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19.11.12

“Forever não é com eles”


Toda a gente deve estar farta de ouvir da aclamação geral que esta parte 2 seja o mais decente de um franchising que já arrecadou 2 biliões de dólares em todo o Mundo mas que continua a ser conhecido pelas piores razões. Admito que este derradeiro e último Twilight, consiga por fim conquistar mesmos os não-fãs das escrituras de Stephenie Meyer ou mesmo daquilo que já foi feito na saga cinematográfica, mas não se enganem não existe nada de extraordinário aqui, e não é por causa do romance, se é que existe aqui tal sentimento. Drácula, personagem sombria e tenebrosa, antes de se figurar como um ícone das obras de terror cinematográficas, foi representado na obra-prima literária de Bram Stoker como um eterno e incurável romântico, proibido de amar e condenado a viver das sombras da tentação e das memórias de um amor eterno e perdido. Porém nos dias de hoje a imagem do vampiro não é ligada ao mórbido romance, mas sim como um símbolo de sensualidade e erotismo, contudo Twilight não aspira nem um nem outra forma. Porque um romance conformista que nem sequer um pingo de tragédia possui, Stephenie Meyer além de ser pouco original é limitada e tem medo de ousar quanto o destino das suas personagens, não contem o peso nem profundidade para ser sequer integre nessa classificação quanto mais utilizar a imagem vampírica desses sedentos de sangue.

 

 

Trata-se de marketing para fazer suspirar os fãs mais die-hards, onde a força deste “romance” só advém de “posers”, frases rebuscadas, palavreadas sem utilidade e por fim, falta de personagens. Pois bem e como se confirma neste pretensioso capitulo, Twilight não tem personagens, apenas bonecos que tentam suster um romance principal cheio de mensagens subliminares pelo meio. Devido a essa necessidade de ter personagens é normal que quando uma morre em consequências trágicas, o espectador tende logo em sentir absolutamente nada, zero, como um boneco de videojogo se tratasse. E esse aspecto prejudica e muito o fulgor épico que a fita (e mesmo historia) quer tomar no ultimo acto.

 

 

Depois temos os desempenhos, a começar por Kristen Stewart que se revela numa melhoria de caracter, todavia essa foi uma das minhas preocupações. A fita de Catherine Hardwicke, Twilight (2008), talvez o episódio mais interessante deste frenesim, apostava numa simples premissa, um imortal que apaixona-se por uma mortal e vice-versa, porém sem aprovação de conversões vampíricos, até a certo ponto chega mesmo a citar “Is it not enough, just to have a long and happy life with me?”. Uma cumplicidade entre os lados opostos da moeda da vida e morte poderia ser um trunfo nesta busca pela tragédia conjugal, porém Meyer determinou satisfazer as suas fãs e os adeptos de vampiros em geral e ao invés de construir um dilema entre a mortalidade e imortalidade onde poderia basear pontos fortes para a sua saga, decidiu mima-los e oferecer a eles o que pretendiam, mas o que não precisavam. Assim, a personagem de Stewart, Bella (mortal) era uma figura difícil de reconciliar, deprimida, desequilibrada e imoral, enquanto a versão imortal é cheio de vida, alegre e determinada. Moral da história: segundo Stephenie Meyer ser humano é demasiado vulgar. Por fim daquilo que podemos apelidar de personagens construídas temos Robert Pattinson no seu pior e Taylor Lautner que continua sem talento, ambos submissos e ocos.

 

 

No fim, tudo termina e o que fica é simplesmente bons dotes visuais, sonoros e técnicos e o resto é a preservação de tudo aquilo que ajudou a construir esta saga, nada de diferente, nada de ousado, apenas isto, uma Hollywood automática e esfomeada. Realizado por Bill Condon, mais conhecido pela obra Kinsey com Liam Neeson (shame on you, Billy), The Twilight Saga: The Breaking Dawn Part 2 é a continuação dos elementos que nunca fizeram o franchising sair do estatuto de obra inconsequente adolescente. Um final bastante decorativo mas que emana o vazio que a saga atingiu. Não existe aqui cinema.

 

“You named my baby after the Loch Ness Monster?”

 

Real.: Bill Condon / Int.: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Billy Burke, Peter Facinelli, Elizabeth Reaser, Jackson Rathbone, Kellan Lutz, Ashley Greene, Nikki Reed, Booboo Stewart, Julia Jones




Ver Também

Twilight (2008)

The Twilight Saga: New Moon (2009)

The Twilight Saga: Eclipse (2010)

The Twilight Saga. Breaking Dawn Part 1 (2011)

3/10
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publicado por Hugo Gomes às 04:20
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6 comentários:
De Nóbrega a 19 de Novembro de 2012 às 18:56
Melhor nem comentar, tirando um pequeno detalhe. Stephenie Meyer conseguiu com um trio de protagonistas peculiar (um vampiro machista, uma moça subjugada e um lobisomem pedófilo), dominar uma grande parcela do público feminino. Não vejo isso como um trunfo, mas é realmente algo a ser estudado!


De Hugo Gomes a 20 de Novembro de 2012 às 14:28
eu também reparei nesse aspecto da pedofilia, mas não queria aprofundar o assunto.


De religion essays a 20 de Novembro de 2012 às 07:03
The Twilight films can hardly be considered masterpieces but I still enjoy watching it.


De Gustavo a 30 de Novembro de 2012 às 19:10
detesto twilight, mas por acaso achei este um dos mais divertidos capitulos da sga, pelo menos tem acção.


De Mildred a 9 de Junho de 2013 às 08:59
considered masterpieces but I still enjoy watching it.
jeffrey campbell foxy (http://www.jeffreycampbellshop.co.uk/foxy)


De jeffrey campbell shoes uk a 9 de Junho de 2013 às 09:00
be considered masterpieces but I still enjoy watching it.


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