Vivendo às custas da sua estrela!
Em 2008 estreou entre nós uma fita tão rotineira, porém, detido com os ingredientes certos e o protagonista indicado. Tais ingredientes geraram um dos mais explosivos e electrizantes filmes de acção dos últimos anos, essa obra chama-se Taken, de Pierre Morel, produzido por Luc Besson. Contudo, o homem que conduziu ao seu êxito foi mesmo o cinquentão Liam Neeson.
A história era muito simples, a filha de um ex-agente da CIA é raptada e posta sobre o trajecto do tráfico humano na Europa, nomeadamente França, tudo isto acaba por enfurecer o progenitor que compõe uma variação de “one-man army”, conseguindo salvar a sua ente querida e não só, “dando cabo” de uma organização criminosa profissional entranhada na sociedade parisiense. Todavia foi Liam Neeson e o seu carisma inegável, como também a sua genica, que ofereceram algum ritmo a uma obra que facilmente poderia cair nas mãos de um Steven Seagal ou qualquer outra estrela do cinema de acção chunga.
O resultado ficou a vista de todos, Taken é nos dias de hoje distinguido e equiparado às melhores obras de Bruce Willis e Sylvester Stallone, tendo rendido mais de 200 milhões de dólares em todo o Mundo e redefinindo a carreira de Liam Neeson como um ícone tardio do cinema de acção. Com todo estes factores benéficos, os produtores não tiveram escolha e decidiram então concretizar mais um tomo a Neeson, que regressa ao seu personagem de êxito na eventual sequela do filme de 2008.
O homem por detrás de Taken 2 é Olivier Megaton, tal como Pierre Morel, é também mais um tarefeiro sob o comando de Luc Besson, o qual havia trabalhado com este no último da trilogia Transporter, ou seja com outro ícone de acção, Jason Statham, cuja única forma que conseguiu para sustentar uma continuação foi a desculpa de uma vingança arquitectada por uma espécie de máfia albanesa (liderado pelo sinistro e angustiado Rade Serbedzija). O nosso protagonista terá que lidar com as mesmas situações do anterior, matar o mesmo numero de pessoas e viver os mesmo perigos. Resumidamente e confirmando os maiores medos, Taken 2 é simplesmente mais do mesmo, fazendo parte daqueles obras que tal como o antecessor, que somente sobrevivem graças à força e presença do protagonista. Porém, sente-se que Liam Neeson está um pouco cansado destas andanças, e ironicamente parece brincar com a situação.
Istambul substitui Paris como cenário na nova guerra de Neeson, dando novos ares a crescentes déjà vus. De resto vemos Maggie Grace mais confiante no seu papel e uma Famke Janssen a ser o artificio de “dama em apuros” e pouco mais. Taken 2 é apenas isto, tendo pouco ou nada tem para oferecer. Pelo menos o primeiro era novidade em algum sentido.
What are you gonna do? / What I do best.
Real.: Olivier Megaton / Int.: Liam Neeson, Famke Janssen, Maggie Grace, Leland Orser, D.B. Sweeney, Rade Serbedzija
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