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13.1.12

Missão Impossível – Operação Pixar para Hollywood!

 

Brad Bird dá o seu salto de catapulta da animação para a acção real, porém, a mudança é devera brusca, mas não é por isso que o autor agora virado realizador não aguente a pedalada e que catalise a energia explosiva deste Mission: Impossible – Ghost Protocol, o quarto filme de uma das sagas mais frenéticas de sempre. De volta a Bird, o realizador deu nas vistas em 1999 com a animação The Iron Giant, um filme algo esquecido mas tocante para os poucos que viram esta amizade entre um rapaz e um robô alienígena. Depois do evento seguiu-se para os estúdios da Pixar para integrar na equipa principal, colaborou com imensas obras animadas de grande prestígio sob o comando de John Lasseter e entregou ao espectador, duas das melhores obras do estúdio, The Incredibles (2004) e Ratatouile (2007). Decidido a experimentar o outro lado do cinema, Bird aposta repentinamente na grande produção, sendo que em Ghost Protocol, antes da sua estreia mundial, o verdadeiro atractivo era mesmo a confirmação de um autor de animação em praias que não são as suas, muito mais do que o filme ser protagonizado por uma das estrelas megalómanas de HollywoodTom Cruise (que encarrega também da produção).

 

 

Assim sendo, Bird é o quarto realizador a tomar conta da saga, cujos diferentes directores sempre ofereceram aos respectivos capítulos uma marca própria, começando com Brian DePalma em 1996 que carregou a Missão: Impossível com um misto neo-noir de um explosivo filme de espiões. Depois veio John Woo, que por sua vez, deu-nos um espectáculo pirotécnico alicerçadas em tendências à la Matrix e vínculos dos cinema de acção de Hong KongJ.J. Abrams, que sob a influência da saga Bourne (o qual redefiniu o género de acção / espionagem), realizou em 2006 uma explosiva mas igualmente moderna aposta do género e detido por uma figura antagónica de iguais adjectivos.

 

 

Comparativamente, Brad Bird poderá ser o menos próprio, comportando-se como um aprendiz do que supostamente um autor de ciclo completo, as lições retiradas dos capítulos anteriores são recorridas neste filme de acção com um pé pesado no acelerador. O modernismo de Abrams, a classe de DePalma e a adrenalina de Woo, juntam para nos oferecer um blockbuster sedutor e hiperactivo, sem espaço de paragens, com emoções presentes a cada segundo, como "manda a sapatilha". O argumento, esse, poderá não ser dos melhores apresentados da saga, nem do cinema de acção em geral. Visto e revisto, mas dotado de uma constante vertente cómica emanada, Ghost Protocol compensa assim ,as tais redundâncias que parece ser alvo.

 

 

Tom Cruise volta a ser um peão forte no protagonismo (de regresso como figura central das sequências de acção, novamente sem duplos, como se pode verificar na admirável escalada a Burj Khalifa, Dubai, o edifício mais alto do mundo), mas neste capítulo, as personagens secundárias não se ficam pela mera caricatura, aliás estas constituem como grandes pontos de atenção como Simon Pegg (o grande comic relief), Lea Seydoux como uma fria assassina, e até mesmo Jeremy Reener, aos poucos a tomar o lugar como futura estrela de acção. Podemos ainda contar com Michael Nyqvist (Mikael Blomqvist da trilogia sueca Millennium, baseado nos livros de Stieg Larson) que parece ter caído em graça para desempenhar vilões do outro lado do Oceano (da ultima vez que o vimos em tal papel foi no infeliz Abduction), e para finalizar destaca-se a participação de Anil Kapoor, o apresentador de televisão do galardoado Slumdog Millionaire, de Danny Boyle.

Léa Seydoux i Mission- Impossible - Ghost Protoco

Resumindo e concluindo, Brad Bird fecha uma quadrilogia com uma elaborada noção de espectáculo, um cocktail de emoções e explosões em doses industriais que consolidam o espectador com um modelo de entretenimento megalómano sob a marca de Hollywood. E sob esses termos, este Ghost Protocol é já considerado um dos melhores filmes de acção do ano.

 

 "Next time, I get to seduce the rich guy."

 

Real.: Brad Bird / Int.: Tom Cruise, Paula Patton, Jeremy Reener, Simon Pegg, Michael Nyqvist, Anil Kapoor, Tom Wilkinson, Ving Rhames

 

 

Ver Também

Mission Impossible (1996)

Mission Impossible II (2000)

Mission Impossible III (2006)

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:57
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