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17.5.15
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A realeza por detrás de uma relação!

 

Maïwenn é uma das realizadoras mais apreciadas em França e é normal que num Festival que tenta promover o papel das mulheres atrás da câmaras, deixar de lado um filme seu poderia ser considerado a mais pura das hipocrisias. Mon Roi, o seu novo filme depois do envolvente e realista Polisse, é um dramalhão que esboça o permanente abuso psicológico num relacionamento amoroso, tendo Vincent Cassel como o "meu rei" e Emmanuelle Bercot, colaboradora habitual de Maiween, como sua servente.

 

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Porém, antes de embarcamos num filme-activista que salienta a fragilidade das mulheres em grande parte dos relacionamentos abusivos, devemos louvar o facto de Mon Roi não vergar por esse estatuto de vítima. Mesmo que Cassel se comporte como um "sacana", e consiga levar todas as suas decisões avante neste compromisso amoroso, o filme fomenta as culpas na sua protagonista feminina, não somente no facto de expô-la como uma mártir sem reacção, mas também em criar na personagem Cassel uma espécie de servidão ao seu amor compulsivo. Maiween engendra um filme ambíguo que poderá levar a várias leituras quanto ao comportamento das suas personagens e acções, algo apenas possível devido aos desempenhos do par protagonista, inclusive um desempenho livre onde se sentem os improvisos de Vincent Cassel.

 

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Infelizmente este retrato é demasiado extenso na sua esquematização. A fraqueza das personagens secundárias e das "incontornáveis" referências à discriminação e confronto entre classes no território francês, são ingredientes que desmotivam o próprio ritmo da narrativa, e, para ser sincero, certos aspectos no comportamento do "casal maravilha" têm tendência em tornarem-se demasiado inadmissíveis. Maïwenn poderia ter construído um grande filme, mas o resultado está bastante longe da profunda análise dos vínculos amorosos que se esperava. Ficamos pelos actores e pelas intenções.

 

Filme visualizado na 68ª edição do Festival de Cannes

 

Real.: Maïwenn / Int.: Emmanuelle Bercot, Vincent Cassel, Louis Garrell

 

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Polisse (2011)

 

6/10

publicado por Hugo Gomes às 12:43
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