Drive, o filme, não confundir com o jogo!
Ryan Gosling conhecido apenas neste filme como The Driver (o condutor), é um duplo de cinema que opera trabalhos ilícitos como transportador. A sua vida vazia e sem sentido em breve se transforma num turbilhão de emoções quando conhece a sua vizinha Irene (Carey Mulligan) e o seu filho. Assim sendo, The Driver aprende a amar e a proteger aquilo que é lhe mais importante.
Drive, a nova fita do autor Nicolas Winding Refn, muito habituado á violência gráfica como ao peso psicológico, é uma das obras destaque de 2011 que tem vindo a surpreender e a arrecadar cada vez mais adeptos. Se baseia com uma intriga simples, muito vista e revista em inúmeros “cozinhados” de acção, como alguns exemplos interpretados por Jason Statham, mas cedo se revela como um episódio de nostalgia que nos refere Gosling como um futuro Robert DeNiro, ao desempenhar a sua personagem com eventual imprevisibilidade (vem-nos á memoria Taxi Driver).
A nostalgia encontra-se em todo o seu código genético, Nicolas Winding Refn conserva uma fórmula molecular digna dos anos 80, presente quer na banda sonora electrónica e de inserção divina, quer nos créditos, na fotografia, na narrativa e até na mesma forma de que os personagens se descrevem. O seu argumento pode bem ser o mais simples possível, mas em Drive o que nos espera é a linha que separa as figuras de acção dos humanos, e mesmo sob o contexto de violência, a obra quase nos chega como um livro de auto-ajuda.
Cruelmente belo, o autor ainda nos presenteia como um senso requintado nos seus planos e enquadramentos. No campo dos desempenhos dos actores, um magnífico leque liderado por um Gosling frio mas profissional, por uma adversa calorosa Carey Mulligan, um arrepiante Albert Brooks e Ron Perlman a reproduzir o seu papel na série Sons of Anarchy. Drive é assim, automaticamente a obra de culto de 2011.
Real.: Ryan Gosling, Carey Mulligan, Oscar Isaac, Albert Brooks, Ron Perlman
Sites de Cinema
CineCartaz Publico