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Cinematograficamente Falando ...

Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

Cinematograficamente Falando ...

Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

Porque nem sempre foi um "Bom Rapaz" ...

Hugo Gomes, 26.05.22

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Copland (James Mangold, 1997)

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Killing Them Softly (Andrew Dominik, 2012)

É muito fácil limitar Ray Liotta ao seu papel de Henry Hill em “Goodfellas”, não há escapatória, foi o filme da sua vida, da sua ascensão e ironicamente da sua queda. Sinto que a maldição de “Bom Rapaz” o perseguiu até então, reduzindo a diversidade dos seus papéis e ao mesmo tempo o encostando à categoria B de Hollywood. Não discrimino as homenagens feitas através da obra de Martin Scorsese, só por esse trabalho, Liotta (protagonista improvável digamos), merece todo o nosso carinho e respeito. O que seguiu foi a secundarização, mas sempre uma secundarização saudosa a esse mesmo filão. Enquanto isso sublinho dois desempenhos antes do seu promocional resgate em “Marriage Story” de Noah Baumbach; o parceiro de serviço de Stallone em “Copland” (James Marigold, 1997) e o alvo de “Killing Them Softly” (Andrew Dominik, 2012). Ao contrário do legado de Liotta, não devemos reduzir a sua memória. Mas claro, podemos sempre voltar à luz da ribalta de “Goodfellas”. E que espantosa iluminação e acima de tudo, formidável Ray Liotta.