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Título
Take
20.3.19

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Era um dos filmes mais esperados do ano. A segunda longa-metragem de Jordan Peele, Us, promete reviver o conflito social dos EUA numa distopia de horror. Escrevi sobre o filme quer no Mag.Sapo, quer no C7nema.


"Tristemente, Jordan Peele faz um filme industrial no sentido mais prostituto possível. Mas até mesmo nessa industrialidade (esperemos que seja só uma fase), encontramos em "Nós" um palco performativo exclusivo para Lupita Nyong'o (o seu melhor trabalho desde sempre, para lá de "12 Anos Escravo", que lhe valeu um Óscar) e um senso de afirmação de um futuro autor (tendo em conta muitos dos seus gestos, aponta-se como um futuro Hitchcock)." Ler crítica completa no Mag.Sapo


"As evidências são claras, Peele cede ao seu intelecto cinéfilo que recita todo um contingente de obras à mão. Nada contra às referências, mas ao incuti-las como brindes perante a inaptidão de um enredo que se desenrola nos jump scares "limpinhos" e nos plot twists (sendo que o 'final" já se adivinhava a léguas e não faz qualquer sentido para a narrativa)." Ler crítica completa no C7nema.net

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:20
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7.3.19

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Eu sei exatamente como funcionam os Óscares, porém, mereço o meu tempo de indignação.

 

Mas porque raio Border perdeu o prémio de caracterização para Vice?????

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:20
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17.9.18

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O realizador Edgar Pêra, cujo O Espectador Espantado chegou esta semana às salas, divulgou através das redes sociais a sua indignação em relação às exibições nas salas de cinema, frisando, sobretudo, as de Lisboa, aquando de um episódio ocorrido na sessão de estreia.

 

Fala-se muito na morte do Cinema mas na realidade são as salas de cinema que definham. O Espectador Espantado não foi exibido no seu dia de estreia no Alvaláxia devido a problemas técnicos com a projeção 3D. Imaginem se o mesmo se passasse com os Vingadores ou com os Incríveis II (ambos filmes 3D), o escândalo que seria... Mas não só os cinemas privados que desinvestem na qualidade das suas projeções.”

 

Muito recentemente mostrei na Culturgest O Homem Pykante e o som era totalmente deficiente: ao que parece uma coluna tinha morrido e não lhe tinham feito o funeral. Mas o cúmulo foi quando um técnico sugeriu ao misturador do filme que fizesse novas misturas para as especificidades daquela sala.... Também a última vez que projetei um filme no São Jorge, o som era uma miséria, e consta que apenas usam as melhores lâmpadas do projetor em sessões oficiais."

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"Não sei se a situação se mantém nestas salas, mas ainda há pouco vi no Corte Inglês um filme numa versão escura e sem contraste. A decadência do cinema enquanto fenómeno coletivo será inevitável? (não costumo postar este tipo de comentários, mas já é confrangedor estrear um filme numa só sala em Lisboa, quanto mais ver sabotada a sua estreia).”

 

O Espectador Espantado é visto como um filme-ensaio que questiona a existência e longevidade do Cinema e a sua relação com os espectadores e vice-versa. A obra conta ainda com entrevistas a personalidades como o filosofo Eduardo Lourenço, o crítico Augusto M. Seabra e os realizadores Guy Maddin e F.J. Ossang.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:31
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5.7.18

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Descrito como o “livro mais sublinhado de sempre”, Prometo Falhar tornou-se num dos grandes fenómenos da literatura portuguesa recente, torna-se num sucesso de vendas assim como viral nas redes sociais. Escrito por Pedro Chagas Freitas, o livro apresenta-se como uma obra de frases soltas, para alguns, ou de pequenos contos, para outros, cujo foco é o romance como o mais apetecido e fracassado dos sentimentos.

 

Ame-se ou odeie-se, Prometo Falhar tomou lugar na cultura popular portuguesa, sendo que a oportunidade de o adaptar para o cinema tem sido, mais que tudo, apetecível. Mas o “beneficiário” dessa conversão foi o realizador italiano Alberto Rocco, perito na área do documentário, que encontrou no livro de Chagas Freitas uma espécie de folha em branco. “O processo de produção consistiu em somente falar com o Pedro, do qual sou fã. Encontrei no seu livro uma proposta desafiante, o de adaptar algo sem narrativa.” afirmou o realizador. “O que fiz, na verdade, não foi bem uma adaptação, antes uma interpretação do livro. Se tivesse que seguir a sua narrativa, seria um trabalho muito difícil. Para tal, tinha uma opção, escolher uma das histórias apresentadas nas páginas do livro e levá-lo ao grande ecrã. Foi então que escolhi essa história, a do próprio Pedro.

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Prometo Falhar vai mais além dos escritos do livro. Vai ao encontro do homem que o escreveu, Pedro Chagas Freitas, o seu percurso até à sua confirmação enquanto autor. O próprio assume que foram os ‘falhanços’ que ditaram a sua prosperidade, e a sua coragem em enfrentar o grande medo de todos, o de falhar. Alberto Rocco divulgou, para além do processo de adaptação, como escolheu a melhor forma de abordagem. “A forma que encontrei para abordar isto tudo foi o de pegar num concerto de Tchaikovsky, o qual também admiro, e sobre esse conceito tentei montar um filme.”

 

É sabido que Prometo Falhar – O Filme, em oposição ao sucesso do livro, é um filme independente, cuja produção é da autoria do próprio realizador, que se revelou num grande defensor do termo independente: “É algo que sempre defendi. Os filmes independentes precisam de público, não de subsídios. Não devemos responsabilizar o estado politico, aqueles discursos que ouvimos milhares de vezes de que não há dinheiro. Nós precisamos de público acima de qualquer ajuda monetária. E se o público nos der uma oportunidade, existe a chance de fazer filmes bastante interessantes com produções puramente independentes. Não devemos confundir o interessante com os blockbusters, os independentes têm as suas limitações, mas são no fundo filmes que querem o mesmo – público – e para isso têm que ter a capacidade de entreter uma pessoa pelo menos 50 minutos ou mais de uma hora. Tenho que tentar transmitir essa ideia. Se o público deixar, o cinema independente tem muito para dar. Basta o público querer. Conheço vários colegas que têm conceitos maravilhosos para trabalhar, mas não tem a oportunidade de concretizá-los devido a esse ´desprezo´ pelo termo independente.”

 

De seguida volta-se com elogios para a distribuidora/exibidora, Cinema City, que detém a exclusividade da estreia: “O Cinema City tem tido um papel importante na divulgação deste cinema português independente.” Confrontado com a expetativa do seu trabalho, Rocco referiu que concretizou um filme não para o público geral, mas para um objetivo especifico: os fãs do livro. Garantindo que a exigência desses mesmos fãs poderá levar a rigorosas comparações com a matéria-prima, acrescenta: “O filme perderá sempre para o livro, tudo porque quando lemos um livro temos um grande aliado, a nossa imaginação. Em relação a um filme, esse aliado torna-se no nosso pior inimigo, porque não podemos apoiar-nos na imaginação.”

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:49
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2.7.18

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Arrancaram as rodagens do filme português, Ladrões de Tuta e Meia, uma comédia que será protagonizada por Rui Unas e Melânia Gomes, tendo estreia prevista para fevereiro de 2019.

 

Contando como a primeira produção da Lanterna de Pedra em conjunto com a PRIS Audiovisuais, que assegura a distribuição em sala, em Ladrões de Tuta e Meia conheceremos um casal de vigaristas que tenta burlar um veterano do Ultramar que venceu o prémio do Euromilhões. Carlos Areia, Pedro Alves, Vítor de Sousa, Guilherme Leite, José Eduardo, Mouzinho Arsénio, Diva O'Branco, Luís Oliveira, Cândido Mota, Pedro Alves, Gonçalo Lello, Lourenço Serrão, Cristina Cavalinho e Marcantónio Del Carlo completam o elenco.

 

O realizador é Hugo Diogo, mais conhecido pela obra Os Marginais, lançado em 2010, drama citadino que abordou crime organizado e lutas ilegais. Vale a pena relembrar que este ano contaremos com a estreia do seu mais recente trabalho, Imagens Proibidas (ver trailer abaixo), a história de um fotógrafo que tenta recriar um amor entre duas mulheres através de fotografias. Uma adaptação de um livro de Pedro Paixão com Elmano Sancho, Diana Costa e Silva, Ana Vilela da Costa, Dinarte de Freitas, Suzana Borges, Susana Sá e Rita Redshoes no elenco.

 

 
 

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publicado por Hugo Gomes às 14:44
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13.6.18

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Foi revelado as primeiras imagens da sequela de Wonder Woman (A Mulher Maravilha), novamente sob a direção de Patty Jenkins. Esta continuação das aventuras da heroína da DC Comics decorrerá na década de 80.

 

Nelas é possível confirmar o regresso de Chris Pine ao elenco, o que desconhece é se este será um inesperado retorno da anterior personagem Steve Trevor ou, como tem sido teorizado, um possível descendente.

 

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Recordamos que Kristen Wiig será a vilã, Cheetah, uma mulher-leopardo que tem como principais habilidades, força sobre-humana e extrema agilidade. A personagem é hoje tida como a grande arqui-inimiga de Diane Prince, aqui novamente interpretada por Gal Gadot.

 

O filme tem estreia prevista para novembro de 2019.

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:44
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11.6.18

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Foi divulgado o trailer de The Little Stranger, o novo filme de Lenny Abrahamson, realizador do galardoado Room (Quarto) e Frank. Baseado numa novela de Sarah Waters, a obra segue um médico de província que é chamado caso de demência, porém, o que encontra é algo mais sombrio que a própria medicina.

 

Domhnall Gleeson, Ruth Wilson, Charlotte Rampling e Will Poulter são os protagonistas deste novo conto de assombrações com estreia prevista para agosto, nos cinemas portugueses.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:18
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5.6.18

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Foi divulgado o primeiro trailer de Bumblebee, o spin-off da saga Transformers. Hailee Steinfeld, Stephen Schenider, John Cena, Jorge Lendeborg Jr., Jason Drucker e Kenneth Choi compõem o elenco.

 

O filme, baseado na personagem que esteve presente em todos os filmes da franquia Transformers, marcará a estreia do CEO da Laika e responsável por Kubo e as Duas Cordas (2016), Travis Knight, na realização de filmes em imagem real. Michael Bay, Lorenzo di Bonaventura e Steven Spielberg são os produtores deste projeto, cujo argumento é da autoria de Christina Hudson.

 

Bumblebee chegará aos cinemas portugueses em dezembro deste ano.

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:30
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15.4.18

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Foi divulgado o trailer de Mary Shelley, o novo projeto da realizadora saudita Haifaa al-Mansour (Wadja) que remete-nos á juventude da homónima escritora, que desafiou toda uma conservadora sociedade ao escrever a tão célebre ficção Frankenstein. O filme focará na sua relação com o poeta Percy Shelley.

 

Elle Fanning (Neon Demon) é a protagonista. Maisie Williams e Douglas Booth encontram-se também no elenco. Mary Shelley foi apresentado no último Festival de Toronto, tendo estreia prevista para maio nos EUA e em junho no nosso país.

 


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publicado por Hugo Gomes às 16:28
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6.4.18

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Han Solo: Uma História de Star Wars será exibido no próximo Festival de Cannes. O filme assinado por Ron Howard que decorre antes dos eventos da trilogia original de Star Wars, tem projeção especial no tão cobiçado evento cinematográfico no dia 15 de maio.

 

Com estreia marcada para dia 24 em Portugal, Han Solo: Uma História de Star Wars conta no elenco com Alden Ehrenreich, Woody Harrelson, Emilia Clarke, Donald Glover, Thandie Newton, Phoebe Waller-Bridge, Joonas Suotamo (como Chewbacca) e Paul Bettany. Esta prequela focará no primeiro encontro entre o famoso mercenário, anteriormente interpretado por Harrison Ford, e o seu comparsa "Chewie".

 

Em relação ao Festival de Cannes (8 a 19 de Maio), esta não será a primeira vez que um filme da saga intergaláctica integra a programação. Em 2002 e 2005 os episódios II (Ataque dos Clones) e III (A Vingança de Sith), respetivamente, tiveram as honras de ser apresentados em Fora de Competição.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:27
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11.3.18

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Black Panther torna-se no 33º filme a conquistar a casa dos mil milhões de dólares rendidos em box-office. O novo êxito da Marvel alcançou tais valores estando apenas 26 dias em cartaz.

 

Realizado por Ryan Coogler (Creed, Fruitvale Station), esta viagem pelo país fictício afro-futurístico Wakanda colocou o franchise da Disney /Marvel com cinco filmes no topo do Box-Office Mundial, tendo arrecadado mais de 562 milhões só em território norte-americano e 516 milhões no restante Mundo, dando um total de 1.078 milhões de dólares rendidos até então. Com estes mesmos números, Black Panther ultrapassa The Dark Knight, o spin-off Star WarsRogue One e ainda Finding Dory.

 

Black Panther surgiu pela primeira vez no MCU (Marvel Cinematic Universe) durante o conflito do Captain America: Civil War. Trata-se do alter-ego de T'Challa (Chadwick Boseman), príncipe da região de Wakanda que protege os seus cidadãos através do seu "disfarce" e tecnologia de ponta. Michael B. Jordan, Lupita Nyong'o, Forest Whitaker, Andy Serkis, Martin Freeman e Angela Bassett completam o elenco.

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:58
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1.3.18

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Poderia ser uma descida ao Inferno em jeito de Dante, mas não. Frost (Geada), o novo filme do lituano Sharunas Bartas, é o encontro com uma Ucrânia pós-Maidan, a revolução de 2014 que indiciava um novo capítulo na História desse país, mas cujas promessas não chegaram a se cumprir. Aqui, somos confrontados com um cenário devastado em que o medo impera e a hipocrisia dos protegidos mistura-se com um ativismo sem resolução, não faltando ainda militares forçados a combater na sua pátria na forma de uma resistência.

 

Estreado na última Quinzena de RealizadoresFrost chega por fim aos cinemas portugueses. Um filme frio, calculista e delicado que tenta incentivar o debate no espectador acima de tecer a sua própria ideologia. O Cinematograficamente Falando ... falou com o realizador sobre alguns pontos fulcrais deste projeto.

 

Nos primeiros minutos do filme, o protagonista procura o termo “Maidan” na internet, o qual o levará a algumas imagens do homónimo documentário de Serge Loznitsa. De certa maneira, Frost é uma (des)romantização da romantização atribuída à insurreição de Kiev?

 

Se estou certo, está a presumir que Frost desmistifica a revolta decorrida em Kiev? O dito romance nesse tipo de eventos só pode ser produto de imaginação. Não existe romantização ali.

 

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Jornalismo não é mais uma vocação, tornou-se numa oportunidade”. Aqui temos um comentário sobre a própria condição do jornalismo de Guerra assim como do chamado jornalismo participativo, onde cada um pode criar a sua própria informação. A revolução de Kiev conduziu a essa “fabricação informativa”? E como esta citação exemplifica a gradual transformação do protagonista?

 

O jornalismo que opera nesses chamados “lugares críticos” é, obviamente, diferente. Uns resistem e arriscam as suas vidas para nos mostrar a realidade para o resto do Mundo, outros convertem-se em “vendedores desse material”, de uma maneira algo cínica. O protagonista nada sabe daquilo que presencia num país que não é o seu, a Ucrânia. Por isso, ele terá que escolher no que quer acreditar.

 

Se o protagonista tende em apresentar tendências jornalísticas ao longo da narrativa, é verdade que esta jornada intrínseca entra em paralelismo com o seu trabalho enquanto realizador. Será Frost a sua peça ficcional de jornalismo?

 

Não. Não, consigo encontrar um paralelo aqui. Julgo que não seria correto definir Frost como uma peça ficcional de jornalismo. É somente uma jornada à Ucrânia devastada.

 

Nos seus filmes, é clara existência de uma delicadeza estética. Em Frost é sugerido um abandono desse mesma “delicadeza” em prol de um comentário sociopolítico. Tem receio que por momentos o seu filme seja propicio a causas propagandistas?

 

Não acredito que este filme possa servir para tais causas, até porque em Frost nunca faço de uma declaração direta. Nunca me posiciono em nenhum lado concreto.

 

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Curiosamente, Frost é um dos poucos filmes que vimos recentemente em que não existe uma “demonização” cega  do papel do militar. Contudo, as questões de patriotismo encontram-se inseridos nos seus discursos.

 

A Guerra é em todos os cenário um demónio, no qual se reflete o pior da raça humana. Conquistamos, destruímos e detemos (à força) melhores territórios, etc. Infelizmente, quando olhamos para a História deparamos com uma guerra prolongada. Nós compreendemos esses “demónios” e tentamos eliminá-los. O que não sei é até quando isso acontecerá definitivamente.

 

Como decorreu o casting?

 

Como sempre, dispensamos muito tempo a procurar atores e não-atores, que queiram trabalhar nas ditas condições. Muitos que integram o filme são “não profissionais”. Nós fazemos sempre ocasting “on the road” (durante a jornada), até porque atuar é no geral expressar sentimentos ou emoções para outra pessoa, para outras sociedades. Não é nada de sobrenatural para todos nós.

 

Quanto ao envolvimento de Vanessa Paradis no projeto?

 

Vanessa é para além de uma excelente pessoa, uma ótima atriz, que foi capaz de improvisar e sentir as diferentes situações que ela experienciou anteriormente, e ao mesmo tempo ser capaz de se envolver neste processo de atuação com tamanha devoção. Ela foi o coração deste projeto.

 

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Esta jornada por uma Ucrânia dividida e constantemente ameaçada enriqueceu-lhe como pessoa da mesma forma como realizador? Como vê esse atual cenário e como o Cinema poderá ser uma ferramenta na revelação das mesmas?

 

É certo que existe uma  guerra não declarada a acontecer na Ucrânia. A situação é crítica e, obviamente, tal experiência enriqueceu-me. Cada dia, cada mês, isso incutia algo no meu coração. O Cinema é diverso, como sabemos. Existem filmes analíticos, documentários, alguns que levantam problemas, outros questões do panorama social e depois os que procuram respostas. Nos meus filmes, o que tento fazer é desvendar experiências na vida de alguém. Somente isso. 

 

Quanto a novos projetos?

 

Sinceramente, eu nunca falo de projetos em estado tão precoce. Peço desculpas.

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:08
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8.2.18

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Foi divulgado o primeiro trailer de Venom, o spin-off de Spider-Man que se centrará nas origens do célebre e homónimo vilão. Tom Hardy será a personagem-título, liderando um elenco composto por Michelle William, Riz Ahmed e Woody Harrelson.

 

Venom tem a realização de Ruben Fleischer (Zombieland, Gangaster Squad) e chega aos cinemas a 5 de Outubro de 2018.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:15
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7.2.18

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Star Wars irá contar com dois argumentistas de peso no seu universo. David Benioff e D.B. Weiss, as duas mentes por detrás da série televisiva de Game of Thrones serão os argumentistas de uma nova trilogia, separada da actual e de outra anunciada que será preparada por Rian Johnson (Star Wars: The Last Jedi).

 

Recordamos que o próximo filme do franchise a estrear será o spin-off Solo: A Star Wars Story, de Ron Howard, com lançamento marcado para maio deste ano e cujas primeiras imagens foram divulgadas neste fim-de-semana durante o evento desportivo Super Bowl.

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:20
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5.2.18

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Chega-nos o primeiro teaser de Han Solo: A Star Wars Story, um spin-off sobre o famoso personagem interpretado por Harrison Ford.

 

Alden Ehrenreich assume o papel domercenário nos seus tempos de jovialidade, tendo como subenredo o primeiro encontro com o seu parceiro do crime, Chewbacca. Emilia Clarke, Woody Harrelson, Donald Glover, Thandie Newton e Paul Bettany encontram-se igualmente no elenco.

 

Com estreia prevista para Maio de 2018.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:47
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Tom Cruise regressa ao papel Ethan Hunt em mais um Missão: Impossível. Neste sexto filme, uma missão corre mal fazendo com que Hunt e a sua equipa partem numa corrida contra o tempo.  

 

Henry Cavill, Simon Pegg, Rebecca Ferguson, Michelle Monaghan, Vanessa Kirby, Angela Bassett, Ving Rhames, Alec Baldwin e Sean Harris, o retornado vilão do capítulo anterior, completam o elenco. Mission: Impossible – Fallout, conta com direcção de Christopher McQuarrie (Jack Reacher, Rogue Nation) chega aos cinemas a 28 de Julho.

 

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publicado por Hugo Gomes às 01:20
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4.12.17

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De Luís Ismael, criador da trilogia Balas e Bolinhos, chega-nos um novo trailer de Bad Investigate.

 

Uma comédia policial que coloca o espectador na caça de um perigosos criminoso conhecido como "El Dedo" (Enrique Arce). Luís Ismael para além de realizador, regressa como actor ao lado de Robson Nunes, Francisco Menezes, João Ricardo, Luísa Ortigoso, Ana Malhoa e Laura Galvão.

 

Bad Investigate tem data agendada para Janeiro de 2018.

  

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:08
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30.11.17

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Um cowboy de boxers a regar o seu cacto, uma imagem que marca qualquer cinéfilo que recorda precisamente deste homem situado algures entre Paris e Texas. Trata-se de Harry Dean Stanton, naquele que é o seu desempenho final, o derradeiro filme que começou como uma celebração e terminou numa marcha fúnebre.

 

John Carroll Lynch desconhecia essa transformação. O actor conhecido por filmes como Zodiac, Gran Torino e da série American Horror Story: Cult, avança para o cargo de realização numa primeira, mas emocionalmente desafiante obra. A experiência adquirida, a sabedoria recolhida através dos seus protagonistas, das memórias guardadas e da vontade alimentada de estar no outro lado da câmara. O Cinematograficamente Falando … falou com John Carroll Lynch, o realizador de Lucky.

 

Como descreve esta sua primeira experiência como realizador numa longa-metragem?

 

Tentei trazer a minha experiência para esta nova experiência. Na altura que estava a filmar tinha 32 anos como ator e isso influenciou bastante a minha abordagem com os atores, desde a nível de vocabulário até à confiança que depositava e recebia deles. Acreditava que o meus atores eram capazes de atingir os seus objetivos de representação através dos métodos que selecionavam. Contudo, como primeira experiência como realizador, tive que aprender bastante sobre o oficio, e consegui através do processo de rodagem. O filme estimulou o meu intelecto e com isso descobri capacidades que desconhecia. Enquanto actor, a minha experiência adquirida proporcionou-me uma boa perceção a nível narrativo, mas ainda encontrava-me na curva da aprendizagem. Respondendo à tua pergunta, não consigo concretamente descrever esta minha iniciação na realização, porque foi exatamente isso, uma iniciação … uma experiência nova.

 

Durante o processo de rodagem descobriu algo de si que desconhecia” … o quê exatamente?

 

Descobri alguns aspetos surpreendentes em relação à minha pessoa. Por exemplo, desconhecia o facto de ser bastante paciente, algo que apenas notei durante esta minha experiência. Outro fator que descobri sobre mim foi, até certo ponto, a capacidade de decisão. Obviamente que tinha colaboradores que sugeriam, e com isso debatíamos ideias, mas a minha palavra enquanto realizador era a definitiva. Fiquei surpreso por deparar-me com essa aptidão pela decisão. Como acréscimo, a minha diplomacia. Mas alguém teria que decidir, e essa pessoa era eu. Isso revelou-se crucial na maneira como lidei com este projecto.

 

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Como surgiu a escolha de Harry Dean Stanton? O filme mudou com a sua chegada ao elenco ou já estava tudo definido no argumento?

 

Obviamente. Não existia mais ninguém para o papel. Este projeto nasceu e idealizou-se através da imagem de Harry. Quando debati com os dois argumentistas e com os produtores que “embarcaram” neste projeto, todos nós, por unanimidade, afirmávamos que este papel era exclusivo para ele. Se Harry dissesse que não, ou se Deus quisesse, ou o levasse antes do tempo,  este filme nunca seria feito. Não havia, nem haveria, substituto.

 

Deparamos aqui com um caso de um filme que se transformou com a tragédia de Harry Dean Stanton. Acredito que Lucky não foi concebido para ser uma homenagem.

 

Infelizmente, não estou num universo onde Harry Dean Stanton vivesse tempo suficiente para ver o filme, por isso não tenho nenhuma noção acerca dos seus pensamentos e sentimentos acerca deste. Mas sim, o filme mudou, simplesmente porque os espectadores trazem essa informação com eles quando o veem. A obra alterou com essa perceção, principalmente com a maneira como encerra e até mesmo nalguns diálogos. É a realidade, ou como Lucky diz, “realism is a thing” [realismo é algo].

 

A verdade é que quando terminamos de filmar, nenhum nós preveria que Harry Dean Stanton morresse antes da estreia do filme. Ele encontrava-se completamente saudável. Quer dizer, estava nos seus 90 anos mas continuava com uma “saúde de ferro”. Só depois, quando a saúde dele começou a fraquejar, aí sim, pensei no inevitável: “ele não vai sobreviver até à première”. Foi a primeira e única vez, porque como nós sabemos ele faleceu duas semanas antes da estreia.

 

Com aquela idade, a morte é algo que já faz parte do nosso pensamento. Não era impensável. Mas ninguém previa. Acreditávamos que ele duraria mais. Contudo, o que quero dizer é que Lucky foi concebido uma celebração à sua pessoa, não uma elegia.

 

Em Lucky reparamos que a personagem principal foi escrita exclusivamente para Harry Dean Stanton. Apesar da transformação, e tentando abstrair desse contexto, nota-se uma espécie de saudação ao ator nesta personagem. Desde a sua caracterização até às reuniões com outras personagens.

 

Sim, e isso está implícito no filme assim como esteve no argumento. Não só apenas reuniões, mas também à sua “personagem”. Acho impossível termos o Harry Dean Stanton a vaguear no deserto e não, automaticamente, pensar em Paris, Texas, por exemplo. Encarei toda esta homenagem direta e indiretamente como algo verdadeiramente interessante. Poucos filmes conseguem isso.

 

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Mas também é verdade que o filme recupera outra personalidade. James Darren, que não entrava numa produção cinematográfica desde 2001.

 

Foi incrível o facto de o termos no filme. James Darren trabalhou com um dos produtores de Lucky na série Star Trek: Deep Space Nine. Contudo, a entrada dele no projeto foi bastante curiosa. O actor que inicialmente iria fazer o seu papel teve que sair devido a conflitos de agenda, sendo que, como não tínhamos nenhum para interpretar a personagem e que continuávamos a procura do ator certo, combinei com Harry filmar as sequencias de casa todo o domingo. Certo Domingo, a caminho do local, encontro o carro do James Darren avariado à beira da estrada. Encosto e pergunto-lhe o que aconteceu. Ele respondeu que o carro tinha avariado e eu disse o seguinte: “olha, eu sei que este não é o momento indicado, mas estou a rodar um filme e um dos atores teve que abandonar. Se quiseres eu envio-te o guião e a partir daí, aceitas ou não

 

Darren aceitou a proposta e quarta-feira já estávamos a contar com ele nas filmagens. Mas a maneira com que ele “agarrou” aquele papel, alterou para sempre a personagem, e a química desta com os restantes atores. Ele trouxe uma variação de dureza e ao mesmo tempo doçura à personagem. Alterou por completo a via do filme.

 

Mas existe algum teor autobiográfico na sua personagem? Eu senti isso.

 

Julgo que a personagem dele nada tem de relacionado com material autobiográfico, até porque já estava escrito. O feito dele foi transformar esses diálogos, essa aura, em algo próprio da sua figura. O contexto de “nicles” que a sua personagem até a certa altura diz, veio com ele. Agora, falando disso, recordo-me da confusão que houve em tentar traduzir aquilo para legendas. Em Locarno, houve uma espécie de “lost in translation” com a palavra “nicles” (ugatz), julgo que foi traduzido para “il cazzo”, que tem um significado completamente diferente, o que não deixou muito feliz os próprios italianos que assistiam o festival.

 

Mas voltando ao ponto da personagem que se confundia com Harry Dean Stanton, e tendo em conta, não o filme, que nos leva à dúvida, mas a sinopse oficial de Lucky que refere a crise existencialista de um ateu. Pela sua experiência com o ator, consegue dizer se essa “fé” é partilhada pelo homenageado, ou simplesmente pela homenagem?

 

Quer dizer, ele como Harry acreditam 100% que não existia Deus. Que depois da vida não existia nada. A personagem lida com isso enquanto questiona os seus termos de mortalidade. Lucky detém uma visão distinta do fim da vida que os cristãos, por exemplo, ou os budistas, que acreditam na reencarnação, não têm. O que tentei fazer aqui não foi uma demanda pelo divino e dessa vida pós-morte. O que fiz foi transmitir a visão de quem acredita no nada. No nascer, viver e morrer simplesmente.

 

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Mas é curioso o facto da personagem principal ser um ateu, visto que em Hollywood e muito do outro cinema norte-americano, eles são vistos como “ferramentas morais”.  Seres impuros que no final encontram o castigo ou a discórdia daquilo que sempre acreditaram. Você trouxe dignidade a essa faixa.

 

Sim, o ateísmo niilístico não é pessimismo, é realismo. Eles podem não acreditar em nada, mas se não houver “fé” na Humanidade ou  simplesmente no próximo, não podem existir. Acredito que o ateísmo é o equivalente ao aumentar a expetativa, a equação da noção de mortalidade, e isso não muda aquilo que queremos fazer, como viveremos na verdade ou na realidade. Não basta visitar Deus no seu templo diário. O ateísmo como as outras religião tem como base a escolha. Como nós, escolhemos viver a vida tendo noção da nossa própria mortalidade.

 

Para Lucky, o seu templo era a sua rotina quotidiana, desde o dinner onde almoçava até ao bar que frequentava todas as noites.

 

Obviamente, mas tudo é uma fachada. Quando algo lhe atinge, Lucky começa a questionar essa mesma rotina, essa sua crença. Esse templo.

 

Quanto a novos projectos? Irá se manter como realizador?

 

Bem, estou bastante “apaixonado” por uma história. Tenho um amigo meu que é escritor e não faz qualquer questão que adapte a sua história, a qual gostei imensamente. Quero alargar sobretudo a minha experiência na realização.

 

Curiosamente, o que levou a apostar na direção foi que há 16 anos atrás fiz uma curta com um ator chamado Drago Sumonja [risos]. Ninguém esperava por isso. A verdade é que, no ponto-de-vista de Harry, não fazemos as coisas acontecer. As coisas acontecem. Ponto. E para ser sincero, neste aspeto, ele está absolutamente certo. 

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:04
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23.11.17

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Apesar de ter conquistado o Prémio de Realização no último Festival de Cannes e com um elenco de luxo dirigido por Sofia Coppola, The Beguiled não chegará às salas de cinema em Portugal, sendo lançado diretamente no mercado home vídeo (DVD e Blue-Ray), no VOD e por via streaming. O filme foi o escolhido para abrir a 4ª edição do Porto/Post/Doc que arranca já no próximo dia 27 de Novembro, segundo o press release do festival, esta será provavelmente a única oportunidade de o vermos projectado num grande ecrã.

 

Sofia Coppola concebeu o filme como uma resposta feminina à obra de Don Siegel em 1971, com Clint Eastwood e Geraldine Page nos principais. Com uma intriga que nos transporta para os meados da Guerra Civil Norte-Americana onde um soldado da União encontra exilio numa casa habitada por mulheres sulistas, conquistou elogios pela crítica durante a sua passagem na competição de Cannes, onde foi realçado principalmente as suas virtudes técnicas, assim como o elenco que operava coletivamente neste conto de violência idealista (Nicole Kidman, Colin Farrell, Kirsten Dunst e Elle Fanning).

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:25
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20.11.17

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Era considerada a resposta da DC Comics para Os Vingadores da Marvel, mas Justice League, apesar de não fracassar nas bilheteiras, falhou completamente o alvo estimado para primeiro fim-de-semana, que rondava os valores de 130 milhões de dólares. O resultado foi um valor estimado de 96 milhões em território norte-americano, um valor portanto bastante abaixo do esperado e pouco otimista para uma produção que custou cerca de 300 milhões de dólares.

 

Fontes do The Hollywood Reporter referem orgulho ferido na Warner Bros., simplesmente pelo facto de uma das esperadas equipas de super-heróis da DC não conseguir, citando, nem sequer ombrear com um herói de classe B da Marvel (referência direcionada a Thor: Ragnarok). Tentando apurar as causas, fala-se sobretudo da fraca receção critica e apreciação da imprensa, até à confiança do espectador (sabendo que Batman V Superman e Suicide Squad desiludiram até mesmo na aprovação dos fãs), e a atribulada produção de Zack Snyder, que teve que sair devido a uma tragédia familiar, tendo a tarefa de terminar o projeto ficado atribuída a Joss Whedon, que exigiu reshoots e a garantia de um tom mais descontraído que os episódios anteriores.

 

Justice League torna-se, até então, o filme da DCEU (DC Expanded Universe) com a mais baixa abertura nos EUA. Surpreendente revelou-se a mais recente obra de Stephen Chbosky, o realizador de The Perks of Being a Wallflower, Wonder, que arrecadou mais de 27 milhões de dólares, conquistando assim o segundo lugar da tabela, ficando acima do terceiro Thor (que já conta com 247 milhões nos EUA e 738 milhões globalmente).

 

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publicado por Hugo Gomes às 09:38
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