Era tudo menos um homem de “Brandos Costumes” ...

Morreu o ideólogo do Cinema Novo, o crítico convertido a cineasta e até à data um dos notórios do movimento que alterou para sempre a tradição cinematográfica portuguesa. Passou pelas publicações revistas Imagem, Seara Nova e o O Tempo e o Modo, enquanto escritor e pensador, dirigiu “Brandos Costumes” (a sua mais célebre produção), “Gestos e Fragmentos”, "Mal" e “Rapariga de Mão Morta”, esteve presente no coletivo “As Armas e o Povo”, viu um país em mudança, contudo, antecedeu-lhes à sua idealização. Portanto, não sejamos ingratos em reduzir-lhe a uma mera homenagem, e antes deixar um “obrigado” e consequentemente um “Vamos ter saudades tuas”.
Alberto Seixas Santos (1936 - 2016)