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23.12.12
23.12.12

Finalmente o Juiz chegou!


A icónica personagem da BD criada por John Wagner e Carlos Ezquerra, Judge Dredd, está para algumas pessoas ligado ao triste exemplo cinematográfico de 1995 de Danny Cannon, onde o espectador é induzido a um “igual a si mesmo” Sylvester Stallone a atravessar um deserto radiactivo em versão Mad Max e a afastar claramente das suas raízes. Um fiasco de fita, devastado pela crítica e da reacção do público em geral, devido a isso, a ideia de um remake deste mártir cinematográfico nunca conseguiria ser visto com bons olhos, sendo que o orçamento do projecto foi bem limitado, 40 milhões de dólares a menos que a infame obra protagonizada por Stallone, mas o resultado foi completamente oposto. Não que este novo Dredd, realizado por Peter Travis e protagonizado por um Karl Urban que fielmente não retira o capacete por nada deste mundo, seja realmente um êxito de bilheteira, o resultado ficou demasiado abaixo do esperado, ou não, já que a má fama parecia perseguir esta fita desde inicio.

 

 

A diferença desta para a obra de Cannon é realmente a sua fidelidade com a matéria-prima e com o seu teor mais adulto. O legado de Wagner parece ter sido preservado enquanto o espectador mais desatento às inspirações pode disfrutar de uma fita de acção há muito não visto nas nossas salas, ultraviolência glorificada graças a um sedutor slow-motion, a ferocidade do herói que nunca demonstra a sua faceta mais fraca, mesmo com a inserção da novata (Olivia Thirby) que tem intuitos de trazer alguma humanidade em cena, em contraste com uma vilã interpretado por Lena Headey que não exibe “overacting” nem sadismo exagerado, uma premissa simples sem engodo e directa na acção e acima de tudo um espectáculo visual deslumbrante e sangrento.

 

 

Dredd de Peter Travis tem todos os ingredientes de uma ficção científica cyber-punk daqueles que abundavam as nossas salas e videoclubes nos anos 80, onde sangue existia a rodos. O seu grande defeito porém encontra-se no seu argumento, que falha por ser demasiado idêntico com a do filme-sensação indonésio de Gareth Evans, The Raid: Redemption, que teima em não estrear no nosso território. Não é pretensioso, não é digno de Óscar, nem sequer de referência na Historia do cinema, mas é um divertimento adulto de rigor que finalmente conseguiu apagar da nossa memória a fraude que foi Judge Dredd (Danny Cannon, 1995).


“Judgement time.”


Real.: Peter Travis / Int.: Karl Urban, Olivia Thirby, Lena Headey




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Judge Dredd (1995)

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 18:22
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