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Cinematograficamente Falando ...

Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

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Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

Para Fellini todo o Amor é pouco

Hugo Gomes, 30.06.19

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Porque Fellini é uma das figuras mais importantes da minha cinefilia, foi com total agrado que revejo La Voce della Luna (A Voz Da Lua), desta vez em grande ecrã na Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema. O filme continua, após estes anos todos, a apresentar aquela aura melancolizada, um adeus a um cineasta distinto e tão próprio. Não me interpretem mal, mas foi melhor assim, o panorama do audiovisual italiano estava a mudar drasticamente, a televisão adquiria a sua dominância frente a Sétima Arte, e esta cada vez mais despida pelas constantes “despedidas” dos maestros. Fellini era uma espécie de fóssil vivo, não se adaptava, apenas lutava para manter o seu imaginário livre, e simultaneamente fechado. O Cinema era o seu refúgio, a sua mentira prolongada, as suas memórias enfeitiçadas pelo brilho da Lua.

Que saudades tenho de Fellini!

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