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Cinematograficamente Falando ...

Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

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Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

RHI: Revolution Hope Imagination 2019 - o VOD assassino?

Hugo Gomes, 05.09.19

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Pessoal interessado!

 

No dia 15 de setembro integrarei o debate «Did Video On Demand (Vod) Killed Cinema?» para a iniciativa RHI: Revolution Hope Imagination, considerado o maior evento realizado em Portugal na área das artes e da cultura. O meu painel acontecerá no Centro Cultural de Belém pelas 15h00. 

Apareçam!

 

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Dor e Glória, o mapa para a alma de Almodóvar

Hugo Gomes, 04.09.19

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"Antonio Banderas (que, vamos ser sinceros, é ator de quem não se espera muito) é injetado com uma dose de personificação, camuflando-se com as vestimentas "almodovarianas", desde o melancolismo de fácil resolução até ao seu encantamento pelo percurso e indústria cinematográfica. Mas desenganem-se se julgam que “Dor e Glória” é um suposto filme de ator. Pelo contrário, é um pacto que se revê pelos códigos deste cinema … e para saber mais, basta ler novamente o título." Ler crítica completa no Sapo Mag

 

"Conhecimento, maturidade e experiência, três elementos todos interligados e quase diluídos que formam uma obra culminar. Pedro Almodóvar teve que tropeçar para voltar ao carris e fá-lo sob um sabor de saudade." Ler crítica completa no C7nema

 

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It: Chapter Two: integrar o terror à grande indústria com "palhaçadas"

Hugo Gomes, 04.09.19

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"Tudo decorre com o menor esforço de inovação, confundindo complexidade com saturação e ainda (imperdoável) abuso dos efeitos especiais, que vem substituir não só a criação de “novas criaturas” (tão artificiais que até dói) como o próprio fundamento do sector de caracterização e maquilhagem. Por outras palavras, o artificialismo tecnológico é uma analogia ao quanto farsola e este segundo capítulo deixa o espectador anestesiado para o climax final (acabamos por citar a “running gag” do personagem-escritor: “ninguém gosta do final”)." Ler crítica completa aqui.

 

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«Come and See»: quando os "sussurros" dos caídos perseguem

Hugo Gomes, 29.08.19

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"Os judeus criaram uma palavra para caracterizar o genocídio do seu povo - Shoah (Holocausto). Para os bielorrussos, possivelmente Idi i Smotri [título original do filme] seja a expressão perfeita." Ler texto completo no C7nema.net

 

"A desumanidade contamina qualquer imagem: “Vê e Vem” é, em toda a sua inglória, um filme produzido com um tenebroso gesto de revolta, pesar e repudia ideológica. Mas Klimov tece-o sem acórdãos descarados da propaganda, ruminando uma reprimida emoção, um "fardo" que pretende carregar colocando em risco a sua narrativa e o seu protagonista, o inocente que se metamorfoseia em frente aos nossos olhos." Ler texto completo no Sapo MAG

 

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Duelo ao som-do-sol!

Hugo Gomes, 29.08.19

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Podemos apelidá-lo de “tearjerker” de segunda categoria, um melodrama que se empoleira de bico de pés perante o selo qualitativo oriundo dos grandes estúdios, orquestrado (melhor palavra aqui) pelo mais “lacrimejante” dos realizadores da Hollywood clássica, Frank Borzage, mas existe nele um momento perfeitamente divinal.

 

Falo de I’Ve Always Loved You (1946), um à primeira vista romance entre mestre e discípula orientado no mundo da música clássica, porém, o filme é mais que isso, é um conto de superação profissional e de género (mesmo que nesta questão haja nele um lençol de conservadorismo) em que as personagens se relacionam com a música como uma linguagem emocional distinta.

 

A genialidade encontra-se no confronto entre Myra (Catherine McLeod), a aprendiz, e o “grande” maestro Goronoff (Philip Dorn), ocorrido no Carnegie Hall, Nova Iorque. Aqui sob o olhar atento de um público que reconhece a rivalidade descortinada na performance musical, Myra tenta brilhar através das suas proezas no piano enquanto Goronoff a sabota perante uma orquestra submissa à sua enfurecida batuta. O momento prolonga-se, a música ecoa pela grande sala de espéctaculos oscilando entre a doce melodia até ao rompante uníssono, os olhares entre os dois competidores cruzam-se de lés-a-lés, os pensamentos de Myra sufocam a cadência enquanto os gestos agressivos e assertivos de Goronoff solicitam por mais um round.

 

É como um combate de boxe, aliás, nunca se vira o glamoroso Carnage Hall transformado num ringue entre dois pugilistas - o underdog promissor contra o convicto campeão - o entretenimento de aristocratas assumindo-se no “desporto de brutos”. Não vira tal transladação semiótica desta maneira, não até surgir entre nós Whiplash de Chazelle, também ele o embate entre mestre/aluno, maestro e “trovador”.


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O pão de cada dia obriga a um esforço constante

Hugo Gomes, 20.03.19

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A oportunidade de assistir à versão longa de um dos filmes cruciais da carreira de Manoel de Oliveira é uma experiência única. Digo crucial, porque apesar de não ser o seu filme mais mencionado, nem sequer está nos 10 primeiros, foi um impulsor para uma mudança na sua visão de Cinema.


Escrevi alguns pensamentos sobre este filme, que na altura foi uma encomenda da FNIM (Federação Nacional de Industriais de Moagem), que mesmo não sendo de todo grandioso, existe alguma grandiosidade na sua natureza.


"O Pão segue a jornada de fabrico de tal suplemento "divino", e simultaneamente em paralelo com todos os quais o destino se cruza nesta manufaturação, desde os jovens camponeses que proclamam os votos matrimoniais até ao trabalho árduo no campo, passando pela sua distribuição e os diferentes destinatários, sejam eles o guloso da pastelaria, ou a criança de rua pronta a saciar a fome. O pão de cada dia, assim como é lembrado no início do filme, o divino e a divindade juntos para reforçar a vida de uma Pátria. Claramente, a obra de Oliveira apresenta-se como um objeto de fascínio do regime de época, carregando nas vontades leccionadas por Salazar: a Família acima de tudo, Deus acima de nós e o Pão como elo que interliga os imortais e mortais. É um imagem sacra, do trabalho exaustivo e ininterrupto para a conceção de tal herança. O português a ser escravo do Pão, ao invés do oposto." Ler texto completo aqui

 

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Critica - "Nós" não ficamos convencidos!

Hugo Gomes, 20.03.19

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Era um dos filmes mais esperados do ano. A segunda longa-metragem de Jordan Peele, Us, promete reviver o conflito social dos EUA numa distopia de horror. Escrevi sobre o filme quer no Mag.Sapo, quer no C7nema.


"Tristemente, Jordan Peele faz um filme industrial no sentido mais prostituto possível. Mas até mesmo nessa industrialidade (esperemos que seja só uma fase), encontramos em "Nós" um palco performativo exclusivo para Lupita Nyong'o (o seu melhor trabalho desde sempre, para lá de "12 Anos Escravo", que lhe valeu um Óscar) e um senso de afirmação de um futuro autor (tendo em conta muitos dos seus gestos, aponta-se como um futuro Hitchcock)." Ler crítica completa no Mag.Sapo


"As evidências são claras, Peele cede ao seu intelecto cinéfilo que recita todo um contingente de obras à mão. Nada contra às referências, mas ao incuti-las como brindes perante a inaptidão de um enredo que se desenrola nos jump scares "limpinhos" e nos plot twists (sendo que o 'final" já se adivinhava a léguas e não faz qualquer sentido para a narrativa)." Ler crítica completa no C7nema.net

 

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Primeiras impressões: Us

Hugo Gomes, 19.03.19

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Jordan Peele banha-se no sucesso de Get Out e joga-se de cabeça a uma mescla de referências e jump scares fáceis. Aliás, é isso mesmo, Us é um filme fácil em todo o seu registo. Um Funny Games com cruzamentos de Twilight Zone e Crazies de Romero. Uma equação que parece apetitosa? Olha que não. De tudo isto, ao menos, viva a Lupita Nyong'o.

 

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