Data
Título
Take
29.9.14
29.9.14

Automata.jpg

O que sonha os andróides? Outra vez!

 

Basta os créditos que surgem no inicio da fita para se perceber o quanto original é Automata, neste caso a ausência desse mesmo tributo. Num futuro próximo, a Humanidade entrará em colapso, a Terra transforma-se num local inóspito, um vasto deserto em consequência das drásticas mudanças climáticas. Para conseguir garantir a sua sobrevivência foram concebidos os automatas, robôs serviçais e funcionais para todo o tipo de tarefas. Os ditos automatas estão programados com dois protocolos, o primeiro que os impede de magoar um ser humano ou outro tipo de ser vivo e, o segundo, que os isenta de auto-reconstrução e modificação. Bem, não é preciso avançar mais para se perceber que esta distopia de ficção cientifica irá terminar numa revolta tecnológica, ao estilo de Isaac Asimov, sabendo que as três leis robóticas foram aqui plagiadas sem as menores das preocupações.

 

 

Tendo produção espanhola e búlgara, Automata é a enésima revisão do conflito tecnológico, e o filosofar dos limites da inteligência artificial. Tal como acontecera com Transcendence, esta nova evasão da ficção cientifica foi pensado para o grande público e por isso deixamos à partida grandes reflexões sobre os temas expostos e partimos para os elementos visuais e estruturais. Gabe Ibáñez constrói um filme com demasiadas peças obsoletas, emprestadas de outros modelos (é incontornável as comparações com Blade Runner e Mad Max), e o resultado é somente um autêntico desperdício monetário. Demasiado rebuscado, até mesmo no seu próprio jogo industrial, Automata ainda é enfraquecido por um protagonista (Antonio Banderas) demasiado preso ao seu ego, pouco interessado em interagir com a premissa a si incumbida, e personagens secundárias sem relevância, descartáveis como "guardanapos de papel".

 

 

Se procuram assistir um filme incorporado no trabalho técnico e gráfico, Automata é a obra certa, mais interessante o seu "making of" do que a ideia em si. Quanto aqueles que anseiam por debates da dependência tecnológica e o derradeiro confronto entre maquina e carne, este não é certamente esse tipo de filme. Demasiado vazio para ser levado a sério.

 

Filme visualizado na 62ª edição do Festival de Cinema Internacional de San Sebastian

 

Real.: Gabe Ibánez / Int.: Antonio Banderas, Birgitte Hjort Sørensen, Dylan McDermott, Melanie Griffith, Robert Forster, Javier Bardem

 

 

Ver Também

Transcendence (2014)

 

4/10

publicado por Hugo Gomes às 18:16
link do post | comentar | partilhar

sobre mim
pesquisar
 
arquivos
2018:

 J F M A M J J A S O N D


2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


recentemente

Nadav Lapid estará no Cur...

A vida de Sammy Davis Jr....

Que caem as fronteiras en...

Pinar Toprak é compositor...

0%!! Gotti, filme de mafi...

Adrift (2018)

Eva (2018)

Primeiras imagens de «Won...

Arachnophobia terá remake...

Trailer: The Little Stran...

últ. comentários
Bel Ami: 3*A meu ver é fiel ao livro, gostei do qu...
Gritos 3: 5*Que filme excelente e fenomenal, adore...
Um dos meus favoritos 5*
Gritos 2: 5*Sidney, Dewey e Gale estão de regresso...
Para mim é um dos melhores estreados em 2018, amo ...
Takes
10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
0/10 - Nulidade
stats counter
HTML Hit Counter
counter
links
mais comentados
25 comentários
20 comentários
13 comentários
12511335_1084470088250815_732384524_o
subscrever feeds
SAPO Blogs