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Cinematograficamente Falando ...

Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

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Ad Astra: as estrelas contempladas por James Gray

Hugo Gomes, 13.09.19

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James Gray decidiu olhar para as estrelas e contemplar a vastidão do universo, possivelmente é através desse ato que se apercebe da sua pequenez enquanto mero mortal num já extenso legado. Ad Astra … para as estrelas, tradução literal … é um virtuosismo véu que cobre as falhas sempre ostentadas ao longo da sua carreira, mas ofuscadas pela veneração de outros. Aqui, Brad Pitt é o peregrino espacial num eterno conflito com a sua persona e aquilo que nós, espectadores, testemunhamos, ou seja, por palavras diretas, uma voz off em modo maliquice tenta vendar-nos dos eternos lugares-comuns e epifanias espaciais que este subgénero encontra-se exausto. Queríamos uma odisseia pelas galáxias e obtivemos uma quimera a cru.

A Oportunidade Perdida de Z

Hugo Gomes, 27.04.17

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A Amazónia foi em tempos vista como uma selva indomável e impenetrável, o novo filme de James Gray apenas tem em comum o último ponto. É um registo domado pela fanfarrice e pelo constante estatuto de "aluno aplicado" que o realizador sempre fora. Sim, Gray é mesmo o pior que The Lost City of Z tem para nos oferecer, porque de resto encontramos uma autêntico anti-aventura com vinculo na matriz da tão chamada "civilização".