Data
Título
Take
20.12.12
20.12.12

Real.: Tim Burton / Int.: Ewan McGregor, Albert Finney, Billy Crudup / Ano.: 2004

 

O que é? Edward Bloom (Albert Finney) tem o dom de contar histórias de uma certa maneira que encanta, historias essas que impressionavam e maravilhavam o seu filho Will (Billy Crudup) enquanto miúdo. Todavia quando a morte tem hora marcada para Bloom, Will tenta a todo o custo conhecer o passado do seu pai, tentando decifrar a realidade por detrás das histórias de carácter fantasioso que o seu progenitor sempre contou.

Porquê? Tim Burton sempre foi um excêntrico gótico, mas em Big Fish consegue algo diferente e verdadeiramente emocionante, esboçando a sua imaginação com o amor entre um pai e um filho. Pode muito bem ser o filme mais sóbrio da sua carreira, como também dos mais imaginativos e brilhantes. E é surpreendente o modo como consegue encantar ao mesmo tempo consolidar os dois mundos distintos.

Alternativas.: A década de 2000 foi um ano bem criativo para o cineasta Tim Burton, entre os quais se destaca o seu regresso á animação stop-motion após 12 anos de A Nightmare Before Christmas de Henry Selick, desta vez o autor encontra-se na cadeira de realizador, com Corpse Bride (2005), um conto gótico com todo o toque de Burton que explora uma ternura mórbida acompanhado com uma fantástica composição musical de Danny Elfman. Outros dois dos seus êxitos cinematográficos a ter em conta é a sua própria visão da fábula de Roald Dahl, Charlie and the Chocolate Factory (2005), e da célebre ópera de Hugh Wheeler, Sweeney Todd: The Demon Barber of the Fleet Street (2007), ambos protagonizados pela sua estrela-fetiche, Johnny Depp.

 

 

Ver Também

Sweeney Todd: The Demon Barber of the Fleet Street (2007)

 


publicado por Hugo Gomes às 18:59
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3.12.12
3.12.12

Real.: Quentin Tarantino / Int.: Uma Thurman, David Carradine, Daryl Hannah / Ano.: 2003-2004

 

 

O que é? Uma traição dentro de uma elite de assassinos profissionais levará a um vingança sangrenta sem precedentes nem limites. Conhecida somente como “The Bride” (Uma Thurman), opera uma obsessiva busca pelo seu ex-mentor, Bill (David Carradine), acusando-o de ser o responsável pela morte do seu filho ainda por nascer.

Porquê? Conhecido como o épico do cineasta Quentin Tarantino, devido á sua longa-duração foi dividido em dois capítulos, Kill Bill é a arte barroca em forma de cinema, uma obra que em termos de violência atinge proporções imensas, porém com uma bem-conseguida noção de gozo por entre as frames. O anterior realizador de Pulp Fiction e Reservoir Dogs toma liberdades artísticas, conseguindo referenciar tudo e todos nesta jornada de vingança e redenção. Sendo o primeiro capitulo mais físico, desvairado e radical, é no tomo seguinte que Tarantino se revela num autor nato, demonstrando uma faceta algo inédita onde explora o seu lado mais humano e emocional. Contudo Kill Bill também não funcionaria na perfeição se a actriz Uma Thurman não entrega-se de corpo e alma ao seu enigmático e trágico papel.

Alternativas.: Não há comparação nem genérico possível para a obra de Tarantino, porém no recantos do cinema mais barroco, dotado de violência e com uma atmosférica algo série Z propositada, vale a pena dar uma espreitadela em Grindhouse (2007), projecto também da sua autoria em conjunto com o cineasta Robert Rodriguez. Trata-se de uma sessão dupla de fitas que homenageiam esse tipo de cinema algo esquecida e marginalizada, com Tarantino a oferecer Death Proof com Kurt Russell na pele de um duplo de filmes de acção psicótico e tendências homicidas e Planet Terror de Rodriguez, um desvairado conto com zombies, strippers e Bruce Willis a contar como matou Bin Laden.

 

 

Ver Também

Kill Bill Vol 1 (2003)

Planet Terror (2007)

Death Proof (2007)

 


publicado por Hugo Gomes às 21:59
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17.11.12

Real.: Quentin Tarantino / Int.: Brad Pitt, Mélanie Laurent, Christoph Waltz / Ano.: 2009


 

O que é? A história decorre numa França invadida por alemães nazis, no seio deste país sofrido pelos temores da Guerra encontra-se uma elite secreta de soldados norte-americanos conhecidos como os Sacanas sem Lei que operam independentemente e apenas tem como objectivo matar o máximo de nazis possíveis.

Porquê? Se julgávamos que filmes sobre a Segunda Guerra Mundial tinham que prioritariamente ser baseado em factos verídicos ou possuir um conteúdo dramático que revela os horrores desse negro período, Quentin Tarantino provou que é possível o oposto. Trata-se de um enredo fictício e de liberdade criativa que consolida todos os tiques do autor neste cenário dignamente bélico e dramático, com isso conseguiu trazer até nós uma história original, flexível, com fidelidade linguística e altamente temperada com personagens imperdíveis como o tenente Aldo Raine (Brad Pitt) e o vilão carismático, coronel Hans Landa (Christoph Waltz), galardoado com o Óscar de Melhor Actor Secundário desse ano.

Alternativas.: Inglourious Basterds é um filme impar da Segunda Guerra Mundial, porém vale a pena lembrar outros planos secretos da resistência aliada deste período tais como Zwartboek, o regresso de Paul Verhoeven ao seu país de origem e o pretensioso Valkyrie de Bryan Singer, onde Tom Cruise veste a pele de um célebre herói nazi, Coronel Stauffenberg, que planeia assassinar o próprio Hitler.

 

 

 

Ver também

Inglourious Basterds (2009)

Black Book (2006)

Valkyrie (2008)



 


publicado por Hugo Gomes às 00:11
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29.10.12

Real.: Darren Aronofsky / Int.: Ellen Burstyn, Jared Leto, Jennifer Connelly / Ano.: 2000

 

O que é? Um casal jovens apaixonados (Jared Leo, Jennifer Connely) sonha montar um negócio de drogas leves porta-a-porta, porém são surpreendidos pelas rasteiras que a vida lhes dá. Enquanto isso, Sara (Ellen Burstyn), uma viciada em televisão, ganha motivos para viver graças a uma tremenda ilusão de aparecer na dita “pequena caixa mágica”.

Porquê? Um retrato tremendamente deprimente da perseguição de sonhos e da decomposição humana perante a constante ilusão. Após ter impressionado os críticos com Pi (1998), uma alusão ao estilo primórdio de David Lynch, Darren Aronofsky consegue remeter um drama implacável, poderoso e intrinsecamente triste, além disso consegue tirar proveito de fantasmagóricas interpretações do seu elenco, principalmente de Ellen Burstyn, que apresenta aqui o papel da sua vida.

Alternativas: a década de 2000 foi bastante promissora para o autor Darren Aronofsky, que demonstrou gradualmente o seu talento como também profissionalismo. Cada vez mais é um cineasta com um nome a reter na indústria cinematográfica norte-americana. Entre elas estão The Fountain (2007), uma obra metafisica do amor eterno contado por três narrativas temporais distintas com Hugh Jackman, Rachel Weisz e novamente Ellen Burstyn no elenco, e The Wrestler (2008) que brindou com a ressurreição do actor Mickey Rourke num papel que ficou distinto com uma nomeação ao Óscar, ambos são dois filmes singulares e talvez obras-primas de um cinema moderno, uma confirmação de um futuro consagrado autor.

 

Ver também

The Wrestler (2008)

 


publicado por Hugo Gomes às 02:45
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5.10.12

 

Real.: Katie Lund, Fernando Meirelles / Int.: Matheus Nachtergaele, Alexandre Rodrigues, Leandro Firmino da Hora / Ano.: 2002

 

O que é? Um relato realista de uma das favelas mais perigosas do Rio de Janeiro, a Cidade de Deus. Aqui o espectador fica a par das vidas de alguns dos seus habitantes, tais como Buscapé (Alexandre Rodrigues) que sonha ser fotografo até ao Zé Pequeno (Leandro Firmino da Hora) um simples jovem que se converte num dos temidos criminosos do local.

Porquê? Uma abordagem cruel, realista e crua da degradação humana e social das favelas brasileiras, uma crónica ambígua do seu “ecossistema”. Cidade de Deus foi um dos filmes que revolucionou o cinema brasileiro, como também constituindo um dos seus maiores êxitos, a partir desta obra surge todo um conjunto de novos cineastas na Terra do Samba. Zé Pequeno torna-se num ícone da cinematografia do país e Fernando Meirelles é requisitado em terras de Hollywood e concretiza algumas obras de sucesso entre o grande público.

Alternativas: Com Cidade de Deus a definir um novo rumo do cinema brasileiro, é difícil encontrar obras que lhe igualam. Em termos de realismo, violência e sucesso, Tropa de Elite de José Padilha (2007) é outro exemplo incontornável desse cinema, sendo que os seus toques quase documentais sejam algo de influências da obra de Katie Lund e Fernando Meirelles. Outros filmes a ter em conta: Carandiru de Hector Babenco (2003), Cidade dos Homens de Paulo Morelli (2007) e Última Parada 174 de Bruno Barreto (2008).

 

Ver Também

Tropa de Elite (2007)

Última Parada 174 (2008)

 


publicado por Hugo Gomes às 00:19
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13.5.12

 

Real.: Andrew Stanton, Lee Unkrich / Int.: Albert Brooks, Ellen DeGeneres, Alexander Gould / Ano.: 2003

 

 

O que é? Tudo começa quando o jovem Nemo, um peixe palhaço, é levado para longe do seu recife de coral. O seu pai, Marlin (voz de Albert Brooks) segue numa exaustiva jornada em conjunto com Doris, uma peixe com problemas de memória e com a voz de Ellen DeGeneres, em busca do seu filho, nem que isso indique seguir aos confins do Oceano.

Porquê? Um dos enormes sucessos do estúdio, tendo rendido cerca de 867 milhões de dólares em todo o mundo (o relançamento em 3D estará para breve), Finding Nemo é também um dos pilares da Pixar (em conjunto com Wall-E e a trilogia Toy Story), um dos projectos mais famosos e amados. Vencedor de um Óscar de Melhor Filme de Animação, a irmandade pelo peixe perdido é de uma qualidade técnica e visual irrepreensível e esplendida, conseguindo de alguma forma captar a riqueza do biótopo dos recifes de coral. Para além disso tudo é uma ternurenta história de amor entre pai e filho, algo que apenas a Disney consegue representar na sua mais gloriosa forma.

Alternativas: a magia de Finding Nemo é difícil ser comparada, nenhuma outra produção animada ambientada vastidão dos oceanos consegue aproximar á sua riqueza visual, veja-se os exemplos de Shark Tale (2004) da Dreamworks e a sua cópia sem chama, Shark Bait (2006). Porém é o dinamarquês Help! I’m a Fish (2000) de Stefan Fjeldmark, Michael Hegner que se encontra entre as mais interessantes incursões animadas aquáticas.

 

Ver Também

Cars (2006)

Ratatouile (2007)

Wall-E (2008)

Up (2009)

Toy Story 3 (2010)

Cars 2 (2011)

 

 


publicado por Hugo Gomes às 21:34
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17.3.12

 

Real.: Martin Scorsese / Int.: Leonardo DiCaprio, Daniel Day-Lewis, Cameron Diaz / Ano.: 2002

 

O que é? Retrato de violência de uma Nova Iorque em plena Guerra Civil, no seio deste ambiente quase apocalíptico está o emigrante irlandês Amsterdam (Leonardo DiCaprio) que transporta consigo a sede de vingança pela morte do seu pai, o responsável foi o infame Bill The Butcher (Daniel Day-Lewis).

Porquê? Uma das maiores produções do lendário Martin Scorsese como também o início da próspera colaboração entre o cineasta e o actor DiCaprio, o qual deu um rumo diferente á sua carreira. Repleto de violência e frieza nesse contexto, Gangs of New York foi uma obra plena de todo os toques scorseseanos embalado por valores técnicos irrepreensíveis tais como a fotografia e a banda sonora, para além de não falar dos excelentes desempenhos dos actores Leonardo DiCaprio, Jim Brodbent e obviamente, Day-Lewis.

Alternativas: da colaboração Scorsese / DiCaprio podemos ainda retirar obras como The Aviator (2004) e The Departed (2006) (este ultimo conseguiu finalmente garantir ao famoso cineasta de Taxi Driver o seu já merecido Óscar de Melhor Filme). Dos desempenhos de Day-Lewis, destaca-se ainda a sua prestação vencedora de uma estatueta pela obra de Paul Thomas Anderson, There Will Be Blood em 2007.

 

 

Ver também

There Will Be Blood (2007)

The Departed (2006)

 

 


publicado por Hugo Gomes às 19:01
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11.7.11

 

Real.: Michel Gondry / Int.: Jim Carrey, Kate Winslet, Elijah Wood / Ano.: 2004

 

O que é? Trata-se da historia de um casal, Joel e Clementine (Jim Carrey e Kate Winslet), que se deparam com um processo de apagar memorias, no intuito de esquecer as lembranças de um do outro. Porém á medida que a memória se apaga, Joel apercebe que são esses momentos que mantêm o seu amor por Clementine vivo.

Porquê? Charles Kaufman é um dos mais criativos e imaginativos argumentistas dos últimos anos, tendo apresentado histórias tão bizarra como distintas como Being John Malkovich e Adaptation, em Eternal Sunshine of the Spotless Mind é como fosse o seu expoente máximo. Um cruzamento de ficção cientifica que resultou num dos mais tocantes romances do nosso tempo. O filme ainda realça Jim Carrey como um actor bem mais do que o simples arquétipo de símio.

Alternativas: O cinema de Kaufman sempre é uma grande alternativa, Adaptation é a sua obra mais aclamada onde potencia Nicolas Cage como um actor versátil (coisa que parece ter esquecido) e apresenta excelentes desempenhos de Meryl Streep e Chris Cooper. Porém não devemos esquecer de Human Nature de Michel Gondry (considerado a sua obra menor), Confessions of a Dangerous Mind de George Clooney (o qual colaborou no argumento) e não esquecer de Synecdoche, New York, a sua estreia como realizador.

 


publicado por Hugo Gomes às 00:51
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4.6.11

Real.: Jean-Pierre Jeunet / Int.: Audrey Tautou, Matthieu Kassovitz, Rufus / Ano.: 2001

 

O que é? Amélie (Audrey Tautou) é uma jovem parisiense, com uma alegria de viver contagiante. Ele é um “mosaico” daquela que é a sua cidade, cheio de indivíduos solitários, infelizes com a vida que levam, caindo em rotinas e tiques.

Porquê? Tal como a protagonista, Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain é uma fita que inspira a felicidade mesmo sobre um cenário entristecedor. Audrey Tautou constrói uma personagem carismática e meramente misteriosa e bizarra, que constituiu nos dias de hoje num marco do cinema francês recente. A fita de Jean-Pierre Jeunet foi uma fita que atingiu o seu auge de popularidade alguns dias depois dos Ataques de 11 de Setembro, a explicação deriva de uma necessária procura de alegria que o Mundo demandava após os trágicos dias que marcaram o milénio.

Alternativas: nenhum outro filme obteve o mesmo impacto que Amélie, porém a essência transcrita por Jean-Pierre Jeunet pode ser novamente visualizada em Micmacs à Tire Larigot de 2009, onde o realizador novamente encantou um clima terno numa premissa negra e adulta. Todavia o filme foi considerado um greatest hits e muito aquém da obra anterior.

 

Ver Também

Micmacs à Tire Larigot (2009)

 


publicado por Hugo Gomes às 18:58
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20.3.11

 

Real.: Ang Lee / Int.: Chow Yun-Fat, Michelle Yeoh, Zhang Ziyi /Ano.: 2000

 

O que é? Chow Yun-Fat é um guerreiro que inicia a sua busca pela espada roubada, o Dragão Verde. Na sua aventura conta com a ajuda de um antigo amor (Michelle Yeoh) e descobrem que a larápio (Zhang Ziyi) roubou o artefacto por questões de vingança e de dignidade.

Porquê? Muitas vezes reduzidos ao circuito mais underground e comercial do que meramente artístico, o subgénero wuxia, originário do cinema chinês nunca alcançou a vastidão do grande publico mundial que esta visão de Ang Lee fez. Todos os elementos característicos do estilo encontram-se intactos, e as personagens estão cheias de filosofia que os separa do barato a saldos. As coreografias, dirigidas pelo famoso Lee Wu-Ping, desafiam as leis ditadas por Isaac Newton, porém Lee faz com beleza e intuito. Por fim foi graças a este filme que catapultou a estrela internacional que Zhang Ziyi é nos dias de hoje. Um clássico absoluto!

Alternativas: relançou o subgénero wuxia para o mercado internacional e de uma escala mais abrangente, conquistado novos tipos de público e até mesmo a critica e a Academia, tendo vencido o Óscar de Melhor Filme de Lingua Estrangeira e até mesmo a nomeação de Melhor Filme ao lado do vencedor Gladiator de Ridley Scott. A partir daí surgiu Hero (2002), que lançou o autor Yimou Zhang, que inclusive ofereceu ao Mundo Ocidental outros filmes distintos e de grande valor comercial como House of Flying Daggers (2004) e o belo mas não tão profundo Curse of the Golden Flower (2006). Destaque também pela adaptação oriental de Hamlet de Shakespeare por parte de Xiaogang Feng em Legend of the Black Scorpion (2006), com Zhang Ziyi no principal papel.

 

Ver Também

The Curse of the Golden Flower (2006)

 


publicado por Hugo Gomes às 22:58
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13.12.10

 

Real.: Laurent Cantet / Int.: François Bégaudeau, Agame Malembo-Emene, Angélica Sancio / Ano.: 2008

 

O que é? As crónicas de um jovem professor de francês do 9º ano, François (François Bégaudeau), que dá aulas numa escola de ambiente não muito propício, mas que consegue estimular os seus alunos a debaterem.

Porquê? O cinema europeu é dotado de realismo e a percepção do mesmo, mas em Entre Les Murs vemos um elo ténue de ficção e realidade, em que o espectador é evolvido numa intriga que reflecte os códigos morais e o estatuto do ensino na actualidade.

Alternativas: o realismo é algo muito usual no cinema europeu alternativo ou de autor, mas nos filmes de ensino, classe essa, que muitas vezes foge dos parâmetros da veracidade para dar lugar á moralidade e bons valores hollywoodescos. Longe dessa estrutura banal está Half Nelson (Ryan Fleck), que em certa parte encontra-se no grupo de Entre Les Murs pela força da entidade pedagógica em estimular os seus alunos.

 

Ver Também

Half Nelson (2006)

 

 


publicado por Hugo Gomes às 00:22
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23.11.10

Real.: Ang Lee / Int.: Heath Ledger, Jake Gylenhaal, Anne Hathaway / Ano.: 2005

 

 

O que é? A historia de amor entre dois guardadores de ovelhas que se envolvem durante um trabalho de Verão, tentando viver com o que se passou em Brokeback Mountain para o resto da vida.

Porquê? O romance homossexual sempre ficou reduzido ao underground do seu público, mas graças a Ang Lee, Brokeback Mountain, adaptação de uma novela da vencedor do Pulitzer, Annie Proulx, quebrou certos tabus, principalmente os das distribuições cinematográficas e conseguir estar presente nos Óscares, gala muito marcada pelo conservacionismo. O realizador de Ang Lee conseguiu vencer a estatueta de Melhor Realizador e os trabalhos de Heath Ledger e Jake Gylenhaal elogiados, até mesmo a “pequena” Michelle Williams deu nas vistas.

Alternativas: Tirando o cinema estrangeiro (denominação para o circuito fora Hollywood), os grandes estúdios americanos não conseguiram elaborar outro conto homossexual masculino digno de nota e sensacionalismo como este Brokeback Mountain. Por cá, tivemos a nossa própria versão do filme de Ang Lee, porém os cowboys foram substituídos por soldados em plena Guerra do Ultramar, 20,13 - Purgatório de Joaquim Leitão.

 

Ver Também

Brokeback Mountain (2005)

 


publicado por Hugo Gomes às 02:16
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31.10.10
31.10.10

 

Real.: Roman Polanski / Int.: Adrien Brody, Emilia Fox, Michal Zebrowski /Ano.: 2002

 

 

O que é? A história verídica do polaco Wladyslaw Szpilman, pianista judeu que tenta sobreviver numa Polónia invadida pelos ideais Nazis. Um hino á sobrevivência que merece ser visto a todo o custo.

Porquê? Depois do derradeiro The Schindler’s List de Steven Spielberg, pouco mais havia reinventar nos retratos dos horrores do terceiro Holocausto, mas em The Pianista, Roman Polanski consegue criar um dinâmico episódio onde o formidável actor Adrian Brody oferece-nos uma interpretação de luxo e arriscada, merecidamente o Óscar de interpretação masculina. Imagens impressionantes numa Era em que a Humanidade parece ter regredido.

Alternativas: A nível de produções hollywoodescas, o tema do Holocausto é escasso, mas nas produções estrangeiras encontramo-nos perante de uma variedade de subtemas dentro dos horrores de um regime. Downfall (Oliver Hirschbiegel, 2004), o registo dos últimos dias de Adolf Hitler, Black Book (Paul Verhoeven, 2006), um thriller de espionagens com um autor devolvido às suas origens e a interessantíssima visão do genocídio judaico através dos olhos de uma criança com a produção inglesa de The Boy in the Striped Pijama (Mark Herman, 2008).

 

Ver Também

Black Book (2006) 

The Boy in the Striped Pijama (2008)

 


publicado por Hugo Gomes às 02:00
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27.9.10

Real.: Alejandro González Iñárritu / Int.: Gael García Bernal, Goya Toledo, Emilio Echevarría / Ano.: 2000

 

 

O que é? Três historias aparentemente distintas, mas interligadas quer narrativamente, quer pelo tema canino que o titulo representa. A primeira história é de um rapaz que trai o irmão com a sua mulher, a segunda é sobre uma supermodelo que perde o seu cão numa caixa-de-ar debaixo do chão da sua casa, a ultima é de um sem-abrigo que procura redenção.

Porquê? Um pouco á imagem de Pulp Fiction de Quentin Tarantino, quer pela sua narrativa entrelaçada quer pela sua violência gráfica, Amores Perros consistiu numa imagem de marca de um autor estreante, González Iñárritu, um artesão na arte de criar novas narrativas. Um filme feito com inteligência que consistiu num sucesso, o qual promoveu o cinema mexicano, em vias de invadir os EUA.

Alternativas: a filmografia do realizador mexicano é rica na natureza da explanação documentada, entre os quais 21 Grams (2003) que nos apresentou um historia fragmentada e embaralhada, que se constrói mentalmente na mente do espectador, Babel (2006), o mais ambicioso dos seus projectos, um drama com base do mito da torre de Babel e da variedade linguística como um certo olhar e definição às fronteiras. Para além de Iñárritu, outros autores exploraram a multi-narrativa, como por exemplo Paul Haggis (Crash), Stephen Gaghan (Syriana) e Jieho Lee no subvalorizado, mas enigmático The Air I Breath (2007).

 

Ver também

The Air I Breath (2007)

21 Grams (2003)       

 

      


publicado por Hugo Gomes às 00:54
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15.9.10

Real.: George Lucas / Int.: Hayden Christensen, Natalie Portman, Ewan McGregor / Ano.: 2005

 

 

O que é? Numa galáxia longínqua, a Aliança (uma espécie de Aliados espacial) combate as forças maléficas dos Separatistas, lideradas pelo misterioso Darth Sith. No seio dessa batalha encontra-se outra que mudará o rumo da própria galáxia, a luta de Anakin Skywalker contra o seu lado negro, a sua conversação para Darth Vader.

Porquê? Os fãs esperaram 22 anos por este momento, o momento em que Lucas dá a conhecer ao Mundo a origem do seu personagem mais célebre, o anti-herói de uma trilogia que marcou infâncias. Levando á criação de uma nova trilogia, que precede os acontecimentos anteriores, o sexto filme feito, mas numericamente o terceiro episodio é a ponte entre duas gerações, uma tragédia grega ambientando na era espacial. Um acontecimento que rendeu cerca de 800 milhões de dólares em todo o mundo, posicionando como um dos mais rentáveis filmes da historia do cinema.

Alternativas: São poucos dos space operas que estrearam na década que possam realmente rivalizar com o universo de George Lucas. Entre as diferentes conversões espaciais temos o interessante remake do clássico de Andrew Tarkovsky (1972), Solaris, produzido em 2002 pelas mãos de Steven Soderbergh e protagonizado por George Clooney, quanto ás ditas saladas cientificas ficamos com o interessante Serenity de Joss Whedon e o reboot de J.J. Abrams de Star Trek em 2009, futuramente o Star Wars do futuro próximo.

 

Ver também

Serenity (2005)

Star Trek (2009)

Star Wars – Clone Wars (2008)

Ficção Cientifica … o que se diz?

 


publicado por Hugo Gomes às 21:10
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6.9.10

 

 

Real.: Christopher Nolan / Int.: Christian Bale, Heath Ledger, Michael Caine / Ano.: 2008

 

O que é? Batman (Christian Bale) se torna num símbolo do combate ao crime em Gotham City, os criminosos sentem-se ameaçados e a polícia confiante. Todavia, eis que surge o misterioso e anárquico Joker (Heath Ledger) que promete transformar Gotham City num caótico lugar á sua imagem. Para o combater, o homem-morcego precisa se tornar num fora-da-lei.

Porquê? Dentro do cinema entretenimento, The Dark Knight é um dos pesos-pesados dos blockbusters da década. Nolan converte o lendário herói da DC Comics, um teor de realismo a cobiçar as fitas de Michael Mann, o neo-noir equivale também á sua complexidade de criar a intriga. Mas a verdadeira estrela desta obra de acção está no louco desempenho de Heath Ledger, que acabou por falecer meses antes da estreia da fita, tendo vencido o Óscar póstumo de Melhor Actor Secundário. Uma das melhores adaptações de um herói de banda desenhada.

Alternativas: poderíamos incluir o antecessor Batman Begins (2005) também ele de Christopher Nolan, a primeira entrada do homem-morcego ao realismo pós-11 de Setembro. Outras conversões de BDs a ter em conta: Spider Man 2 de Sam Raimi, Sin City de Robert Rodriguez e Frank Miller (Quentin Tarantino como autor convidado), Watchmen e 300, ambos de Zack Snyder.

 

Ver também

Batman Begins (2005)

The Dark Knight (2008)

Spider Man 2 (2004)

Watchmen (2009)

Sin City (2005)

300 (2007)

 


publicado por Hugo Gomes às 00:04
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2.9.10

 

Real.: Stephen Daldry / Int.: Nicole Kidman, Meryl Streep, Julianne Moore / Ano.: 2002

 

O que é? Drama de narrativa tri-temporal de três mulheres apenas interligadas com a relevância de um romance literário. Nicole Kidman é Virgina Wolf, que é pleno anos 20 escreve o seu primeiro grande romance, no fim da Segunda Guerra Mundial, Laura Brown (Julianne Moore) que acaba de ler o mesmo romance decide então mudar drasticamente a sua monótona vida, Nova Iorque (actualidade), Clarissa Vaughn (Meryl Streep) está apaixonada pelo seu amigo poeta, Richard (Ed Harris), que está a morrer de SIDA.

Porquê? Esqueçam por instantes que existe O Sexo e a Cidade ou qualquer outro romance dramalhão, The Hours é o verdadeiro hino do feminismo que manifesta com força no cinema contemporâneo. Temos além de tudo três magníficos desempenhos, de três das maiores actrizes do nosso tempo, Kidman vence o Óscar com este irreconhecível trabalho.

Alternativas: São poucos os filmes que realçam também o feminismo sem cair no habitual estereótipo, os filmes de Pedro Almodôvar tem a sua especialidade nos retrato destes seres fortes de aparência frágil, Habla com Ella (2002) e Volver (2006) são significativas sugestões, mas quando às complexidades conjugais, o magnifico Closer (2004) de Mike Nichols é um dos melhores exemplos.

 

 


publicado por Hugo Gomes às 18:38
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23.8.10
23.8.10

 

Real.: Andrew Adamson / Int (Voz).: Mike Meyers, Cameron Diaz, Eddie Murphy / Ano.: 2001

 

 

O que é? Animação CGI concebida por Dreamworks que nos relata uma fábula convencional onde um ogre salva uma princesa da sua eternal prisão a fim de receber as suas terras de volta.

Porquê? Além de ter sido um êxito de bilheteira como de crítica, Shrek foi responsável pelo declínio da animação tradicional nos cinema, que já vinha a ser previsto em 1995 com o filme 100% digital, Toy Story de John Lasseter, a partir deste exemplar, a Dreamworks teve dificuldade em comercializar os seus modelos tradicionais já que o publico ansiava por mais modelos digitais. O ogre verde em pleno 2001, foi uma marca de irreverência oposta do universo Disney, onde as crianças divertem e os adultos partilham a sua cativação.

Alternativas: O legado de Shrek produziu todo ele, um êxito de estúdio, as animações da Dreamworks pouco evoluíram desde então e a empresa começou a explorar com exaustão as suas fontes de criatividade.

 

Ver Também

Shrek (2001)

Shrek 2 (2004)

Shrek, The Third (2007)

Shrek Forever After (2010)

 


publicado por Hugo Gomes às 18:04
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#16) Le Fabuleux Destin d...

#17) Crouching Tigger, Hi...

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Um luxo de actores num filme de lixo, repito LIXO....
Gostei muito da crónica. Vou acompanhar o seu blog...
Padrinho... Mas Pouco: 3*Um filme divertido, mas p...
Impossível esquecer este anjo, este homem.
Triste perda. Que descanse em paz.
Takes
10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
0/10 - Nulidade
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