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8.10.12

Ia sendo um remake, mas não foi, graças …

 

Essa moda de refazer filmes de terror com um estatuto quase lendário já não é novidade para ninguém, muito menos para os lados de Hollywood, porém o que é surpreendente nos dias de hoje é um abandono da ideia de remake e uma direcção de produção que transforma numa cópia numa prequela. Assim sim! A Universal Pictures sentiu-se incapaz de mexer com o clássico de 1982 de John Carpenter e o que inicialmente era uma manobra de enriquecimento barato transforma-se numa homenagem, se podemos chamar assim.

 

 

Matthijs van Heijningen Jr. aborda o que realmente aconteceu no acampamento norueguês que dá início á obra de Carpenter, e tenta á sua responder algumas das dúvidas dos fãs do original, sendo assim seguimos a ida de uma paleontologista norte-americana, Mary Elizabeth Winstead (que vem a contradizer umas das singularidades de The Thing de Carpenter, que é um elenco exclusivamente masculino), a uma campo de investigação da Noruega, na Antárctida, para estudar aquele que muitos consideram o achado do seculo, restos de vida alienígena que misteriosamente caíram naquele local. Mas dando continuidade ao legado de 1982, aquilo que parecia uma maravilha científica se converte rapidamente numa “caixa de Pandora”.

 

 

The Thing de Matthijs van Heijningen Jr. é um caminhar pelos mesmos ingredientes e pelos mesmos horrores já transmitindo anteriormente, porém o autor parece revelar-se frio no assunto e consegue esquivar de falsos trilhos. É que mesmo já visto e revisto, somos encarados com uma formula de suspense á moda antiga e uma prevalência de “pouca dura” aos efeitos práticos. A homenagem está servida de um forma clássica e por vezes arrepiante. O seu verdadeiro defeito é mesmo querer ser “bigger than life” com a proximidade final, revelando um twist insatisfatório e deveras hollywoodesco. Mas já que se fala em homenagem, devo garantir que de The Thing de Matthijs van Heijningen Jr. o consegue, não de uma maneira majestosa nem nostálgica, mas até profissional e requintada. Com excelentes desempenhos de Mary Elizabeth Winstead e Ulrich Thomsen, um ambiente arrepiante e um pouco de claustrofobia, fazem desta obra que complemento ao grande clássico da ficção científica.

 

Real.: Matthijs van Heijningen Jr. / Int.: Mary Elizabeth Winstead, Joel Edgerton, Ulrich Thomsen

 

 

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The Thing (1982)

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:44
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