Festejar o vulgar!
Depois de celebrar o dia de S. Valentim com um elenco de luxo porém com histórias desinteressantes e triviais em Valentine’s Day (2010), Garry Marshall regressa aos mosaicos românticos narrativos á lá Love Actually e celebra a passagem de ano com pouca mestria. O realizador de Pretty Woman e The Flamingo Kid parece reduzir-se a isto uma narração de histórias banais sem pingo de originalidade e com doses docemente açucaradas elevadas que até chega mesmo a enjoar. No caso de New Year’s Eve, o elenco de luxo manteve-se contando com as participações de Robert De Niro, Hilary Swank, Hale Berry, Ashton Kutcher, Jessica Biel e até mesmo o cantor Jon Bon Jovi a interpretar uma alusão a si próprio. Tentando-se vender por tão pouco e descaradamente, a única coisa de positivo que encontramos neste Ano Novo, Vida Nova é mesmo Michelle Pfeiffer que dificilmente encontramos nos dias de hoje, brilha discretamente ao lado de um … imaginem só … suportável Zac Efron. Um filme festivo que festeja apenas o desperdício de talentos e meios para produzir tão aborrecido produto.
Real.: Garry Marshall / Int.: Katherine Heigl, Robert De Niro, Ashton Kutcher, Sofía Vergara, Zac Efron, Abigail Breslin, Carla Gugino, Jessica Biel, Josh Duhamel, Sarah Jessica Parker, Michelle Pfeiffer, Halle Berry, John Lithgow, Hector Elizondo, Jon Bon Jovi, Hilary Swank, Sienna Miller
Um golpe nas alturas!
Brett Ratner nunca foi muito dado á criatividade, conhecido pelos lados de Hollywood como uma espécie de “tapa-buracos”, substituiu Ridley Scott em Red Dragon (2002), o terceiro filme da personagem Hannibal Lecter e Bryan Singer no último e derradeiro capítulo da trilogia X-Men (2006) e por fim dirigiu Pierce Brosnan na sua reforma de 007 no vulgaríssimo After the Sunset (2004). Aliás o mais parecido que tem de sua marca é mesmo a trilogia Rush Hour – Hora de Ponta que reúne os actores Jackie Chan e Chris Tucker, o qual foi orientado pelo realizador desde raiz, e devido a estes motivos o anúncio de um novo filme de Ratner, e ainda por cima no campo da comédia / cinema de golpe ao lado dos actores Ben Stiller e Eddie Murphy nos principais papéis, não era visto com bons olhos. Mas na verdade é que Tower Heist acaba por ser melhor que a encomenda, Ben Stiller parece sobressair do seu ego, os quais os seus confrontos verbais com Alan Alda são o melhor da fita, Eddie Murphy controla-se devidamente e o argumento até revela-se de não ser “burro” de todo, garantido bons momentos dentro do cinema de golpe, sendo que depois da experiencia em After the Sunset, Brett Ratner parece adaptar-se muito bem ao subgénero. Porém no que se poderia revelar na melhor obra dentro da filmografia de Ratner perde-se quando este mesmo tenta incutir comédia, com gags fracos e interpretações ruinosas (Casey Affleck e Matthew Broderick) e o mal aproveitamento de Gabourey Sidibe que como desempenho e personagem que não limitam prejudicialmente o suposto potencial de Tower Heist – Alta Golpada. Fica-se pelo mesmo.
Real.: Brett Ratner / Int.: Ben Stiller, Eddie Murphy, Casey Affleck, Alan Alda, Matthew Broderick, Téa Leoni, Michael Peña, Gabourey Sidibe
Obsessão, voyeurismo e crime!
The Resident - Perigo à Espreita é o primeiro título de uma Hammer ressuscitada e pronto atacar o sector do terror / thriller. Nesta fita de Antti Jokinen (Purge) encontramos invocações ao estilo de Hitchcock nomeadamente presenta nas suas personagens de cariz obsessiva, neste caso presente no papel de Jeffrey Dean Morgan. A história se centra de uma jovem medica, Juliet (Hilary Swank), separada do marido,
que procura nova vida em Brooklyn, dando de caras com um apartamento de sonho e de preço acessível. Porém o que ela desconhece é mesmo a natureza daquele apartamento, que se revela num refúgio á depravação e do fetichismo e voyeurismo. Com a bem sucedida fotografia de Guillermo Navarro (Pan’s Labyrinth), The Resident se revela bem cedo num thriller com uma atmosfera característica e bem-sucedida, oferecendo também um desempenho forte de Hilary Swank (cada vez mais perdida neste tipo de produções), e marcado pelo regresso de Christopher Lee aos estúdios Hammer (porém desaproveitado). A grande fraqueza da fita é mesmo a sua falta de originalidade, previsível graças a um argumento limitado de Antti Jokinen e Robert Orr (Underworld: Rise of the Lycans) e Jeffrey Dean Morgan a resultar num erro de casting. Esperemos que as futuras obras desta renovada Hammer se revelam algo mais digno do estúdio.
Real.: Antti Jokinen / Int.: Hilary Swank, Jeffrey Dean Morgan, Christopher Lee
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