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6.10.14

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Num mundo dos mafiosos sob o signo cinematográfico!

 

O celebre barão da droga, Pablo Escobar, tem por fim a sua oportunidade de brilhar no cinema, incorporado por Benicio Del Toro, o secundário de luxo que se converteu num dos mais cobiçados protagonistas. Contudo, em Escobar: Paradise Lost a figura central não é homónimo Pablo Escobar e a sua eventual ascensão e queda, elementos que se faziam adivinhar numa cinebiografia, mas não, não estamos perante disso, mas sim algo aproximado do thriller de acção.

 

 

Na obra de Andrea Di Stefano (primeira realização depois de experiências como actor e argumentista), o colombiano é só somente um pretexto, um combustível para uma nova ficção. E é nessa mesma ficção que encontramos Josh Hutcherson, hoje estrela feita graças ao tremendo êxito do franchising The Hunger Games, que interpreta um personagem fantasma. Designação correcta para o efeito, porque supostamente a sua personagem é baseada numa fotografia e assim preenchida com especulações e muita romantização trágica - um canadiano surfista ao serviço de Pablo Escobar que acaba por integrar na sua longa família graças a um romance platónico (e tosco) com a mais querida sobrinha do traficante colombiano. A partir desta ideia, nasce um filme que tinha de tudo para ser provocador, mas que acaba por desenhar e confirmar a imagem quase cinematográfica e global que se têm dos colombianos.

 

 

Nem para o bem do seu enredo, Hutcherson serve como protagonista, sem carisma nem estofo para a condução dos momentos mais dramáticos da fita, ele é um inibidor de que de bom poderia ter este retrato ambíguo, rematado a três pancadas e despejado em um mundo vivido por estereótipos e sob um vácuo de ideias. Neste desastre que se poderia chamar de filme, Benicio Del Toro é o rei incontestável, construindo um Pablo Escobar com presença, mas demasiado preso às suas influências, um "embrião" de Don Corleone de The Godfather, de Mario Puzo.

 

 

Nem sequer as poucas aparições (visto este ser um filme sobre Escobar) salvam uma narrativa que evidencia sem preocupações em apelar às mais jovens audiências do que quem propriamente aqueles  que ansiavam descobrir ou redescobrir os signos por detrás de uma das marcantes e incontornáveis figuras dos nosso tempo. Eis uma oportunidade perdida.

 

Filme visualizado na 62ª edição do Festival de Cinema Internacional de San Sebastian

 

Real.: Andrea Di Stefano / Int.: Josh Hutcherson, Benicio Del Toro, Brady Corbet, Claudia Traisac

 

 

 

3/10

publicado por Hugo Gomes às 18:47
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