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28.11.16

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Nesta edição do Muvi - Festival Internacional de Música no Cinema, saudade, essa palavra sem tradução, será o sentimento vivido em toda a sua programação. David Bowie, o influente cantor e músico que nos deixou este ano, Lemmy Kilmister, vocalista dos Motorhead, falecido ano passado, o realizador e fotografo Pedro Cláudio, e ainda os 35 anos da banda portuguesa Heróis do Mar, serão os destaques deste terceiro ano de vida do festival.

 

O britânico Bowie, que marcou o início de 2016 sob um véu de mau presságio, será o protagonista do arranque do festival. Como abertura será projectado, The Labyrinth (O Labirinto), o filme de fantasia realizado por Jim Henson (o pai dos Marretas), que conta com as interpretações do músico e de uma jovem Jennifer Connelly. A história de uma rapariga que se aventura num labirinto mágico de forma a salvar o seu irmão mais novo das "garras" do Rei Goblin, assinala os 30 anos. Será uma oportunidade única para o público descobrir ou redescobrir este culto garantido.

 

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A competição estará recheada, o Muvi orgulha-se de apresentar uma selecção de documentários e ensaios musicais, grande parte deles de produção nacional. Enterrado na Loucura - Punk em Portugal 82-88, de Hugo Conim e Miguel Newton, uma viagem ao que de "punk" se fez no nosso país, Benjamim: Auto Rádio, de Gonçalo Pôla, desbravando uma Guiné musical e a co-produção britânica, The Parkinsons: A Long Way to Nowhere, de Caroline Richards, sobre a "estranha" história da banda rock The Parkinsons, são alguns dos integrantes da programação.

 

Como encerramento, Lemmy Kilmister será a figura destaque num documentário tributo dirigido por Gregg Olliver Orshoski.

 

O 3º Muvi - Festival Internacional de Música no Cinema terá início amanhã, dia 29 de Novembro, prolongando até dia 5 de Dezembro, no Cinema São Jorge.

 

Toda a programação pode ser consultada, aqui

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:45
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6.12.15

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Porque não sou o Giacometti do séc. XXI, de Tiago Pereira, venceu o Prémio do Público na categoria Odisseias Musicais Palco Nacional na segunda edição do MuviLisboa – Festival Internacional de Música no Cinema, que decorre no Cinema São Jorge desde o dia 2 de Dezembro.

 

O filme, que havia sido apresentado na passada mostra do Doclisboa como abertura da secção Heart Beat, é uma auto-avaliação de carreira, onde Tiago Pereira expõe o seu trabalho, analisando-o e cruzando com ciência. Este projecto foi motivado depois da série “O Povo Que Ainda Canta”, realizado pelo próprio, composto por 26 episódios, todos eles ao encontro da música tradicional portuguesa. Enquanto isso, 400 Years of Searching, de Haidy Kancler, uma viagem pelo mundo dos instrumentos de cordas, é consagrado na categoria Internacional.

 

Quanto às escolhas do júri (composto pelo jornalista Pedro Primo Figueiredo, o realizador Filipe Araújo e a escritora Laura Alves) Phil Mendrix, de Paulo Abreu, sobre o guitarrista português Filipe Mendes, tomou o Palco Nacional, enquanto que a expressão musical tailandesa captada em Y/Our music, de Waraluck Hiransrettawat Every e David Reeve, conquista o certame internacional.

 

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Prémio do Público

Odisseias Musicais Palco Nacional

Porque não sou o Giacometti do séc. XXI

Odisseias Musicais Palco Internacional

400 Years of Searching

 

Prémio do Júri

Odisseias Musicais Palco Nacional

Phil Mendrix

Odisseias Musicais Palco Internacional

Y/Our music

 

Prémio da Crítica

Odisseias Musicais Palco Nacional

Guitarras ao alto

Odisseias Musicais Palco Internacional

Creative Despite War

Menção Honrosa: Odisseias Musicais Palco Internacional

Austin to Boston

 

Canções com Gente Dentro

Canções com Gente Dentro Palco Nacional

Six String and the Booze

Menção Honrosa: Canções com Gente Dentro Palco Nacional

Chama-me Que eu Vou

Canções com Gente Dentro Palco Internacional

Man Under the Sea

 

Sonetos Cantados Prémio do Público

Palco Nacional

Mahala, de Francisco Costa e Márcia Costa

Palco Internacional

Whatever Forever, de Rolf Hartogensis e Linda Hakeboom

 

Sonetos Cantados Prémio do Júri

Palco Nacional

Wantd Fred, de Playground

Palco Internacional

Road Dawgs, de Jay Buim

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 07:24
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6.9.14

 

As mulheres mariachis de Que Caramba es la Vida, de Döris Dorrie, e a imensa história de vida de Gualdino Barros, o baterista autodidacta tido nos dias de hoje como uma figura de culto, A Sétima Vida de Gualdino, de Filipe Araújo, conquistaram a primeira edição do MUVI Lisboa'14 - Festival Internacional de Música no Cinema. O primeiro consagrado com o Grande Prémio Internacional (Palco Internacional) e o segundo com o Grande Prémio Jameson (Palco Nacional). Enquanto isso, The Legendary Tiger Man em Oblivion, de Paulo Sagadães e 12 Years of DFA, de Max Joseph, foram os triunfantes da secção Sonetos Cantados (que visa em premiar as curtas-metragens). Destaque também para Mudar de Vida, de Pedro Fidalgo e Nelson Guerreiro, sobre o cantor de intervenção, José Mário Branco, vencedor do Prémio do Público.

 

Odisseias Musicais


Palco Nacional - Grande Prémio Jameson: 

A Sétima Vida de Gualdino, de Filipe Araújo
Palco Internacional

Que Caramba es la Vida, de Döris Dorrie

Sonetos Cantados


Palco Nacional

Oblivion, de Paulo Segadães
Palco Internacional

12 Years Of DFA, de Max Joseph

Canções Com Gente Dentro


Palco Nacional - Grande Prémio Antena 3

This is Maybe the Place Where Trains are Going to Sleep at Night (Noiserv), de We Are Plastic Too
Palco Internacional - Ficção

Singing Man, de Sander Van de Pavert
Palco Internacional - Animação

Moving On, de Ainslie Henderson


Prémio do Público - Grande Prémio Canal Q

Mudar de Vida, de Pedro Fidalgo e Nelson Guerreiro

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:26
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3.9.14

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:14
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26.8.12

O labirinto perdido de Jim Henson!

 

Anos 80, duas décadas antes das conversões para os grandes ecrãs da trilogia de Tolkien, The Lord of the Rings, e da saga Harry Potter, da autoria de J.K. Rowlings, assistíamos a uma expansão do género de fantasia nos cinemas e um dos responsáveis por essa “explosão” foi Jim Henson, o celebre “pai dos Marretas”. Porém, não tendo disponível a mesma tecnologia que dispomos nos dias de hoje, a criação desses mundos e das criaturas fantásticas que apenas existem na imaginação de cada um, eram limitadas na sua recriação por métodos tradicionais e alguns deles primordiais, Henson como manipulador e criador de marionetas ultrapassou essa dificuldade à sua maneira. 

 

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Depois de ter transportado as suas criações (The Muppets: Os Marretas) para o grande ecrã em 1979 e de seguidas em outras aventuras cinematográficas, Jim Henson estreou-se no género com The Dark Crystal (1982), onde é visualizado um mundo magico completamente controlado por marionetas e com claras influências ao universo de Tolkien. Apesar de ter sido mal recebido nos cinemas norte-americanos, a fita, que por cá recebeu o título de O Cristal Encantado, tornou-se gradualmente num êxito em cinemas europeus e japoneses e num culto que ainda perdura. Passados quatro anos, o autor, que mesmo assim persiste, aposta em mais uma longa-metragem fora das suas criações de The Muppets e Sesame Street, voltando-se de novo para a fantasia com Labyrinth,  sob a produção de George Lucas. Contudo, desta vez a acção não é exclusiva para as suas marionetas. 

 

 

Labyrinth remete-nos a uma adolescente de nome Sarah (uma jovem Jennifer Connely), obcecada pelos seus contos de fadas que numa noite é retida em casa para tomar conta do seu meio-irmão bebé, Toby.  Revoltada com o facto, a jovem deseja que os “goblins” levem o seu meio-irmão para bem longe. Por magia, as ditas criaturas surgem, levando com é esperado, o bebé. Arrependida pelo seu acto egoísta, Sarah terá que atravessar um gigantesco e mágico labirinto num prazo de treze horas até chegar ao palácio do Rei Goblin (David Bowie), e enfrentá-lo, antes que o seu meio-irmão se converta também num “goblin” à mercê deste impiedoso monarca. 

 

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Labyrinth: Labirinto é de um esplendor técnico, mesmo que hoje seja considerado obsoleto na sua mesma. Os cenários são ricos, induzidos por influências a Lewis Carrol, Grimms e até L. Frank Baum, cujas mesmas marcas contagiaram o próprio enredo (argumento escrito por Terry Jones, um dos Monty Pythons). Jim Henson é um especialista nas suas marionetas, conseguindo assim transpor movimentos quase perfeitos destas suas criações no ecrã, como também em gerar personagens que não envergonham em nada o seu legado. Mesmo sob uma imaginação fértil e uma recriação fora do comum, "inocentemente" mágica portanto, Labyrinth possui diversas falhas, e essas, são cada vez mais agravantes com o passar dos anos. É evidente que a fita de Henson envelheceu mal. Mas já lá vamos!

 

 

A interpretação de Jennifer Connely é demasiado "apagada", por vezes forçada à sua pueril personagem. Todavia, a sua prestação tende em melhorar com o desenrolar da fita, assim como a composição da sua personagem, que acaba por adquirir alguma maturidade. Mas apesar disso, perde obviamente quando é confrontada com o "excêntrico" David Bowie. O actor / cantor faz de tudo para permanecer o vilão na ala “bowiana”. Um personagem distinto, de facto. Até porque a fita Labyrinth parece ter sido concretizado envolto da sua figura flexível e aristocrata, e a relação que transpira sexualidade e o constante "flirt" para com a protagonista, uma combustão que expanda a narrativa deste enredo nada "labiríntico". A banda sonora roda em torno do seu próprio ego como também da sua natureza musical, uma composição (da autoria de Trevor Jones) que nada tem de simbiótico com o espírito sugerido pelo filme, nem mesmo como acompanhante da história. Entre os títulos musicais, o main theme - Underground - sobrevive do leque como o mais atmosférico da trilha sonora, albergando essa aura "bowiana" logo no seu arranque.  

 

 

Labyrinth pode muito bem funcionar como uma referência ao conto de fadas, mas tudo indica que Jim Henson esteve mais preocupado em vender o seu produto e compensar a má recepção atribuída a The Dark Crystal do que propriamente recriar um exercício de fantasia memorável e sólida. Com atributos técnicos invejáveis e raros nos dias de hoje (sobretudo com o facilitismo e a dependência do CGI e do chroma key), o filme funciona como uma ideia úbere, por vezes prejudicialmente imatura. Esse sufoco, evita uma ênfase trágica que o Labyrinth parece nos levar a passos do seu desfecho. É uma obra do seu tempo, que nos dias que decorrem é quase difícil perder-nos nele.

 

"I ask for so little. Just fear me, love me, do as I say and I will be your slave."

 

Real.: Jim Henson / Int.: David Bowie, Jennifer Connelly, Toby Froud

 

 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 15:50
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