Data
Título
Take
30.4.12

Sente a barbaridade do projecto!

 

Robert E. Howard criou em 1932 uma das personagens mais icónicas, se não a mais, da literatura sword & scorcery, Conan – O Bárbaro. Protagonista de imensas aventuras que saíram dos livros propriamente ditos e que povoou BDS, jogos, brinquedos e filmes, entre os quais uma versão cinematográfica de John Milius e com o cunho de Oliver Stone em 1982 que obteve um enorme sucesso e que interligou até aos dias de hoje, a personagem fictícia com o actor Arnold Schwarzenegger que conheceu o estrelato graças ao papel. Entretanto a Nu Image/Millennium Films arrisca (e que arrojada aposta) neste remake / reboot dirigido por Marcus Nispel, o homem por detrás da re-filmagem de Texas Chainsaw Massacre em 2003 e do pseudo-épico Pathfinder em 2007, provavelmente o filme que motivou os produtores para eleger Nispel como o homem indicado no posto de tarefeiro de serviço.

 

 

Conan the Barbarian consegue até certa altura ser mais fiel às páginas de E. Howard do que propriamente aspirar o filme de 1982, esta fidelidade encontra-se principalmente na caracterização do novo bárbaro, onde Jason Mamoa corresponde a um guerreiro mais hábil com a espada, felino e ágil, perdendo todo aquela brutalidade de Schwarzenegger. Nisso, em termos físicos, Mamoa corresponde na exactidão ao personagem de Robert E. Howard, mas quando se pede ao jovem actor para actuar, a única coisa que nos oferece é uma figura plana e monossílaba do inconsequente herói de acção.

 

 

Aliás a única prestação decente neste filme quase arrancado por amadores (poderia se não tivesse integrado actores de nome) é mesmo o de Rose McGowan (que se encontrava anexada num projecto de Robert Rodriguez baseada noutra figura fictícia do legado de Howard, Red Sonja, porém nos dias de hoje aprisionado no chamado “limbo cinematográfico”), que interpreta um dos vilões deste épico algo chunga, pueril e controlado por um gore exagerado e por vezes artificial. Felizmente as sequências de acção estão bem trabalhadas, mas o cinema não sobrevive apenas disso. De bárbaro fica a decisão dos responsáveis em tenter devolver um novo folego a uma personagem já tão marcada. Depois queixam-se do flop.

 

“I live, I love, I slay, and I am content.”

 

Real.: Marcus Nispel / Int.: Jason Momoa, Stephen Lang, Rachel Nichols, Rose McGowan, Ron Perlman

 

 

O Melhor – Jason Mamoa não ser tão brutamontes como Schwarzenegger, criando assim um personagem mais fiel ao legado de Robert E. Howard

O Pior – Uma história insonsa, personagens sem interesse e um gore algo exagerado e pueril

 

Recomendações – Pathfinder (2007), Centurion (2010), 300 (2007)

 

Ver Também

Conan The Barbarian (1982)

Solomon Kane (2009)

Pathfinder (2007)

4/10
tags: ,

publicado por Hugo Gomes às 00:53
link do post | comentar | partilhar

2 comentários:
De Nóbrega a 4 de Maio de 2012 às 20:13
A cena onde os protagonistas entram, à noite, em uma caverna a beira-mar, e acordam no outro dia em uma cabana no meio de uma floresta, mostra bem a qualidade do filme. É uma bizarrice tão grande que se sobrepõe ao amadorismo, revelando talvez uma pressa para encerrar os trabalhos. Vai saber.


De Jôlibre a 14 de Novembro de 2012 às 19:50
Gosto deste blog, mas não concordo muito com esta tua critica, achei melhor esta versão que a antiga com arnold schwarzeneger. Jason Mamoa é mais agil como tu disseste e pelo menos na minha opinião sabe melhor representar que o actor schwarzeneger. Gostei do filme, mas não é nada de extraordinário.


Comentar post

sobre mim
pesquisar
 
arquivos
2019:

 J F M A M J J A S O N D


2018:

 J F M A M J J A S O N D


2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


recentemente

Don't Call me Angel

Sempre iluminado!

«Vitalina Varela»: a noit...

Terminator: Dark Fate - o...

No Country for Old Women

«Il Traditore»: a máfia m...

Porquê ver Mutant Blast? ...

Quote #12: Ventura (Vital...

Feios, Porcos e Maus: epi...

Na Netflix, nem tudo é or...

últ. comentários
Lógico, foi uma ótima narrativa... Os personagens ...
escadas moduladas
receita de chicha morada peruana
Takes
10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
0/10 - Nulidade
stats counter
HTML Hit Counter
counter
links
mais comentados
31 comentários
25 comentários
20 comentários
12511335_1084470088250815_732384524_o
subscrever feeds
SAPO Blogs