
Morreu Debbie Reynolds, uma das estrelas mais queridas da Idade do Ouro de Hollywood. Triste coincidência, era a mãe de Carrie Fisher, a célebre actriz de Star Wars, que faleceu passada terça-feira em consequência de uma insuficiência cardíaca, um dia antes da morte da progenitora.
Debbie Reynolds não resistiu a um Acidente Vascular Cerebral (AVC), o anúncio da sua morte foi dada pelo filho, Todd Fisher à TMZ, proferindo ainda que de momento "ela está com Carrie". Tinha 84 anos.

Para trás, a actriz e cantora deixa um legado inimitável de filmes tão bem-sucedidos nos períodos férteis de Hollywood. A sua prestação mais famosa foi em Singin' in the Rain (Serenata à Chuva, 1952), ao lado de Gene Kelly e Donald O'Connor, mas antes havia aventurado como secundária em filmes como The Daughter of Rosie O'Grady (A Filha de Rosie O'Grady, 1950) e Mr. Imperium (Proibido Amar, 1950).
Um ano depois do sucesso de Singin' in the Rain, volta a contracenar com Donald O' Connor em I Love Melvin (O Gosto do Rapaz). Ainda na década de 50, foram muitas as comédias românticas e musicais que Reynolds integrou, mas nenhuma delas ofuscou o sucesso que conhecera em 1952, mesmo que em 1955 tenha protagonizado um filme com Frank Sinatra, The Tender Trap.

Na década de 60, Hollywood encontrava-se numa certa decadência, perdendo a "passos" a sua inocência e ingenuidade. A actriz decide então reinventar, apostando em novos géneros como o western (The Second Time Around em 1962, How the West Was Won em 1962), a fantasia (Goodbye Charlie, de Vincent Minnelli, em 1964) e a cinebiografia (The Unsinkable Molly Brown, em 1964), o qual garantiu a sua primeira e única nomeação ao Óscar. Porém, a comédia continuava a ser a sua marca profissional, nesse mesmo período destaca-se o bem-sucedido Em Ponto de Rebuçado (How Sweet It Is?, 1968).
Na década seguinte e com o boom televisivo, Debbie Reynolds migrou do grande para o pequeno ecrã, encontrando espaço para a sua própria série - The Debbie Reynolds Show. E assim, a televisão tornou-se a sua sobrevivência, visto que os papéis no cinema eram cada vez mais escassos. Os seus últimos trabalhos no cinema foram com The Bodyguard (1994), The Mother (1996), Delírio em Las Vegas (1998) e One for the Money (2012).

Debbie Reynolds (1932 - 2016)
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