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15.10.12

Vidas Passadas de um só homem!

 

Em Mr. Nobody seguimos então Nemo (Jared Leto), um idoso com os seus 118 anos que vive num mundo onde todos os seres humanos são aparentemente imortais com a excepção dele. Nemo é agora um ser moribundo que poderá vir a tornar-se na última pessoa a morrer sob condições de velhice. Os medias porém vêem a situação com algum mediatismo, sensacionalismo e interessados nos segredos que o protagonista poderia conter começam a entrevista-lo, mas o passado que este narra está longe de lúcido.

 

 

Parecia de início uma obra condenada ao circuito direct-to-video devido aos constantes atrasos, mas felizmente as nossas distribuidoras obtiveram alguma consciência e decidiram por fim lançar Mr. Nobody de Jaco Van Dormaele, um filme que foi apresentado, aclamado e aplaudido no 66º Festival de Veneza. O argumento (escrito pelo próprio Van Dormaele) não é de fácil compreensão sendo que as suas múltiplas narrativas que a história emana pode transbordar confusão para o espectador mais desatento.

 

 

Jaco Van Dormaele recria o passado do dito Mr. Nobody (Sr. Ninguém) através de uma multi-narrativa nada linear que foca acontecimentos através das escolhas difíceis do seu personagem. Com isto consegue-se um trabalho de narração experimental enquanto recria diferentes eventos e destino de um só homem. Nas mãos erradas, este trabalho de enquadramento cronológico poderia resultar em algo demasiado trabalhoso para o espectador compreender ou esforçar para tal, mas o cineasta é capaz de captar alguma fluidez numa narrativa que não o é, unindo o final com um twist em queda para a surreal. Assim dizendo, este é o The Butterfly Effect para um público menos acessível e sempre em encontro com novas formas de como recontar novas histórias no grande ecrã.

 

 

Eis um trabalho meticuloso, convicto e cheio de alma que nos exibe um “desaparecido Jared Leto (depois da sua afixação pela musica são poucas as vezes que o vemos no cinema) que se ergue das sombras, demonstrando uma versatilidade no seu papel, principal quando este supõe ter mais de um século. Uma mensagem bela envolvida num filme de igual adjectivo. De um visual bem conseguido a roçar o onírico, uma bela banda sonora, Mr. Nobody é das obras mais extraordinárias actualmente nas nossas salas de cinema. Porque por vezes a vida é feita de escolhas difíceis!

 

“In chess, it's called Zugzwang… when the only viable move… is not to move.”

 

Real.: Jaco Van Dormaele / Int.: Jared Leto, Sarah Polley, Diane Kruger, Linh Dan Pham, Rhys Ifans

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:30
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