Data
Título
Take
10.4.12

The Darkest Hour (2011)

 

Guerra dos Mundos versão 3.0 R5!

 

Só de contemplar de relance a premissa de The Darkest Hour é já por si um motivo de bocejo, é que a fita de Chris Gorak e produzida por Timur Bekmambetov é simplesmente aquilo que já se viu com fartura nos últimos anos, mais uma readaptação da obra de H. G. Wells, porém desta vez é ambientado pela fria e bela Moscovo. Este primo afastado da Guerra dos Mundos segue a história de quatro americanos que viajem para a capital Russa e vivem momentos de terror quando subitamente a cidade é atacada por alienígenas invisíveis (penso que foi a forma que arranjaram para reduzir o orçamento). Assim sendo Darkest Hour vive sobretudo dos lugares comuns e clichés deste subgénero, o elenco é fracassado, mesmo o talentoso Emile Hirsch não dá provas de carisma algum que nos façam apoiar os sobreviventes humanos. E depois de tudo vem a ideia dos extraterrestres invisíveis, que transmitem uma ameaça maior para as personagens descartáveis humanas mas que se transformam em pontos ridículos para o espectador. E o que sobra nisto tudo: é mesmo a belíssima Moscovo que consegue dar um esforçado encanto á fita de Chris Gorak. É que depois de Battle: Los Angeles e Skyline, as invasões doutro mundo voltam a provocar o bocejo no espectador.

 

Real.: Chris Gorak / Int.: Emile Hirsch, Olivia Thirlby, Max Minghella

4/10

 

Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives (2010)

 

Quando a fantasia não se resume para a “pequenada”!

 

Foi o vencedor do Grande Prémio do Festival de Cannes de 2010, porém muita controvérsia trouxe, de um lado, aqueles que apelidavam Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives num pioneiro da fantasia alternativa, outros que consideravam a obra de Apichatpong Weerasethakul num bocejante objecto de masturbação artística. Na verdade ver Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives é entrar noutro mundo, num mundo onde o fantástico se funde com a realidade, onde nada surge espantosamente no grande ecrã e as personagens reconhecem criaturas fantásticas como fantasmas, símios sinistros e sereias como elementos da natureza tão vulgares como a queda de folhas em pleno Outono. Todavia defendo que esta experiencia paranormal e ao mesmo tempo poética não é acessível para todos, em causa está uma narrativa longa e exaustiva pelos planos extensos e o mise-en-scené. Os actores parecem integrados numa peça de teatro ao ar livre, oferecendo ao público prestações quase mortas e sem expressão. O Tio Bonmee que se Lembra das Vidas Anteriores (titulo em português) se converte apenas num outro tipo cinema, num cinema que varia, que transmuda em prol do seu código genético. Por outras palavras, a obra aclamada de Apichatpong Weerasethakul é mágica mas não é o tipo de magia que contagiará multidões. Tradicional, rico e ao mesmo tempo vago, cinema artístico e experiencial sobre a reencarnação espiritual.

 

Real.: Apichatpong Weerasethakul / Int.: Sakda Kaewbuadee, Matthieu Ly, Vien Pimdee

6/10

 

Hop (2011)

 

Nós falamos de Pascoa, eles falam de coelhos bateristas!

 

Um coelho segue para um programa de talentos, cujo júri é David Hasselhof, o nosso mamífero oferece ao actor da série Baywatch – Marés Vivas, uma espectacular performance de bateria e após receber aprovação do júri, impulsivamente grita de alegria e começa a agradecer sob o sotaque carregado britânico (voz de Russel Brand). Todavia quando o coelho apercebe que tinha revelado o seu disfarce (aliás não é todos os dias que vemos coelhos falantes) pergunta descaradamente a Hasselhof porque não se encontra surpreendido por ter o ouvido a dialogar. A resposta de David é clara: “Little Man, my best friend is a talking car”, clara alusão a outra série que o actor protagonizou com sucesso, Knight Rider. Sendo esta talvez a piada mais inteligente e certeira de Hop, mais uma criação do realizador Tim Hill, o homem que esteve por detrás da irritante adaptação cinematográfica de Alvin and the Chipmuncks. Hop centra-se na história do “coelhinho” da Pascoa, tratando o evento como um segundo Natal se fosse. Os principais elementos de Alvin and the Chipmuncks estão aqui, a interacção entre actores de carne e osso com animações CGI, como também a redução dos actores como meros adereços patéticos (James Marsden no seu pior). De uma imaginação algo pueril e pouco criativa, Hop é um cocktail que agradará aos mais pequenos, mas não possui atractivos suficientes nem personagens que seguram os mais graúdos. Apenas podemos tirar proveito da caricatura de David Hasselhof e de Hank Azaria que dá voz a uma das personagens mais interessantes de toda a fita, o maquiavélico pinto Carlos.

 

Real.: Tim Hill / Int.: Russel Brand, James Marsden, Hank Azaria, David Hasselhof

5/10


publicado por Hugo Gomes às 12:13
link do post | comentar | partilhar

sobre mim
pesquisar
 
arquivos
2018:

 J F M A M J J A S O N D


2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


recentemente

Suspiria (2018)

Colette (2018)

Carga (2018)

Raiva (2018)

Conheçam os vencedores da...

Extinção (2018)

Encontrado realizador par...

Venom (2018)

Doclisboa'18 revela toda ...

Cary Fukunaga será o real...

últ. comentários
Não percebi merda nenhuma do que escreveste, e olh...
Neste caso o director de fotografia não teve qualq...
Vi o filme ontem nos cinemas e adorei. Sendo filme...
Não menosprezando o colorista, que obviamente fez ...
Eu acho que você deveria olhar bem aqui em relação...
Takes
10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
0/10 - Nulidade
stats counter
HTML Hit Counter
counter
links
mais comentados
29 comentários
25 comentários
20 comentários
12511335_1084470088250815_732384524_o
subscrever feeds
SAPO Blogs