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Cinematograficamente Falando ...

Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

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Pelas ribeiras do cinema de Mizoguchi

Hugo Gomes, 14.06.20

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Sansho the Bailiff (1954)

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Ugetsu (1953)

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The Crucified Lovers (1954)

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Miss Oyu (1951)

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Miss Oyu (1951)

 

Se Kenji Mizoguchi fosse um continente, nele poderemos ser um rio que atravessa a condição dos seus habitantes. Tal, leva-os a refletir sobre a sua própria existência, reduzindo “nobres” e “ladrões” ao igual estatuto de meros mortais. Enquanto Yasujiro Ozu, nos seus últimos anos, gradualmente transgredia o tradicionalismo para nos demonstrar um Novo Japão, um país pelo qual hoje conhecemos e reconhecemos, o seu contemporâneo, Mizoguchi, devolvia-lhe o passado “glorioso” através de uma bandeja de dilemas intemporais sem saudosismos, para nos apresentar uma nação que rebela contra a sua própria sofisticação. Os peões da via fluvial mizoguchiana são seres que debatem sobre a sua aparente impotência perante as adversidades do Mundo.

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