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Cinematograficamente Falando ...

Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

Cinematograficamente Falando ...

Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

Sempre iluminado!

Hugo Gomes, 31.10.19

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Agradeço ao Shining por me ter iniciado no género do terror! Foi o meu primeiro filme desse universo longo e duradouro, tinha 11 anos e o deparei por acaso na televisão. Estava sozinho em casa nesse dia … coisas que não se esquecem (até hoje tenho dificuldades em falar do filme).

 

Por isso o meu afeto pelo filme é demasiado grande, mas mesmo assim esse amor transpassou da mera recordação. Afirmo de “boca cheia”, e apesar do backlash que Kubrick tem em certos circuitos, é uma obra-prima, possivelmente só igualada com Eyes Wide Shut na carreira kubrickiana.

 

Longa vida ao Danny e Jack Torrance, ao Redrum, às gémeas, ao quarto 237 e porque não ao “Here’s Johnny!”.

 

Na Netflix, nem tudo é originalidade e primor!

Hugo Gomes, 19.10.19

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Numa só semana contamos com o lançamento de dois graus de “obras falhadas”, de um lado Wounds, da suposta revelação Babak Anvari, terror sob contornos lovecraftianos que produz um clima de mistério para depois lançar-se “às urtigas” e com ele levando Armie Hammer e Dakota Johnson (possivelmente das piores atrizes da atualidade) ao abismo. Do outro canto, possivelmente a mais alarmante, The Laundromat, o prolifero Steven Soderbergh na denúncia dos Panamá Papers, num objeto sabichão ou diria antes “chico-esperto”, a replicar as tendências da economia para totós de Adam McKay e apresentar a pior das Meryl Streeps. Armado em Robin dos Bosques versão caviar.

 

Que venham mas é esse Marriage Story e o tão badalado The Irishman, do “verdadeiro” Scorsese, porque a Netflix precisa urgentemente de Cinema nos seus cantos próprios.

 

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Porque todo o começo tem um fim. Recordar Luis Ospina

Hugo Gomes, 28.09.19

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"Confesso que não guardei rancor por ele ter faltado ao seu compromisso, pois notava-se a léguas que Luís Ospina mantinha em segredo, apesar de em vão, as suas fraquezas, neste caso o tempo que lhe restava, e que o próprio pretendia transformar numa eternidade. Se o seu objetivo foi ou não foi cumprido, só o tempo dirá, mas até lá há que sentir o pesar. O Mundo perdeu um dos seus grandes autores marginalizados, que mesmo sob o registo de duas longas-metragens de ficção que operaram como experiências de género, foi no seu trabalho documental que costurava questões sociais e culturais do seu país, imortalizando os seus amigos artistas e do "povo" que até à sua chegada não tinham voz, que deparamos com um incalculável legado." Ler texto completo aqui

 

Luis Ospina (1949 - 2019)