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27.6.18

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Soldados de Fronteira!

 

Com Denis Villeneuve de fora, sem Emily Blunt e Jóhann Jóhannsson (este último por motivos fatídicos), a sequela de Sicario avança entre nós com algum ceticismo. Contudo, vale a pena salientar que este Day of the Soldado segue o mesmo registo acinzentado do original. Sublinhando mais uma vez - demasiado cinzento – inclusive para os nossos dias, cuja consciência politica parece ter atingido tamanha sensibilidade.

 

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O italiano Stefano Sollima é o novo mestre do leme, trocando uma guerra, anteriormente a máfia “cefalópode” em Suburra e na série Gomorra por um outro palco bélico -  o verdadeiro confronto armado oriundo do outro lado da fronteira - aproveitando com beneficio toda a situação que se vive desta crise de migração ilegal mexicana e dos constantes escândalos fronteiriços da administração Trump. Mas vamos por partes quanto ao dito tom cinza neste prometido thriller de ação.

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A primeira sequência tem de tudo para agradar uma certa fantasia trumpista, os terroristas islâmicos vindos da rota dos bad hombres e toda a consciência de um perigo real que cerca a tão “agraciada” América. Sim, é uma pertinência de ideias políticas bastante à direita, ou republicana tendo contexto o universo politico norte-americano, é o mediatismo, o medo real ou irracional perante uma aproximação globalizada graças aos medias e a “cachoeira informativa” o qual deparamos constantemente. Através desse “cavalo de Tróia” que arrasa os valores democratas, Sicario circula para uma outra via, a da militarização, percorrendo os bastidores; um desencantado Doutor Estranho Amor que vai “contagiando” o medo maniqueísta criado até então. Os “heroicos” americanos convertem-se nos verdadeiros catalisadores, sob o desejo de um mundo aos seus pés e de uma guerra iminente, incentivada por interesses políticos.

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Sollima filma todo o percurso, uma não-discreta “invasão”, como se um filme de guerra tratasse, tão próximo daqueles exemplares decorridos no Golfo Pérsico ou das outras e inúmeras variações em solo árabes. Sim, já perceberam, Sicario é, em generalizada designação, um filme de guerra. O Soldado do titulo resume-se às soluções projetadas para um termino de um conflito imaginário, a Guerra como plano final como se materializa-se no popularizado provérbio de “combatendo o fogo com fogo”. O realizador responde com confiança ao lugar deixado por Villeneuve (digam o que dizer, Sicario era o seu melhor filme), de mão firme nas sequências de ação e dos muitos zenits filmados com a graciosidade dos drones (a inovação e a possibilidade destes mesmo planos graças a este tipo de tecnológica). A realização, é sim, adaptativa ao maneirismos do original, porém, falta-lhe o toque à Michael Mann que o filme de 2015 concretizava com aprumo (mais Mann que muitos filmes do próprio Mann, como verificamos na pertinente cena do trânsito), e à banda sonora da autoria de Hildur Guðnadóttir, a ferocidade monstruosa de Jóhann Jóhannsson.

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Day of the Soldado é assim uma continuação esforçada em acompanhar o ritmo estabelecido, tecendo as diferentes ideologias em prol de um realismo teorizado, impondo questões e nunca respostas substantificadas. Se o inicio é pura urticária a democratas, com os reflexos das últimas demências de Eastwood, já o final encontra essa consolidação politica, desde uma emotividade pedagógica que amolece as personagens, passando por momentos finais tenebrosos, negros e repescados a uma ambiguidade sem igual. Sollima passou o teste de Hollywood, é lúcido que baste e com isso mexe e remexe no argumento de Taylor Sheridan (que vem provando ser melhor guionista que realizador) com bravura e energia.

 

“So, you want to be a Sicario. Let’s talk about your future.”

 

Real.: Stefano Sollima / Int.: Benicio Del Toro, Josh Brolin, Isabela Moner, Catherine Keener, Jeffrey Donovan

 

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7/10
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publicado por Hugo Gomes às 17:10
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21.6.18

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Em consequência ao fracasso de Han Solo: Uma História Star Wars (que de momento roda os 350 milhões de dólares de bilheteira internacional, valores imensamente baixos para um filme da fasquia), a Disney / LucasFilm decidiram colocar os agendados spin-offs no “limbo”, possivelmente cancelando a sua produção. Com isto, os anunciados filmes sobre Obi-Wan, Boba Fett (que já contava com direção de James Mangold) Lando Calrissian e Yoda seguem para um indeterminado estado de espera.

 

A notícia seguiu do site Collider através de algumas “fontes” seguras, acrescentando que o estúdio focará na produção do Episódio IX, a ser desenvolvido por J.J. Abrams e na nova trilogia acordada por Rian Johnson o qual focará em novas personagens deste universo, o mesmo se aplica à nova série de filmes de David Benioff e D.B. Weiss, argumentistas de Game of Thrones.

 

Em relação a Han Solo e as razões do seu fracasso, avançam-se várias contrariedades, como o cansaço da saga Star Wars junto do público, críticas medianas, o mau hype devido aos problemas de rodagem (nomeadamente o despedimentos dos realizadores iniciais, Phil Lord e Chris Miller) e um mercado saturado de filmes orientados para um grupo demográfico semelhante, com obras como Avengers: Infinity War e Deadpool 2 a saírem vencedores.

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:02
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Todos lo Saben (Everybody Knows), o primeiro filme de língua espanhola do cineasta iraniano Asghar Farhadi (Uma Separação; O Passado; O Vendedor), terá exibição especial no 14º FEST, Festival de Novo Cinema e Novos Realizadores que decorre na cidade de Espinho desde o dia 18 de junho, prolongando até 25. O filme teve as honras de abrir a 71ª edição do Festival de Cannes e será projetado, esta sexta-feira (22/06) depois da planeada masterclass do realizador.

 

É de informar que esta sessão especial, a ter lugar no Auditório do Centro Multimeios de Espinho, é de acesso exclusivo a participantes do Training Ground, jornalistas e convidados.

 

Protagonizado por Penélope Cruz e Javier Bardem, este thriller dramático acompanha Laura, uma mulher que viaja com a sua família de Buenos Aires para Espanha. Mas o que iria ser uma celebração acaba por se tornar num pesadelo e na revelação de segredos que poderão colocar em causa toda a família. Ricardo Darin, Inma Cuesta, Carla Campra e Bárbara Lennie compõe o resto do elenco.

 

Vale a pena referir que este projeto inicialmente teria o selo da El Deseo, de Pedro e de Agustín Almodóvar, mas a empresa abandonou a produção.

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:23
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20.6.18

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Um novo “Rat Pack”!

 

Não é o regresso do cinema clássico, é o regresso do cinema com “classe”, aquele que é tão dependente do star system. Em tempos em que tal sistema de famas e fogueiras das vaidades parece ter desvanecido perante um novo género de espectadores (muitos deles ligados ao “culto da televisão” e ao “universo geek”), a temática Ocean’s continua a soar como convite a tais caprichos e caprichados de Hollywood.

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Se nos anos 60 era o Rat Pack (Sinatra, Martin e Davis Jr.), na entrada do novo milénio - sob a “mão” de Steven Soderbergh - surgiu a passerelle de “nomes garrafais de cartaz”, que ia desde George Clooney a Brad Pitt passando por Andy Garcia e Julia Roberts. O sucesso foi momentâneo, as estrelas e as suas cintilações geraram duas sequelas, todas elas com um obstáculo em vista, construir o elenco mais luxuoso. Sem Soderbegh … e é pena … chega-nos esta sidequel / spin-off do legado de Danny Ocean (para quem desconhece era a personagem de Frank Sinatra e posteriormente George Clooney). Aliás, inverteu-se o tal star system, visto que não encontramos aqui galãs, deparamos sim com elas, as madames do crime. Sandra Bullock, obviamente, como a atriz mais rentável e amada por aquelas bandas de indústria cinematográfica, é a líder, a descendente do classy style de George Clooney, atrás dela outras correspondentes com o seu quê de fandom. Cate Blanchett, Anne Hathaway, Helena Bonham Carter e Rihanna (novamente servida de papel de parede) são as lacaias deste heist movie com todo o pingarelho de chico-espertice que merecemos.

 

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Gary Ross maneja esta constelação através do mimetizar dos rastos deixados por Steven Soderbergh (aqui presente como produtor), e se por vezes acerta na mouche em relação ao humor e ao tom pretendido (o novamente elegante e vistoso), falha em nunca conseguir engrenar num dos melhores truques do seu ‘mestre’, criar entretenimento através da astúcia. Ocean’s 8 funciona sob desmiolados moldes, excretados num campo de minas dos lugares comuns do subgénero, porém, falta-lhe a afirmação de querer ser … pelo menos … ‘esperto’. Ao invés disso, padroniza o espectador dando a desculpa de filme estival. Contudo, gostaríamos de alertar, sabendo que existe um certo receio (ou diríamos antes preconceito) em apropriações no feminino. Se são ‘desses’, acreditem na nossa palavra: este “jogo de damas” é bem mais digno que o anterior Ghostbusters e as suas piadas vaginais.

 

Real.: Gary Ross / Int.: Sandra Bullock, Cate Blanchett, Anne Hathaway, Mindy Kaling, Sarah Paulson, Awkwafina, Helena Bonham Carter, Rihanna, Elliott Gould, James Corden

 

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5/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:20
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19.6.18

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O realizador israelita Nadav Lapid estará em foco na 26.ª edição do festival Curtas Vila do Conde, a decorrer entre 14 a 22 de julho. A organização anunciou que Lapid estará presente no festival, assim como num debate a decorrer Teatro Municipal de Vila do Conde, que se encontra integrado na 3.ª edição do Workshop de Crítica de Cinema, também este promovido pelo festival.

 

Recordamos que o realizador é uma personalidade querida neste evento, tendo em 2016 vencido a Competição Internacional com a curta-metragem From the Diary of a Wedding Photographer, obra que foi descrita como um “retrato sombrio e satírico de um fotógrafo de casamento”.

 

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A programação completa será revelado no dia 26 deste mês, por enquanto sabe-se que Diamantino, o filme de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt que venceu a 57ª edição da Semana da Crítica do Festival de Cannes, terá as honras de abrir esta nova edição.

 

Enquanto isso, o último trabalho de Yann Gonzalez, Un couteau dans le coeur (2018), também estreado no Festival de Cannes, será também apresentado. O realizador estará presente e terá carta branca no certame, materializada numa louca sessão de meia-noite, composta por filmes vanguardistas e algumas raridades, apresentada pelo próprio. Depressive Cop (2016), de Bertrand Mandico; Tout ce dont je me souviens (1969), de Christian Boltanski; The Cat Lady (1969), de Tom Chomont; Dellamorte Dellamorte Dellamore (2000), de David Matarasso; Jungle Island (1967), de Jack Smith; são algumas das escolhas do cineasta.

 

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A Paramount Pictures irá avançar com uma cinebiografia de Sammy Davis Jr., cantor e membro do famoso Rat Pack, grupo o qual pertenciam Frank Sinatra e Dean Martin. O filme, ainda sem realizador e estrela, contará com produção do cantor Lionel Richie, Lorenzo di Bonaventura e Mike Menchel e terá como base o livro biográfico Yes I Can: The Story of Sammy Davis, Jr. de Jane e Burt Boyar.

 

Sammy Davis, Jr (1925 – 1990) para além da música, foi também, quer no cinema, quer na televisão onde tornou-se o primeiro afro-americano a ter um programa próprio – The Sammy Davis Jr Show - e até no teatro tendo sido protagonista de uma peça da Broadway.

 

Foi financiador de imensas causas sociais, porém, também fora uma figura de controvérsia, o qual muitas críticas foram-lhe direcionadas grande parte devido a um abraço dado ao Presidente Richard Nixon em 1970. Tornou-se também um dos grandes amigos de Elvis Presley.

 

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18.6.18

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publicado por Hugo Gomes às 14:35
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17.6.18

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Pinar Toprak será a compositora musical do filme-a-solo de Captain Marvel, tornando-se assim na primeira mulher responsável de uma banda sonora no Universo Cinematográfico da Marvel. Contudo, esta não será a sua primeira vez a contribuir musicalmente no subgénero de super-heróis, Pinar Tropak trabalhou ao lado de Danny Elfman em Justice League, assim como é responsável pela banda sonora da série Krypton, a prequela televisa de Super-Homem.

 

Recordamos que Captain Marvel será protagonizado pela galardoada atriz Brie Larson (Room, Kong: Skull Island), e dirigido pela dupla Anna Boden e Ryan Fleck, que estiveram por detrás de obras como Half Nelson e Mississipi Grind (A Febre do Mississípi). Jude Law, Ben Mendelsohn, Gemma Chan, Lee Pace, Samuel L. Jackson, Djimon Hounsou, Clark Gregg e Annette Bening completam o elenco.

 

Com um argumento da autoria de Meg LeFauve (Inside Out) e Nicole Perlman (Guardians of the Galaxy), o filme seguirá uma piloto da Força Aérea, Carol Danvers, que adquire dotes sobre-humanos após o contacto com tecnologia alienígena. Decidida a combater o crime e defender o seu planeta, ela torna-se a Captain Marvel.

 

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Vale a pena salientar que Captain Marvel, criado em 1967, era inicialmente um personagem masculino, uma resposta da editora ao rival Super-Homem da DC Comics, visto que ambos eram alienígena a tentarem adaptar ao planeta Terra. Carol Danvers, que fez a sua estreia em 1968, era descrita como o interesse amoroso do herói, mas as ideia do criador era de a converter numa super-heroína, visto que existia uma escassez nessa temática.

 

No inicio dos anos 70, estava agendado a primeira aventura a solo da personagem, o que não aconteceu em consequência dos executivos que acreditavam que a fabricação de super-heroínas era dispendioso e pouco rentável. Mas no final da década, Carol Danvers conseguiu a sua pessoal jornada heroica sob o título de Ms. Marvel, integrou também as equipas sobre-humanas, The Avengers: Os Vingadores e X:Men. Em 1982, o original Captain Marvel morre e Mrs. Marvel assume o seu legado.

 

O filme tem estreia para março de 2019.

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:57
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16.6.18

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Com estreia limitada nos EUA, a biopic Gotti, projeto onde John Travolta assume o papel do mafioso John Gotti, recebeu a pontuação 0% de críticas positivas no site agregador Rotten Tomatoes (contando com 20 críticas agregadas).

 

Esta não é a primeira vez que um filme obtêm tal número no site, porém, é surpreendente tendo em conta a ambição do projeto que foi levado com carinho pela sua estrela, que para além de atuar produz. É de recordar que Gotti esteve integrado na programação do Festival Cannes, mas com visionamentos discretos e fora das projeções do Palais du Festival (pavilhão onde decorre a Seleção Oficial). Para além disso, possuía inicialmente a sua data de estreia para o final de 2017, no calor da chamada award season (temporada dos prémios), pelo que o seu lançamento foi adiado a poucos dias da première.

 

A crítica norte-americana tem apontada para uma incoerência narrativa, assim como a sua inexistente ousadia de sair dos modelos do cinema mobster (crime organizado). Em relação à atuação, o consenso considera esforço o empenho de John Travolta, mas incapaz resgatar o filme do iminente desastre.

 

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Gotti assume-se como uma cinebiografia da homónima figura, líder da família Gambino, uma das principais associações criminosas na cidade de Nova Iorque. Depois de ter sido detido, Gotti foi absolvido em três julgamentos, tendo por fim, sido condenado a prisão perpétua em 1992. Ele acabaria por morrer na cadeia em 2002, devido a um cancro.

 

A própria esposa de Travolta, Kelly Preston, interpreta a mulher do gangster, Victoria Gotti. Kevin Connolly (Tudo a Perder) é o realizador.

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:57
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13.6.18
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À Deriva em Hollywood …

 

Baltasar Kormákur parece ter adquirido o gosto pela sobrevivência sob o carimbo de factos verídicos. Provavelmente envolvido em formulas de sucesso, o islandês que tem partido para terras de Hollywood em busca de um lugar seu, optou pela porta grande do facilitismo como mão-de-obra barata. Perante os buddy cop movies e thrillers de ação, Everest foi das suas grandes conquistas de bilheteiras, sendo que tal modelo parece replicado neste Adrift, a viagem de sonho que se revela num autentico episódio de superação humana. Contudo, há que salientar que neste seu novo filme, em comparação com a expedição ao ponto mais alto do globo (em contraste com a travessia do maior oceano, prova que Kormákur é atraído pela dimensão do obstáculo), o resultado é mais afável e em certa maneira modesto.

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Trazendo à tona a dupla Shailene Woodley e Sam Claflin, o par romântico experimental cuja a química é inexistente, Adrift deriva entre o romance sparkeano e o thriller de cerco cujos lugares-comuns estão em voga, isto se não fosse o memorando “inspirado na história de uma sobrevivente real”. Contudo, o filme joga em compensação dos seus próprios fracassos, ou seja, temos a nosso dispor um romance sem fogo de vista que mendiga pela atenção do espectador assumindo como encadeado flashback em jeito de ferramenta de compreensão (de forma a atribuir coerência a um eventual plot twist), e como brinde uma Shailene Woodley que tenta impedir o esperado naufrágio.

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Sim, a tragédia parece evitada, a atriz que brilha alto na minissérie Big Little Lies (para desamarrar das incursões juvenis) esforça-se fisicamente em atribuir veracidade a uma personagem condenada ao artificialismo. Por sua vez, Clafin, sempre carismático em projetos anteriores, diríamos, é um corpo morto em todo este trajeto ao sabor das ondas. Assim, são as filmagens em alto-mar, os jogos do costume que engrossam o nosso manual de sobrevivências e o fachada antes-créditos que nos relembra o quão “verdadeiro” foi todo esta (des)ventura. Adrift é meramente um produto passageiro, seguindo rota por correntes navegadas, deslumbrando o horizonte longinquamente escasso da criatividade dramática. Romances destes e sobrevivência destas existem ao pontapé.

 

Real.: Baltasar Kormákur / Int.: Shailene Woodley, Sam Claflin, Grace Palmer

 

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4/10
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publicado por Hugo Gomes às 20:12
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13.6.18

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No Cinema, Eva nunca foi nome de anjo!

 

Se é bem verdade que a Benoît Jacquot atribuímos a força das suas propostas acima do resultado, que revela-se na maior parte das vezes passivo, para Eva implicaria uma maior agressividade, o que acaba por nunca acontecer, visto que o propósito deste conto de luxuria e fantasias de farsante é o fascínio.

 

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E de onde vem esse fascínio? Na atriz, Isabelle Huppert, transformada numa persona acorrentada aos maneirismos reconhecidos da sua longa carreira, a mulher que o Cinema sonha e neste caso a fantasia sexual de qualquer homem empenhado. Da mesma forma que a personagem de Gaspard Ulliel absorve desta sua convivência com Huppert, a Eva do título para ser mais preciso (uma musa para a sua criação dramaturga somente planeada e projetada por vias de uma emotividade composta pelo tabu), Benoît Jacquot manipula o espectador a sentir a fenomenologia neste meta-enredo. Aliás, todos nós somos deslumbrados pela sua figura, até mesmo quando Huppert se torna somente Huppert, a mulher acima de qualquer homem.

 

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Nesse sentido, o filme inteira-se nessa mesma “proeza” e o realizador revela-se esforçado em atribuir a todas estes “crimes e escapadelas” uma natureza psicológica, algures entre o desejo e a obsessão, eficazmente cedendo à falsa perspetiva masculina (nota-se aqui palco para a dominância "hupperteana"). Mas Eva [o filme] tende a ceder na ideias esgotadas, assim encara o realizador perante o seu material, perdendo numa corrida contra ao tempo para o desfecho idealizado. Evidencia-se um desleixo técnico e narrativo nas proximidades do terceiro ato - deixando-se levar pela força do terceiro grau (o equivalente teatral) - o loop que nos guia à queda do protagonista em distorcido reflexo para com as primeiras cenas, a intro forçada no pecado do disfarce.

 

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Desaproveita-se o potencial da intriga, deixa-se à mercê o potencial da atriz Julia Roy (que trabalhou com maior afinco com Jacquot no anterior À Jamais) e desconeta-se a potência do desejo proposto. Assim, regressando ao primeiro ponto de partida, como manda a lei do terceiro grau, a proposta é sempre mais interessante que o todo. No final, caímos no universo teatral em jeito Almeida Garrett: “Quem é? Ninguém!”

 

Real.: Benoît Jacquot  / Int.: Isabelle Huppert, Gaspard Ulliel, Julia Roy

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5/10
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publicado por Hugo Gomes às 19:59
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Foi revelado as primeiras imagens da sequela de Wonder Woman (A Mulher Maravilha), novamente sob a direção de Patty Jenkins. Esta continuação das aventuras da heroína da DC Comics decorrerá na década de 80.

 

Nelas é possível confirmar o regresso de Chris Pine ao elenco, o que desconhece é se este será um inesperado retorno da anterior personagem Steve Trevor ou, como tem sido teorizado, um possível descendente.

 

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Recordamos que Kristen Wiig será a vilã, Cheetah, uma mulher-leopardo que tem como principais habilidades, força sobre-humana e extrema agilidade. A personagem é hoje tida como a grande arqui-inimiga de Diane Prince, aqui novamente interpretada por Gal Gadot.

 

O filme tem estreia prevista para novembro de 2019.

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:44
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12.6.18

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Segundo a Deadline, Arachnophobia (Aracnofobia) poderá regressar aos cinemas. A comédia de terror de 1990 terá nova versão graças a James Wan, responsável pelos êxitos de Saw e The Conjuring- A Evocação, que se assumirá como produtor em da sua empresa Atomic Monster. De momento, não existe previsão de estreia.

 

Recordamos que Arachnophobia, dirigido por Frank Marshall (Congo), remete-nos a uma espécie de aranha assassina da América do Sul que é acidentalmente levado para os EUA onde começa a matar e a reproduzir. Tendo concretizado 50 milhões de dólares nas bilheteiras norte-americanas, o filme tornou-se culto muito derivado às transmissões televisivas e aos videoclubes.

 

John Goodman e Jeff Daniels eram os protagonistas.

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:40
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11.6.18

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Foi divulgado o trailer de The Little Stranger, o novo filme de Lenny Abrahamson, realizador do galardoado Room (Quarto) e Frank. Baseado numa novela de Sarah Waters, a obra segue um médico de província que é chamado caso de demência, porém, o que encontra é algo mais sombrio que a própria medicina.

 

Domhnall Gleeson, Ruth Wilson, Charlotte Rampling e Will Poulter são os protagonistas deste novo conto de assombrações com estreia prevista para agosto, nos cinemas portugueses.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:18
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10.6.18

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Depois de La La Land, Ryan Gosling regressará às ordens do realizador Damien Chazelle com First Man. O ator encarnará o astronauta Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar a Lua.

 

Inspirado no livro biográfico de James R. Hansen, este filme com vista para a próxima award season (estreia prevista para outubro nos EUA), focará na missão, assim como na vida pessoal do homem que certo dia aclamou “um pequeno passo para um homem, o grande passo para a Humanidade”. Claire Foy, atriz que se destacará este ano como Lisbeth Salander no novo filme da saga Millennium (The Girl in the Spider's Web), será a mulher do explorador, Janet Armstrong.

 

Kyle Chandler, Pablo Schreiber, Jason Clarke, Ciarán Hinds, Corey Stoll, Christopher Abbott e Lukas Haas completam o elenco.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:52
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7.6.18

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Foi divulgado o trailer do novo capítulo da saga Millennium, The Girl in the Spider's Web (A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha).

 

No filme, Claire Foy (da série The Crown) é Lisbeth Salander, Sylvia Hoeks (Blade Runner 2049) a sua irmã gémea, e Sverrir Gudnason (Borg/McEnroe) o famoso jornalista Mikael Blomkvist. Claes Bang, mais conhecido por The Square (O Quadrado), é o vilão. Vicky Krieps (Linha Fantasma) também faz parte do elenco. Este novo filme será lançado nos cinemas em novembro com Fede Alvarez (Don’t Breathe) como realizador.

 

Em A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha,  o quarto livro da saga Millennium e o primeiro que não foi escrito pelo criador da saga, Stieg Larsson, a hacker Lisbeth Salander e o jornalista de investigação Mikael Blomkvist são apanhados no centro de um emaranhado de espiões, criminosos cibernéticos e governos corruptos.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:29
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Salvar ou não salvar?

 

Life finds a way”, já dizia Jeff Goldblum na pele do Dr. Ian Malcolm quando deparava-se com os sonhos iludidos de um magnata que certo dia criou um parque de bestas jurássicas. Contudo, passados 25 anos desde o grande sucesso de Spielberg (aqui presente como produtor executivo), a adaptação do livro de Michael Crichton, o franchise equivocamente criado não parece encontrar o seu “dito” caminho.

 

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A extinção é iminente e J.A. Bayona (sim, o realizador de El Orfanato), o nosso novo condutor desta ida e volta ao parque cinematográfico mais famoso, está consciente nessa bifurcação: “evolução” ou erradicação em massa? De facto, as primeiras sequências revelam um conhecimento pela matéria original, muito mais no que refere ao “suspense” spielbergeano que a versão de ’93 continha … e muito. Depois disso, é uma jogada às referências, aos easters eggs e às memórias cinéfilas dessa aventura passada. Mas é aí que este Fallen Kingdom nos trai e surge Jeff Goldblum novamente revestido em tamanho ceticismo lançando a derradeira questão das questões: face a uma prevista extinção, deveremos salvar estes “dinossauros”, que não são mais que frutos de experiências genéticas?

 

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Bayona, incentivado por um ocasionalmente astuto argumento de Colin Trevorrow e Derek Connolly, coloca-nos num estilo aventureiro sob o pretexto de um “macguffin” vivo (ou diríamos antes digital). É preciso recolher as espécies neo/pré-históricas que povoam livremente a Ilha Nublar, esta, ameaçada por uma erupção catastrófica. Os “nossos heróis” inserem-se então no enredo como os únicos capazes de rastrear o último espécime de Raptor, que a personagem de Chris Pratt (que regressa ao registo) tão bem conhece.

 

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Obviamente que todo este dino-cataclismo encafuado na ilha que persegue o franchise remete-nos a um prolongado déjà vu, mas só vamos a meio do segundo ato quando Bayona comete a proeza do “reino caído”. A escolha do realizador espanhol neste projeto não foi mero acaso. Como havia provado nas suas últimas incursões, nomeadamente Monster’s Call, Bayona apropria-se da tecnologia (e aqui do legado encarregue) para incidir-se na emoção da perda. Uma perda com claras mensagens ambientalistas, porém, subliminarmente audaz na destruição de uma iconografia, de um “não-lugar” cinéfilo reduzido a cinzas. É previsível que fãs lacrimejam perante a perda daquele pedaço de memória cinematográfica (o primeiro dinossauro do parque é o último), entregue aos novos tempos sem indícios de readaptação. Salvar ou não salvar? Eis a questão. Jeff Golblum bem nos avisou e foi para o nosso bem. Todavia, como havíamos dito, só estamos ainda no segundo ato, o filme ainda tem muito que “correr” e Bayona terá mais uma prova para a sua aparente “audácia” (mas já lá vamos!).

 

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Fallen Kingdom abandona o seu template de “filme de aventuras” para espalhar-se ao comprido em mais “cantigas” genéticas e pedagogias antimilitares. Perdoando esses marcos que já viraram lugares-comuns, o realizador é desafiado – como revitalizar o interesse do espectador após o FIM daquilo que conhecemos? A resposta, seguindo à risca as lições deixadas por Spielberg em ’93 e clarificando as experiências vividas por El Orfanato. Ou seja, transformar um espaço limitado num palco para um novo jogo do "gato e rato”. Bayona emana novamente o seu terror, o suspense de pacotilha que preenche e faz uso dos espaços cénicos, assim como as sombras inerentes, reflexos e luz, instalando-se na competência do seu serviço.

 

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Após “caída” a perseguição que ocupou tempo (em demasia) num terceiro ato em desenvolvimento, a prova do FIM daquilo que nós conhecemos retorna. O fantasma de Jeff Golblum nos conscientiza para o estendido dilema, este que nos levará, não somente à resolução do debate invocado desde os “primórdios” do filme, como à extinção do franchise. Salvar ou não salvar?

 

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Sabendo que vivemos numa indústria governada por Marvels e Star Wars, imaginamos claramente o fim pressuposto. Como tal, o “fantasma do Natal passado”, sim, Golblum, quem mais, lança a sua profecia: “Welcome to the Jurassic World”. Ou seja, chegamos a um novo ciclo, onde a extinção vira regeneração. Pena o filme não ter tido a total audácia de seguir o primeiro ponto.

 

Real.: J.A. Bayona / Int.: Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Jeff Goldblum, James Cromwell, Toby Jones, Justice Smith, B. D. Wong, Ted Levine, Rafe Spall

 

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5/10
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publicado por Hugo Gomes às 14:18
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6.6.18

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Por ocasião da retrospetiva na Cinemateca Francesa, o realizador Brian De Palma falou a vários órgãos da comunicação social francesa sobre os seus projetos, inclusive o guião em torno do caso Harvey Weinsten que está a escrever, assim como a sua carreira e visão sobre a indústria de cinema.

 

Numa conversa com a publicação Le Point, o célebre realizador de Carrie e Scarface respondeu ao jornalista após este referir David Fincher e Steven Soderbergh como “realizadores fortemente visuais”.

 

Steven Soderbergh, um realizador visual? Só podes estar a brincar? Dê-me um exemplo de uma grande cena visualmente memorável [de Soderbergh] ou uma sequência silenciosa baseada na encenação ... Eu vi um episódio de 'The Knick' e não há nada que me impressionou visualmente."

 

Recordamos ainda, que com os seus 77 anos, Brian De Palma finalizou o seu novo trabalho, Domino, um filme sobre terrorismo, rodado na Dinamarca, Bélgica e Espanha, e ainda revelou o facto de estar a trabalhar num romance 'Are Snakes Necessary?' (Les serpents sont-ils nécessaires ?), escrito em parceria com Susan Lehman.

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:21
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Em entrevista ao CineNando, em promoção ao seu filme The Man Who Killed Don Quixote, Terry Gilliam demonstrou a sua indignação em relação aos filmes de super-heróis que dominam a indústria atual.

 

Eu odeio super-heróis. É parvoíce. Vá lá, cresçam! Nós não vamos ser adolescentes para o resto da vida. É bom sonhar com grandes poderes. Super-heróis são todos eles sobre poder. Isso é o que eu não gosto. Eles precisam vencer os outros super-heróis poderosos. Vamos lá, um pouco de paz, amor e compreensão é o que precisamos."

 

Na mesma entrevista, o realizador ainda guardou algumas palavras sobre os movimentos #MeToo e Time's Up, que entram em contradição do que foi dito em março deste ano. Recordamos que o realizador anteriormente considerou que ambos os movimentos "tornaram-se simplistas" e criaram "um mundo de vítimas". Contudo, para a CineNando, a afirmação foi a seguinte:

 

Tudo o que está a acontecer faz parte do processo de levar todo mundo até: ‘Tudo bem, as portas estão abertas para todos´. Agora é a tua escolha de passar por essas portas ou não. E algumas dessas portas são muito difíceis de passar. Mas acho que o mundo de agora é aquele que tu podes fazer o que quiser, mas para isso terá que acreditar no que queres e como tal tens que trabalhar para isso,

 

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Vale a pena recordar que foram precisos mais de 25 anos para completar The Man Who Killed Don Quixote. Com Jonathan Pryce, Adam Driver, Olga Kurylenko, Joana Ribeiro e Stellan Skarsgard no elenco, o filme segue um homem arrogante que retorna à aldeia onde filmou a sua adaptação cinematográfica de Don Quixote. Quando ele chega ao local, descobre o terrível efeito que o seu projeto estudantil teve na cidade, levando-o numa aventura improvável.

 

O filme teve as honras de encerrar a 71ª edição do Festival de Cannes.

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:42
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5.6.18

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Foi divulgado o primeiro trailer de Bumblebee, o spin-off da saga Transformers. Hailee Steinfeld, Stephen Schenider, John Cena, Jorge Lendeborg Jr., Jason Drucker e Kenneth Choi compõem o elenco.

 

O filme, baseado na personagem que esteve presente em todos os filmes da franquia Transformers, marcará a estreia do CEO da Laika e responsável por Kubo e as Duas Cordas (2016), Travis Knight, na realização de filmes em imagem real. Michael Bay, Lorenzo di Bonaventura e Steven Spielberg são os produtores deste projeto, cujo argumento é da autoria de Christina Hudson.

 

Bumblebee chegará aos cinemas portugueses em dezembro deste ano.

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:30
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