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Cinematograficamente Falando ...

Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

Cinematograficamente Falando ...

Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

«Roman Porno»: Onde o sexo tem lugar ...

Hugo Gomes, 20.06.20

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Arrancou esta semana, o, literalmente traduzido, ciclo da “pornografia romântica” (vindo da designação atribuída por crítico e programador da Cinemateca Francesa Jean-François Rauger, “roman porno”). Um plano de subsistência e resistência a expansão televisiva dos anos 70 elaborado pelo estúdio Nikkatsu, que consistia em produzir filmes repletos de conteúdo erótico e sexual, com a advertência de poderem contornar as rigorosas implementações de censura da época.

 

O resultado foram um leque de filmes perversos que romperam tabus e perceções quanto ao jogos das obsessões corporais, para além de, diga-se de passagem, serem objetos de um tremendo desejo cinematográfico. A primeira parte desta viagem está disponível no Mag.Sapo, onde os “viajantes” poderão ser seduzidos pela natureza de fetiches invocada em Lady Karuizawa, de Masaru Konuma, ou os trabalhos lascivos de olearia na homenagem de Hideo Nakata (sim, o realizador de Ringu e Dark Waters) com White Lily.

 

Dirigido por Masaru Konuma, este é, notavelmente, um filme sobre o desejo impregnado como força animal. Diga-se que a própria construção visual é deveras alusiva a essa bestialidade interiorizada, sendo que a fauna e flora assume um papel fundamental nos registos de passagem e transformação das personagens, assim como as suas mais profundas fantasias.” Ler artigo completo aqui.