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14.10.12

Cuidado com a Besta!

 

Baseado na lenda da Besta de Gevaudan, que aterrorizou a França em meados do seculo XVIII, tendo mesmo atraído as atenções do Rei Luís XV, Le Pacte des Loups é aquilo que podemos apelidar de “salada russa cinematográfica”. Oportunista na aclamação de ser inspirados em factos verídicos, a fita de Christopher Gans reúne os mais variados elementos de entretenimento e exausta a narrativa, sendo que isso origine uma fita que não sabe ao certo se é “carne ou peixe”. Sendo assim que terror, drama, thriller, épico e artes marciais lutam sem pudor para ter a sua vez na influência no filme.

 

 

Gans, um anterior critico de cinema, parece aclamar que quanto mais aborda mais a conceituação, mas nisso este ilude, primeiro “pare” um “mastadon” (custou mais de 200 milhões de euros) demasiado longo, rebuscado (com Mark Dacascos a desempenhar um índio com mais queda para artes marciais digno dos monges de Shaolin que a sua espiritualidade nativa) e com isso um vazio no que refere às suas personagens. Trata-se de tudo um “show” pretensioso, involuntariamente disparatado que pega numa lenda sagrada da França e a transforma num enredo barroco hollywoodesco e novelesco, enquanto se integra num visual reconhecedor mas com desvaneios de um slow motion sempre presente e sem razão de ser nem noção de estilo.

 

 

Com as participações de Samuel Le Bihan, Vincent Cassel e Monica Bellucci, Le Pacte des Loups foi um enorme sucesso para uma produção francesa a nível internacional, uma obra que encontrou mesmo assim a sua legião de fãs e que o realizador Christopher Gans de certa forma conseguiu atrair as atenções de Hollywood, pelo que foi contratado para adaptar ao grande ecrã o videojogo Silent Hill em 2006, que resultou num filme mais sóbrio que o seu êxito original. Um blockbuster á francesa!

 

Real.: Christopher Gans / Int.: Samuel Le Bihan, Vincent Cassel, Émilie Dequenne, Monica Bellucci, Jérémie Rénier, Mark Dacascos, Jean Yanne, Jean-François Stévenin, Jacques Perrin

 

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 15:10
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