Aprisionadas!
Quando três baleias cinzentas ficaram aprisionadas no gelo do Alasca, os EUA literalmente parou e uniu magnatas, ecológicas, militares russos, todos para um só objectivo, poderem resgatar os ditos mamíferos marinhos. Inspirado em factos verídicos, The Big Miracle é um básico modelo de filme familiar com os ingredientes certos para entreter e emocionar uma vasta gama de espectadores. Poderá até certo ponto culminar os mesmos sentimentos para quem viu e comoveu com o famoso Free Willy de Simon Wincer (1993), o novo filme de Ken Kwapis (He's Just Not That Into You) até consegue ser um profissional ensaio de drama animal e capaz de criar simpatia mesmo sob um signo de “fita domingueira”. Contudo a grande falha é mesmo os seus personagens, pouco coesos e pouco libertos do seu modelo de estereótipo e noutros casos como a personagem de Drew Barrymore, pode chegar ao ponto de ser irritante em demasia para o próprio desenrolar da fita.
Real.: Ken Kwapis / Int.: Drew Barrymore, John Krasinski, Kristen Bell, Dermot Mulroney, Ted Danson, Vinessa Shaw
No que se tornou o capuchinho vermelho?
Foi uma das animações mais imperfeitas que estrearam nas nossas salas no ano 2005, porém ninguém nega o seu ponto de vista divertido e sarcástico e para uma produção animada independente, Hoowinked! (tendo o titulo traduzido de Capuchinho Vermelho - A Verdadeira História) conseguiu mesmo assim render mais de 100 milhões de dólares em todo o Mundo, por isso não é novidade que uma sequela seja assim facilmente produzida. Longe da perfeição que estávamos habituados às produções da Pixar e Dreamworks, Hoodwinked Too! Hood vs. Evil é um pouco obsoleto e amador em termos visuais, mas esses términos não impedem o espectador de divertir, ou será que impede? Enquanto a obra anterior, dirigida por Cory e Todd Edwards, se brincava com o tão amado conto dos irmãos Grimm ao mesmo tempo que satirizava os policiais, principalmente os da autoria de Agatha Christie, esta sequela é uma trapalhada pouco imaginativa e sem grandes rasgos de comédia. A ironia e a satirização são demasiado forçadas e o enredo cede ao infantilismo. E quanto às personagens, bem, nada de realmente carismático aqui. Uma animação que nem as referências salvam.
Real.: Mike Disa / Int.: Hayden Panettiere, Glenn Close, Cheech Marin, Joan Cusack
Depois do Orfanato!
Depois do êxito geral de El Orfanato de Juan Antonio Bayona, a actriz espanhola Belén Rueda continua a garantir protagonismo no género do thriller / terror de uma forma intensa e nada descontrolada a fim de não garantir um estatuto de inconsequente de scream queen. Los Ojos de Julia é mais uma produção de Guillermo Del Toro, onde a actriz que também integrou filmes fora desse género comos os aclamados Mar Adentro e Savage Grace, interpreta uma mulher, Júlia, que investiga a misteriosa morte da sua irmã gémea, Sara, contudo é ameaçada por uma doença que gradualmente a tornará cega. Dirigido por Guillem Morales, este thriller misto de horror tece desde o início um clima de suspense digna do neo-noir que confere uma atmosfera arrepiante e prolongada, o mesmo se pode dizer do argumento que tenta comprimir ao máximo em prol de um twist final. Belén Rueda garante força na sua protagonista e uma interpretação acima da média, porém a fita é aligeirada por uma tremenda confusão de registos e numa dissipação na intriga devido á sua longa duração. Mas tirando isso estamos perante num dos melhores e mais assombrosos thrillers espanhóis do ano 2010. Vale a pena ver!
Real.: Guillem Morales / Int.: Belén Rueda, Lluís Homar, Pablo Derqui, Francesc Orella, Joan Dalmau
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