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26.11.12
26.11.12

Suicídio improvisado!

 

No futuro as viagens no tempo serão finalmente inventadas porém ilegalizadas e apenas controladas pelo crime organizado, que utiliza tal tecnologia para livrar de corpos enviando os sujeitos para o passado onde assassinos contratados denominados de Loopers o esperam por eles a fim de executa-los. Entre a seita de Loopers encontra-se o ambicioso e insensível Joe (Joseph Gordon-Levitt) que certo dia encontra aquele que é até à data o mais perigoso alvo que alguma vez tivera, o próprio “Joe” porém 30 anos no futuro (interpretado por Bruce Willis), iniciando assim uma caça sem precedentes.

 

 

O jovem Rian Johnson (Brick) tem ao momento a fita mais pretensiosa da sua ainda verde mas talentosa carreira como realizador, um filme que reúne acção da pura com ficção científica e ainda possui Bruce Willis como extra e de novo alvo de viagens no tempo, e não, não estamos a falar de Twelve Monkeys (1995). Looper está mais próximo de um Surrogates de Jonathan Mostow ou até mesmo de um In Time de Andrew Niccols que esse aclamado filme de Terry Gilliam, tudo porque se trata de mais uma representação do futuro que apenas é mantida baseado num avanço tecnológico. Porém no caso do exemplar de Rian Johnson, não existe uma inteira dependência para com esse ponto futurista e Looper até começa a explorar algumas referências a exemplares de outro material de ficção-cientifica tal como a inserção de humanos com sobredotações telecinéticas a relembrar o clássico da animação japonesa Akira de Katsuhiro Ôtomo (1988) e sim não poderíamos deixar de representar as viagens no tempo sem o digno efeito borboleta temporal, mas no fundo a obra funciona com originalidade e entusiasmo enquanto assistimos a um invulgar confronto entre Joe do presente e do futuro (Gordon-Levitt e Bruce Willis respectivamente).

 

 

No caso do actor visto em Inception e The Dark Knight Rises, Joseph Gordon-Levitt não limita-se a mimetizar o ego de Willis, porém consegue reproduzir inúmeras expressões vistas e revistas no velho ícone do cinema de acção, onde ambos se completam, mesmo movidos por objectivos opostos. No meio deste enredo que promove uma perseguição ao homem que mais soa um suicídio encontramos personagens inteligentemente concebidas e uma trama sedutora que promove a força dos seus protagonistas, Willis invoca uma classe á antiga, cujo espectador já se encontrava habituado mas é Gordon-Levitt que somos surpreendidos pela sua conduta na narrativa ainda mais que uma personagem que dificilmente simpatizará o espectador. Por fim Emily Blunt com uma composição bem-sucedida e Pierce Gagnon a conseguir o que foi requerido.

 

 

Looper – Reflexo Assassino fora pela crítica aclamada como o “Matrix da nova geração” dada à sua originalidade no campo da distopia da ficção científica, todavia como obra do género a nova fita de Rian Johnson é um festim energético e criativo. Algo realmente revitalizador, que graças a um conjunto de inteligência, personagens bem construídas, um enredo que não desvergonha e que não dispensa emoção e por fim até temos direito a um twist que não desilude, Looper ultrapassa o simples ensaio, é uma preciosidade nos tempos de hoje e provavelmente um culto e clássico nos anos que decorreram. A sequência em que as duas versões do mesmo homem se reúnem num restaurante e discutem é algo de tão memorável e poderoso quase equiparado a Al Pacino e Robert De Niro em mesmas condições em Heat de Michael Mann. A ver, sim senhor!

 

“Time travel has not yet been invented. But thirty years from now, it will have been”

 

 

Real.: Rian Johnson / Int.: Joseph Gordon-Levitt, Bruce Willis, Emily Blunt, Jeff Daniels, Paul Dano, Pierce Gagnon

 


 

9/10
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publicado por Hugo Gomes às 01:13
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1 comentário:
De Gustavo a 30 de Novembro de 2012 às 19:07
uma coisa vou te dizer ... que filmezorro! um dos filmes ficção cientifica dos ultimos anos.


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