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Cinematograficamente Falando ...

Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

Cinematograficamente Falando ...

Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

O realizador por detrás da câmara ...

Hugo Gomes, 14.08.22

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The Man with a Movie Camera (Dziga Vertov, 1929)
 
“Sem mediações nem mediadores, a relação do olho com a realidade é essencialmente direta. A distância, os impulsos, os movimentos, os desequilíbrios que ficam registados (na película ou em digital) são a reação, a resposta espontânea e autêntica da Visão e do Ser do realizador; assim, com o realizador à câmara, filmar torna-se um ato intenso e profundamente impressionista. O realizador que faz a câmara deixa marcas profundas nas imagens que constrói. Seja na relação com os atores, os corpos, a luz, os objetos, a distância / proximidade, o espaço ou o tempo … Cada realizador procura encontrar a sua expressão, o seu ponto de vista, uma maneira singular e própria de olhar para o mundo, de se aproximar e relacionar com as pessoas e a realidade. São estas descobertas que fazem o verdadeiro trabalho do realizador.”
 
- Cláudia Tomaz na crónica “O Homem da Câmara de Filmar”, integrado no número 59 da revista de cinema Premiere Portugal (Setembro 2004)