profissão das Armas (Il mestiere delle armi, 2001), Cantando por Detrás das Cortinas (Cantando dietro I Paraventi, 2003) e Vedete, sono uno di voi (2017), este último uma biografia do cardeal Carlo Maria Martini, ex-arcebispo de Milão. Venceu por três vezes o Donatello (o equivalente italiano dos Óscares) de Melhor Realizador e honrado com um Prémio de Carreira no Festival de Locarno em 2004.

 

Ermanno Olmi (1931 – 2018)

 


publicado por Hugo Gomes às 12:27
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5.5.18

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Júri da Competição Internacional de Longas Metragens

Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa

EX-AEQUO

Baronesa, de Juliana Antunes

Lembro Mais dos Corvos, de Gustavo Vinagre

 

Prémio Especial do Júri canais TVCine & Series

EX-AEQUO

Baronesa, de Juliana Antunes

Lembro Mais dos Corvos, de Gustavo Vinagre

 

Júri da Competição Internacional de Curtas Metragens

Grande Prémio de Curta Metragem

Solar Walk, de Réka Bucsi

 

Prémio Silvestre para Melhor Curta Metragem

Braguino, Clément Cogitore

 

Prémio Turismo de Macau para Melhor Animação

Rabbit's Blood, de Sarina Nihei

 

Prémio Turismo de Macau para Melhor Documentário

La bonne education, de GuYu

 

Menção Honrosa

Coqueluche, de Aurélien Peyre

 

Prémio Turismo de Macau para Melhor Ficção

Matria, de Álvaro Gago

 

Júri da Competição Nacional

Prémio Allianz para Melhor Longa Metragem Portuguesa

Our Madness, de João Viana

 

Prémio Dolce Gusto para Melhor Curta Metragem Portuguesa

Os Mortos, de Gonçalo Robalo

 

Prémio Melhor Realizador para Longa Metragem Portuguesa

André Gil Mata pela A Árvore

 

Prémio Novo Talento FCSH/Nova

Amor, Avenidas Novas, de Duarte Coimbra

 

Prémio Novíssimos Walla Collective + Portugal Film

Infância, Adolescência, Juventude, de Rúben Gonçalves

 

Menção Honrosa

Fauna, de Lúcia Pires

 

Júri Silvestre

Prémio Silvestre para Melhor Longa Metragem

O Processo, de Maria Augusta Ramos

 

Júri IndieMusic

Prémio IndieMusic Schweppes

Matangi/Maya/M.I.A, de Steve Loveridge

 

Júri da Amnistia Internacional

Prémio Amnistia Internacional

Waste N0.5 The Raft of the Medusa, de Jan Ijäs

 

Júri Árvore da Vida

Prémio Árvore da Vida para Filme Português

Russa, de João Salaviza e Ricardo Alves Júnior

 

Menção Honrosa

Bostofrio - Oú le Ciel Rejoint la Terre, de Paulo Carneiro

 

Júri Escolas

Prémio Escolas

Tremors, de Dawid Bodzak

 

Júri Universidades

Prémio Universidades

An Elephant Stings Still, de Hu Bo

 

Júri do Público

Prémio Longa Metragem

O Processo, de Maria Augusta Ramos

 

Prémio Curta Metragem

Stay Ups, de Joanna Rytel

 

Prémio do Público IndieJúnior DoctorGummy

Professor Sapo, de Anna van der Heide

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:13
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3.5.18

Em outubro passado, numa entrevista ao site C7nema, o realizador francês Arnaud Desplechin adiantou que a sua futura obra entrará “em território desconhecido” na sua carreira e que todo o enredo tem ecos hitchcockianos.

 

Com a chegada do Marché do Film em Cannes, vieram à baila novos detalhes sobre o filme. Com o nome Roubaix, A Light,  o projeto vai contar com Roschdy Zem como Daoud, um chefe de polícia experiente e sensato na cidade de Roubaix, no norte da França, que investiga o brutal assassinato de uma mulher por duas mulheres vizinhas e amantes, rotuladas como alcoólatras e viciadas.

 

Recorde-se que ainda em declarações ao C7nema, Desplechin afirmou que se inspirou “num artigo de jornal. Um homicídio, para ser mais exato.”. Desplechin falou-nos que apenas interessa “focar nos factos … somente nos factos.” O filme “será um objeto completamente seco, despido do lado ficcional, mas ao mesmo tempo devedor do estilo imposto por um The Wrong Man (O Falso Culpado), de Hitchcock.”, chegando mesmo a comparar “com o livro In Cold Blood (A Sangue Frio), de Truman Capote, apenas a narração do real, do facto, não havendo espaço para imaginação e pelo suposto.” Quanto a mais pormenores, Desplechin retratará ainda “a condição da mulher nos dias de hoje”, esperando com isso “uma atmosfera bem sociopolítica, nada parecido com o que fizera anteriormente.

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:14
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29.4.18

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Michael Anderson, conhecido como o realizador de Logan’s Run e nomeado ao Óscar por Around the World in 80 Days (À Volta ao Mundo em 80 Dias), faleceu na passada quarta-feira em Vancouver, porém, o anuncio da sua morte apenas chegou à comunicação social este sábado. Tinha 98 anos.

 

Londrino de gema, Anderson começou a sua carreira na década de 40 como assistente de realizador até ingressar as Forças Armadas durante a Segunda Guerra Mundial. Ao retornar, filma cinco produções para a Associated British Picture Corporation, incluindo The Dam Busters (1955), que foi um êxito em Inglaterra.

 

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Michael Anderson tornou-se realizador do seu filme mais célebre, À Volta ao Mundo em 80 Dias, após a desistência do realizador original, John Farrow. Com David Niven, Shirley Maclaine, Robert Newton, Cantinflas, e cameos de luxo como Marlene Dietrich, Frank Sinatra e Buster Keaton, Esta adaptação do famoso livro de Julio Verne recebeu 5 Óscares incluindo o de Melhor Filme, Anderson encontrou-se nomeado para a categoria de Melhor Realizador, perdendo para George Stevens (O Gigante).

 

A sua carreira prolongou-se com alguns altos e baixos de bilheteira, rodeando sobretudo pela temática bélica. Anderson tinha ainda a apetência de trabalhar com estrelas como Gary Cooper (realizou a sua última aparição no grande ecrã com The Naked Edge em 1961), Charlton Heston, Tony Curtis e Liv Ullmann.

 

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Em 1976 dirige aquele que seria o seu filme mais citado, Logan’s Run, inspirado num homónimo livro de William F. Nolan. Esta ficção cientifica protagonizada por Michael York, remete-nos a uma sociedade distópica onde é impossibilitado viver acima dos 30 anos, tornou-se um sucesso de bilheteira e vencedor de um Óscar especial como menção aos seus sofisticados efeitos visuais.

 

Depois de Logan’s Run, segue Orca (1977), entendido como uma resposta ao sucesso de Jaws (1975) e o género terror o convida mais uma vez em 1979 com Murder By Phone. A partir, Anderson aventura-se na televisão como séries e telefilmes.  

 

Michael Anderson (1920 – 2018)

 


publicado por Hugo Gomes às 18:51
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28.4.18

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Michelle Pfeiffer encontra-se em negociações avançadas para integrar o elenco da sequela de Maleficent (Maléfica) ao lado das retornadas Angelina Jolie e Elle Fanning, assim como Ed Skrein.

 

O filme será dirigido por Joachim Rønning que recentemente trabalhou com a Disney no quinto filme de Pirates of the Caribbean. Jez Butterworth e Linda Woolverton estarão por detrás do argumento.

 

Livremente baseado no universo da “Bela Adormecida”, Maleficent, estreado entre nós em 2014, conseguiu render uns impressionantes 750 milhões de dólares a nível global.

 

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publicado por Hugo Gomes às 11:29
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Henry Cavill poderá regressar como Superman em mais uma aventura a solo, visto que uma sequela direta de Homem de Aço 2 foi agendada (mesmo não tendo sido divulgado qualquer data de estreia).

 

Contudo, novas informações apontam para a reunião do realizador Christopher McQuarrie (Jack ReacherMission: Impossible - Rogue Nation) com o ator, no fim de debater ideias para esta futura continuação. É de salientar que ambos trabalharam no, ainda por estrear (em agosto no nosso país), sexto filme da saga Mission: Impossible (Fallout). 

 

McQuarrie revelou estas conversas durante uma entrevista ao site ComicBook: “Passamos muito tempo no set e o Henry é um grande fã do Superman. Não posso deixar de contar histórias para as pessoas, então ele contou-me algumas ideias sobre Superman e eu achei que era muito boas, e no final dei a ele os meus dois centavos.”

 

É de recordar que Zack Snyder, o realizador do primeiro filme e do cada vez mais debatido Batman V Superman: Despertar da Justiça, assim como de Justice League: Liga da Justiça (trabalho continuado por Joss Whedon) sempre demonstrou interesse numa sequela, e tal foi falado após o lançamento do original Homem de Aço. Apesar das reações não terem sido unânimes o primeiro tomo da DCEU conseguiu arrecadar 668 milhões de dólares em todo o Mundo.

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:00
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22.4.18

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Morreu o ator Verne Troyer, conhecido o Evil Mini-Me da saga Austin Powers. A notícia da sua morte foi anunciada através da sua conta pessoal do Instagram e Facebook. Tinha 49 anos.

 

Nascido a 1 de janeiro de 1969, Troyer nasceu com uma desordem genética denominada de acondroplasia que limitava o seu crescimento, devido a tal, a sua carreira ficou sobretudo “presa” ao registo da comédia. Para além de Austin Powers, Troyer integrou o elenco de Love Guru, Postal, The Imaginarium of Doctor Parnassus e Harry Potter e a Pedra Filosofal.

 

Verne Troyer (1969 - 2018)


publicado por Hugo Gomes às 03:24
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21.4.18

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O cineasta canadiano David Cronenberg vai ser homenageado com o Leão de Ouro na 75ª edição do Festival Internacional de Veneza (29 de agosto a 8 setembro). Para o diretor artístico do festival, Albert Barbera, referiu o realizador como um artista “que levou as audiência para lá da fronteira do ‘exploitation’

 

Atualmente com 75 anos, Cronenberg expressou o seu contentamento com o Prémio de Carreira: “Sempre amei o Leão de Ouro de Veneza. Um leão que voa graças a asas douradas - essa é a essência da arte, não é? A essência do cinema. Será insuportavelmente emocionante receber o meu próprio Leão de Ouro.

 

Conhecido autor do cinema de género, David Cronenberg sempre se preocupara com o vinculo psicológico para com o físico em transformação. Proposta evidente em obras suas como The Fly, Crash, Dead Ringers, Videodrome e Eastern Promises.

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:16
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20.4.18

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Apesar de em 2013 ter anunciado o fim da sua carreira no Cinema, Steven Soderbergh continua imparável, tendo realizado duas longas-metragens (Logan Lucky e Unsane - este último apresentado no Festival de Berlim deste ano) e ainda o projeto de TV Mosaic. O realizador tomará agora de assalto o controverso tema dos Panama Papers (Os Papeis do Panamá).

 

Este seu novo projeto terá como base o livro do vencedor do Pulitzer Jake Bernstein - Secrecy World -o qual revela a história por trás do vazamento de documentos que implicavam diversas figuras públicas como Vladimir Putin, David Cameron, Jackie Chan e até Pedro Almodóvar. Ao todo foram divulgados 11,5 milhões de documentos confidenciais da autoria da sociedade de advogados Mossack Fonseca que fornecem informações detalhadas de milhares de empresas de paraísos fiscais offshore.

 

Steven Soderbergh irá produzir o filme em conjunto com Michael Sugar, Scott Burns, Lawrence Grey, existindo ainda uma forte possibilidade de realizá-lo. Scott Burns (Side Effects, The Bourne Ultimatum) estará por detrás do argumento.

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:50
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19.4.18

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Para além do novo filme de Lars Von Trier, The House that Jack Built, Cannes revelou mais títulos para a sua programação, entre os quais o badalado The Man who Killed Don Quixote, de Terry Gilliam, que se encontra sob disputa judicial quanto aos seus direitos de distribuição. O filme foi escolhido para encerrar o certame.

 

Quanto às outras adições, Un couteau dans le cœur (Knife + Heart) do francês Yann Gonzalez (tendo Vanessa Paradis como protagonista), Ayka do cazaque Sergey Dvortsevoy (realizador galardoado com o Prémio de Un Certain Regard por Tulpan) e o regresso do turco Nuri Bilge Ceylan (vencedor da Palma de Ouro em 2014) com Ahlat Agaci (The Wild Pear Tree) completam a Competição Oficial.

 

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Whitney, o documentário assinado por Kevin Macdonald (O Último Rei da Escócia), sobre a cantora mundialmente célebre Whitney Houston, será, em conjunto com Fahrenheit 451, a adaptação do livro de Ray Bradbury pelo canal HBO, serão as sessões da Meia-Noite.

 

Un Certain Regard também com novas adições, e bem lusófonas. Chuva e Cantoria Na Aldeia Dos Mortos, documentários do português João Salaviza e da brasileira Renée Nader Messora sobre o povo Krahô, um comunidade indígena vivente no centro do Brasil, junta-se à competição ao lado de Muere, Monstruo, Muere, do argentino Alejandro Fadel, e de Donbass, de Sergey Loznitsa, que abrirá a secção “Um Certo Olhar”.

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:18
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16.4.18

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Morreu o ator R. Lee Ermey, conhecido pelo seu premiado desempenho em Full Metal Jacket (Nascido para Matar, 1987), de Stanley Kubrick. A notícia foi dada na sua conta de Twitter através do seu manager de longa data, Bill Rogin. Segundo o comunicado, Ermey terá falecido face a complicações respiratórias. Tinha 74 anos.

 

Nascido a 24 de março de 1944, Ronald Lee Ermey ficou marcado pelos seus papeis como militar, principalmente na pele do Sargento Hartman em Full Metal Jacket, que lhe valeu a nomeação ao Globo de Ouro. Ermey foi militar na vida real, tendo cumprindo carreira como sargento para U.S. Marine Corps e também como instrutor. No Cinema, fora a sua colaboração com Kubrick, é reconhecido pelos seus trabalhos em Se7en (Sete Pecados Mortais, 1995), de David Fincher, no remake de The Texas Chainsaw Massacre (O Massacre no Texas, 2003), por Marcus Nispel e ainda Mississippi Burning (Mississípi em Chamas, 1988) de Alan Parker.

 

R. Lee Erney (1944 - 2018)


publicado por Hugo Gomes às 01:43
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Segundo a The Daily Mail, o cantor Ed Sheeran encontra-se me negociações para participar no novo projeto do oscarizado realizador Danny Boyle (Slumdog Millionaire, Trainspotting) para a produtora The Working Title.

 

Para além de atuar, Sheeran poderá ter autoria em parte da banda-sonora do filme, que contará com argumento de Richard Curtis (Love Actually). O projeto será uma comédia musical que remete-nos a um homem que acorda naquilo que parece ser um dia normal como tantos outros, mas acaba por descobrir que é a única pessoa no Mundo que recorda das músicas dos The Beatles. Como é de evidenciar, tendo em conta a premissa, o filme será composto por músicas da famosa banda britânica.


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publicado por Hugo Gomes às 00:25
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15.4.18

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O mais recente trabalho de Gabriel Abrantes, Humores Artificiais, triunfou na Competição Nacional do 8º Festival Córtex, que ocorreu no Centro Olga do Cadaval, em Sintra, entre os dias 11 a 18 de abril. Segundo as palavras do júri: " um filme que se deseja que chegue ao grande público, através do seu carácter provocador e humor inusitado, constrói uma alegoria surpreendente sobre as várias formas de comunicação entre uma indígena e um robot.". Tudo o que Imagino, de Leonor Noivo, foi premiada com uma Menção Honrosa.

 

Composto pela atriz Beatriz Batarda, a realizadora Margarida Leitão, o realizador Sérgio Tréfaut, o programador do Festival Queer, João Ferreira, a dramaturga Cláudia Lucas Chéu e a programadora de curtas-metragens do Indielisboa, Ana David, o júri ainda elegeu o filme de animação polaco The Wizard of U.S., de Balbina Bruszewska, como o melhor da Competição Internacional. “Um filme arrojado e profundamente livre de diferentes dispositivos de animação”, assim descreveu o júri durante a entrega da distinção.

 

Já na secção Mini-Córtex, destinados a filmes para o público infantil, foi premiado a curta In a Heartbeat, filme norte-americano realizado por Esteban Bravo e Beth David. Enquanto isso, Surpresa, de Paulo Patrício, recebe o Prémio do Público.

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:45
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Morreu Vittorio Taviani, cineasta que em conjunto com o seu irmão, Paolo, dirigiu alguns dos mais elogiados filmes da cinematografia italiana. Entre os seus trabalhos conta-se obras como Padre Padrone (1977), Fiorile (1993) e César Deve Morrer (2012), todos eles com uma incisiva questão social. Tinha 88 anos.

 

Nascido a 20 de setembro de 1929, em Toscana, Vittorio era o mais velho dos irmãos Taviani, tendo Paolo nascido dois anos depois. Ambos seguiram para a Universidade de Pisa, para estudar direito, acabando por abandonar devido a uma crescente paixão pelo Cinema. Segundo consta, foi ao ver Paisá (Libertação) de Roberto Rossellini, em 1946, que tal interesse pela Sétima Arte suscitou. Começaram por escrever e realizar algumas curtas e peças teatrais, até que em 1962, estrearam na televisão com Un uomo da bruciare, filme sobre a vida do jornalista e ativista político Salvatore Carnevale, assassinado na Sicília em 1955. A obra estreou no Festival de Veneza, tendo sido consagrado com o Prémio da Crítica.

 

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Um ano depois segue I fuorilegge del matrimonio, um docudrama sobre a lei do divórcio, o filme-mosaico I sovversivi (Os Subversivos, 1967), a adaptação de Tolstoy, San Michele aveva un gallo (São Miguel Tinha um Galo, 1972) e Allonsanfàn (Que Viva a Revolução, 1974) com Marcello Mastroianni. Em 1977 surge um dos seus grandes sucessos, Padre Padrone, inspirado na biografia de Gavino Ledda, a luta de um pai numa Sardenha profunda. O filme passou por Berlim, tendo vencido o Grande Prémio Interfilm, e em Cannes onde para além do Prémio FIPRESCI foi galardoado com a Palma de Ouro.

 

Em 1986, os irmãos foram laureados com o Leão de Ouro de Carreira, em Veneza. Ano seguinte, realizam Good morning Babilonia (Bom Dia, Babilónia), onde o ator português Joaquim de Almeida era um dos protagonistas. Em 2002 conquistariam o Urso de Ouro no Festival de Berlim com um do seus filmes mais aclamados, Cesare deve morire (César deve Morrer), onde um grupo de prisioneiros de um prisão de alta-segurança encenam a peça de Shakespeare, Julius César, por parte de prisioneiros. Maraviglioso Boccaccio (Maravilhoso Boccaccio, 2015) e Una Questione Privata (2017) foram os seus últimos trabalhos.

 

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VIttorio Taviani (1929 – 2018)

 


publicado por Hugo Gomes às 19:10
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14.4.18

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Morreu o cineasta Milos Forman, conhecido como o realizador galardoado de One Flew Over the Cuckoo's Nest e Amadeus. Segundo a agência checa CTK, a sua mulher Martina declarou que "a sua partida foi calma, e esteve rodeado o tempo todo pela sua família e pelos amigos mais chegados". Forman faleceu na sua casa nos EUA, segundo consta, após um episódio de mal-estar. Tinha 86 anos.

 

Oriundo da então Checoslováquia, Forman conquistava a crítica internacional com obras como Loves of a Blonde (1965) e Baile dos Bombeiros (1967), ambos nomeados ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. Nos anos 70 decidiu partir da sua terra natal para perseguir o sonho americano em Hollywood. Em ’71, realiza Taking Off (Amores de uma Adolescente), comédia dramática que conquistou o Grande Prémio de Júri do Festival de Cannes desse ano, apenas partilhando com Johnny Got His Gun, de Dalton Trumbo.

 

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Quatro anos depois trabalha com os atores Jack Nicholson e Louise Fletcher naquele que seria um dos seus filmes mais icónicos, e não só da sua carreira mas como da produção cinematográfica dessa década, One Flew Over the Cuckoo's Nest (Voando Sobre um Ninho de Cucos). Inspirado no livro de Ken Kesey, o filme iria arrebatar 5 Óscares da Academia, incluindo o de Melhor Filme e de Melhor Realizador, façanha que seria repetida em 1984 com Amadeus, biografia pouco convencional de Mozart. Entretanto Forman havia já concretizado Hair (1979) e Ragtime (1981).

 

Em 1989 insere-se em romances à francesa com Valmont, Forman entra na década de 90 com duas das biopics mais célebres - The People vs. Larry Flynt (1996) e Man on the Moon (1998) – o primeiro contando com Woody Harrelson como o controverso editor da revista pornográfica Hustler e o segundo com Jim Carrey como Andy Kaufman, aquele que seria um dos desempenhos mais badalados do cinema contemporâneo. Já no novo milénio, o realizador é assombrado pelos fantasmas da pintura em Goya’s Ghost (2006), estreia discreta e ignorada, tendo regressado ao agora República Checa para colaborar com o seu filho Petr Forman no musical Dobre placená procházka (2009), aquele que seria o seu último filme creditado.

 

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Milos Forman (1932 – 2018)


publicado por Hugo Gomes às 13:25
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Como se sabe, a Netflix não terá qualquer filme presente este ano em Cannes, em consequência está a decisão do Festival em excluir qualquer obra sem distribuição cinematográfica em França da competição.

 

Para a Helen Mirren, tal decisão da empresa de streaming é “devastadora” para qualquer cineasta. Em uma entrevista ao site I News, a atriz de Winchester (em cartaz) revelou a sua posição em relação a este confronto. Mesmo admitindo que gosta de assistir filmes no seu IPad, Mirren encontra-se do lado de Cannes, referindo que é "devastador para pessoas como meu marido [Taylor Hackford], realizadores, porque querem que seus filmes sejam exibidos em uma sala de cinema para um grupo de pessoas. É algo comum".

 

Esta decisão da Netflix afetou a possibilidade de obras de cineastas como Alfonso Cuarón (Roma), Jeremy Saulnier (Hold the Dark), Paul Greengrass (Norway) e dois projetos em torno de Orson Welles: o documentário de Morgan Neville, They'll Love Me When I'm Dead, e The Other Side of the Wind, projeto inacabado do cineasta agora terminado, de integrar a Seleção do Festival de Cannes.

 

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publicado por Hugo Gomes às 02:25
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13.4.18

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Os atores James McAvoy e Bill Hader encontram-se em negociações para integrar o elenco da sequela de IT, o filme sensação de terror de 2017 que conseguiu mais de 700 milhões de dólares mundialmente.

 

Segundo a Variety, McAvoy poderá dar vida à versão adulta de Bill, interpretado pelo jovem Jaeden Lieberher no primeiro filme, enquanto que Hader poderá ser Richie, anterior papel de Finn Wolfhard.

 

O realizador Andy Muschietti regressar ao cargo de direção e certo Bill Skarsgård será novamente o palhaço Pennywise. A atriz Jessica Chastain desempenhará a versão adulta de Beverly (papel que coube a Sophia Lillis no primeiro filme).

 

A sequela de IT chega aos cinemas em 2019.

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:54
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Happy Winter é o grande vencedor da 11ª Festa do Cinema Italiano. A primeira obra de Giovanni Totaro, um documentário sobre a época balnear de Palermo, em Sicília, arrecadou o cobiçado Prémio do Júri. Por sua vez, Cuori puri, de Roberto de Paolis, também primeira longa-metragem, foi o preferido do público.

 

O júri desta edição foi integrado pelo jovem realizador Pedro Cabeleira, a jornalista Paula Brito Medori e o programador da Cinemateca Portuguesa, Francisco Valente.

 

A cerimónia de revelação e entrega dos prémios foi sucedida pela projeção de The Place, o mais recente filme de Paolo Genovese (Perfetti sconosciuti), que contará com estreia nacional.

 

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publicado por Hugo Gomes às 02:02
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12.4.18

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Jean-Luc Godard, Spike Lee, Stéphane Brizé, Jia Zhang-kee, entre outros, irão competir pela Palma de Ouro nesta 71ª edição do Festival de Cannes. Uma programação cheio de surpresas e com muitos nomes estreantes irão fazer as delícias dos cinéfilos nos dias 8 a 19 de maio na Riviera Francesa.

 

Destaque ainda para O Grande Circo Místico, do realizador brasileiro Cacá Diegues (Carlos Diegues), uma coprodução portuguesa em sessão especial nesta tão cobiçada mostra cinematográfica.  

 

Filme de Abertura

“Everybody Knows,” Asghar Farhadi (em Competição)

 

Competição

“Asako I & II,” Ryusuke Hamaguchi

“Ash Is Purest White,” Jia Zhang-Ke

“At War,” Stéphane Brizé

“BlacKkKlansman,” Spike Lee

“Burning,” Lee Chang-Dong

“Capernaum,” Nadine Labaki

“Cold War,” Pawel Pawlikowski

“Dogman,” Matteo Garrone

“Girls of the Sun,” Eva Husson

“Lazzaro Felice,” Alice Rohrwacher

“Shoplifters,” Kore-Eda Hirokazu

“Sorry Angel,” Christophe Honoré

“Summer,” Kirill Serebrennikov

“The Picture Book,” Jean-Luc Godard

“Three Faces,” Jafar Panahi

“Under the Silver Lake,” David Robert Mitchell

“Yomeddine,” A.B Shawky

 

 

Un Certain Regard

“Angel Face,” Vanessa Filho

“Border,” Ali Abbasi

“Euphoria,” Valeria Golino

“Friend,” Wanuri Kahiu

“Girl,” Lukas Dhont

“In My Room,” Ulrich Köhler

“Little Tickles,” Andréa Bescond & Eric Métayer

“Long Day’s Journey Into Night,” Bi Gan

“Manto,” Nandita Das

“My Favorite Fabric,” Gaya Jiji

“Sextape,” Antoine Desrosières

“Sofia,” Meyem Benm’Barek

“The Angel,” Luis Ortega

“The Gentle Indifference of the World,” Adilkhan Yerzhanov

“The Harvesters,” Etienne Kallos

 

Fora da Competição

“Le Grand Bain,” Gilles Lellouche

“Solo: A Star Wars Story,” Ron Howard

 

Sessões Especiais

“10 Years in Thailand,” Aditya Assarat, Wisit Sasanatieng, Chulayarnon Sriphol & Apichatpong Weerasethakul

“Dead Souls,” by Wang Bing

“La Traversee,” Romain Goupil

“O Grande Circo Místico,” Carlo Diegues

“Pope Francis – A Man of His Word,” Wim Wenders

“The State Against Mandela and Others,” Nicolas Champeaux & Gilles Porte

“To the Four Winds,” Michel Toesca

 

Sessões da Meia-Noite

“Arctic,” Joe Penna

“The Spy Gone North,” Yoon Jong-Bing

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:33
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11.4.18

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O austríaco Ulrich Seidl estará presente no Cinema Ideal para apresentar um dos seus últimos trabalhos, Safari, uma obra fiel ao seu registo de cinismo que nos leva a olhar e a condenar o “turismos do troféus nos safaris africanos”. Celebrado sobretudo pelas suas takes ácidas ao universo dos modelos (Models, 1999) e da trilogia Paradies (2013), um ensaio cirúrgico aos problemas de “Primeiro Mundo”, Seidl é a figura homenageada na 8ª edição do Córtex: Festival Internacional de Curta-Metragem, que decorrerá, sobretudo, no Centro Olga Cadaval, em Sintra. Este ano, o Cinema Ideal integrará parte da programação do festival exibindo, para além da abertura, as primeiras obras do premiado cineasta austríaco (vencedor do Leão de Ouro em Veneza em 2001 por Hundstage – Dog Days).

 

Mas mantendo a tradição, ambas as Competições prevalecem com tamanho rigor na sua seleção, incluindo a Competição Nacional que é formada nesta edição por alguns dos nomes mais sonantes deste universo em Portugal. Como tal, podemos contar com João Salaviza e o seu Altas Cidades de Ossadas, o premiado em Berlim, Cidade Pequena de Diogo Costa Amarante; Salomé Lamas com Coup de Gracê, o muito badalado Farpões e Baldios de Marta Mateus e os recentes trabalhos de Leonor Noivo (Tudo o que Imagino), Gabriel Abrantes (Humores Artificiais) e Diogo Baldaia (Miragem meus Putos).

 

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Neste oitavo ano, o Córtex alia-se ao VIS Vienna Shorts Festival, o festival principal de curtas-metragens da Áustria que tem legibilidade aos Óscares da Academia e ainda ao Austrian Film Awards. Como grande novidade o Córtex inaugura o Frontal, uma secção que visa em diferenciar do modus operandis de muito dos festivais de cinema. Ou seja, ao invés de separar as audiências juvenis e seniores em sessões adversas, o festival de Sintra planeia com isto unir estas faixas etárias numa secção adaptável e de linguagem transversal para com estas divergentes perspetivas. Contudo, os mais “pequenos” continuarão a ter o seu espaço imaculado com Mini-Córtex, novamente sob a co-programação da MONSTRA – Festival de Animação de Lisboa.

 

O júri desta edição é composta pela atriz Beatriz Batarda, a realizadora Margarida Leitão, o realizador Sérgio Tréfaut, o programador do Festival Queer, João Ferreira, a dramaturga Cláudia Lucas Chéu e a programadora de curtas-metragens do Indielisboa, Ana David.

 

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O 8º Córtex – Festival de Curtas Metragens de Sintra prolongará até 18 de abril, decorrendo nos já referidos espaços Centro Olga de Cadaval, Cinema Ideal e ainda no MU.SA (Museu de Artes de Sintra), que se manterá como palco dos programas paralelos.

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:05
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