Não houve comeback. Ficou a eternidade.

Diane Keaton (1946 - 2025) em "Looking for Mr. Goodbar" (Richard Brooks, 1977)
Ouvi dizer que havia por aí uma série, das mais recentes, que a resgatou. Peço desculpa, não faço parte dessas audiências, portanto prossegui com o desejo, ou talvez a fantasia, de testemunhar o seu ‘comeback’: o retorno à ribalta, após anos e anos do arquétipo “filme à Diane Keaton”, mãe neurótica em comédias de pavoroso termo. Se esse acontecimento não nos chegou, fica então a eternidade: a de “Annie Hall” e outros Woody Allens; a de “The Godfather”, como impotente vítima indirecta da herança sanguinária; a de Theresa, nos "encantados" trilhos de “Looking for Mr. Goodbar” ou em "Reds ", de Warren Beatty. Por isso, e por outros motivos, a saudade já se começa a sentir e adquiriu um outro sabor. O de elegia, talvez…