Terça-feira, 5 de Março de 2019

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Depois de uma “ausenciazita”, eis a compilação das minhas recentes críticas aos igualmente recentes filmes estreados.

 

Começo por embarcar em dois filmes com cheiro a award season, um deles conseguiu chegar ao objetivo máximo – os Óscars (tendo arrecadado o prémio de Atriz Secundária) – e o outro ficando de fora das nomeações. Ambos foram escritos para a Mag Sapo.

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If Beale Street Could Talk: “Em certa maneira, “Se Esta Rua Falasse” é um pequeno belo filme que nos contamina pela sua atmosfera e na sua densidade deposita-nos as suas alarmantes mensagens. Não nos coloca em cheque com o explícito ou o propagandístico que muitas obras tomam. Refere-nos, a nós como espectadores, seres sensíveis, por vezes inocentes na sua arte de amar.Ler crítica completa aqui

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Stan & Ollie: “Contudo, "Bucha & Estica" é um filme que nos causa uma empatia, mesmo fora desses arranjos automatizados. Porquê? Porque primeiro sentimos o carinho desta produção pelas figuras homenageadas, ao mesmo tempo que os atores tendem em atribuir “carne” a supostos bonecos, e o resultado, para além de química evidente, é este olhar biográfico e de certa forma analítico perante as pessoas fora das personas encarnadas.” Ler crítica completa aqui

 

Com as animações, totalmente CGI, passamos para o terceiro How to Train Your Dragon e o segundo The LEGO Movie. Ou seja, sequelas, sequelas everywhere …

 

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How To Train Your Dragon: The Hidden World: “Contudo, não devemos entrar nesta reflexão sobre exaustões como um dos defeitos aguçados deste How To Train’, até porque a nível visual, estamos lá na perfeição requisitada, enquanto que narrativamente tudo corre como planeado (falamos sobretudo dos lugares-comuns deste tipo de storytelling). Mas existe algo curioso nesta trilogia animada, uma virtude que encontramos parcialmente noutro invejável trio (em breve quarteto), Toy Story, o amadurecimento da intriga, assim como das suas personagens.Ler crítica completa

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The LEGO Movie: The Second Part: ““O Filme LEGO 2” é isso mesmo, o qual se adivinhava a léguas, um escapismo a servir de auxílio às propostas infanto-juvenis dos nossos cartazes. Falta-lhe o toque de autocrítica, aqui prevalecido numa imensidão de "gags" corriqueiros e numa maior dependência ao inventário da Warner Bros (“a Marvel não atende o telefone”, possivelmente a mais conseguida piada da produção). E essa ligeireza, não no tom propriamente dito, mas na astúcia que o sucesso 2014 afirmava de maneira invejável, é tida em consideração pelas próprias distribuidoras nacionais.Ler crítica completa no Mag Sapo

 

Joga-se no seguro e sem riscos; falha se nas piadas e no timing certo destas, existindo assim uma perda da noção das referências e, acima de tudo, da mensagem que tenta transmitir - novamente caindo no saturação do produto. Julgo que não existe muito mais para dizer. É um filme esquecível, onde o Everything is Awesome não é um slogan que valha. Phil Lord e Christopher Miller apenas se mantém como argumentistas, porém, os seus escritos parecem ser pouco compreendidos na automatização desta indústria.” Ler crítica completa no C7nema

 

Mas um dos grandes destaques nas nossas salas, é o mais recente trabalho de Jia Zhangke, novamente com Zhao Tao como protagonista.

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Ash is Purest White: “(…), novamente determinado na sua jornada, o cineasta cede a uma verdadeira utopia cinematográfica, frente a uma suposta distopia que encontraríamos na sua referida obra de 2015 [Mountains May Depart]. Nesse caldeirão de elementos, a sua câmara regista uma indiferença pelas diferentes nuances e tons. Se o metafórico se confunde com o realismo, a ficção com o documental, o heroísmo com o antagonismo ou o vitimismo com o belicoso, um poço leva-nos a uma mistela uniforme e unicolor, endereçado a uma espécie de “farinha do mesmo saco”.” Ler crítica completa

 

Agora em língua portuguesa, os textos sobre o A Portuguesa, de Rita Azevedo Gomes, que esteve presente no último Festival de Berlim e Imagens Proibidas, o novo filme de Hugo Diogo, o mesmo realizador de Os Marginais.

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A Portuguesa: “Pois … morta! Pois nada aqui vive; os atores são meros bonecos que respiram em prol de um júbilo não-partilhável, alvos a abater para que o cinema dos outros viva. Rita Azevedo Gomes faz um “filme para amigos”, porque nele encontramos as pisadas que os seus “amigos” fizeram e melhor, tendo especial atenção aos ecos deixados por João César Monteiro nos seus tempos de Silvestre ou da memória sempre invocada do épico à Manoel de Oliveira (os despojos de batalha a requisitar os quadrantes de 'Non', ou A Vã Glória de Mandar). São interpretações suas que não saem das ciências aplicadas e em A Portuguesa somos conduzidos sobretudo a uma alternativa a essa inexistência.” Ler crítica completa

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Imagens Proibidas: O artificialismo de uma trama que se afasta do miserabilismo identificável de outras obras, ou das tendências de configuração de uma “portugalidade” enquanto identidade coletiva, Imagens Proibidas é somente o Cinema fora do seu habitat, assim como fizera no ano passado Leviano (um fracasso curioso que merece mais a nossa atenção do que o nosso profundo desprezo). Por vias de tentar ser um Brisseau alfacinha, mais académico e pouco dado aos explícitos corporais e emocionais, cabe a nós explicar a Hugo Diogo que, por mais alma deposite a este projeto, este não vinga para além de um exemplar egocêntrico.Ler crítica completa

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:53
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