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Cinematograficamente Falando ...

Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

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Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

Ó Tempo ... espero que reconheças Monte Hellman, o Livre!

Hugo Gomes, 22.04.21

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Monte Hellman e a atriz Shannyn Sossamon na rodagem de "Road to Nowhere" (2010)

Confio no tempo para resgatar e preservar Monte Hellman (1929 - 2021), que até então era visto somente como um escasso “fóssil vivo”. Do cineasta, a liberdade foi um dos seus cartões-de-visita, não somente a liberdade formal e temática dos seus projetos, mas também nas suas escolhas, porque para além de road-movies para nenhures (“Two-Lane Blacktop” a “Road to Nowhere” a distância é uma viagem atribulada), Hellman apostou em “westerns” bastardos (“The Shooting”, “Ride in the Whirlwind”), em lutas de galos (“Cockfighter”), em tiranos desfigurados (“Iguana”) e até no horror direct-to-video com o terceiro filme da saga “Silent Night, Deadly Night”, onde revelaria Laura Harring para os mais desatentos e, quem sabe, a David Lynch (que mais tarde a colocaria no centro do seu “Mulholland Drive”). Um currículo não extenso, e si longevo e diversificado.

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Two-Lane Blacktop (1971)

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The Shooting (1966)

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Road to Nowhere (2010)

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Silent Night, Deadly Night 3: Better Watch Out (1989)