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3.12.11

Reynolds a brincar aos heróis!

 

Enquanto a Marvel Comics ganha terreno na indústria cinematografia com as suas adaptações, muitas delas produzidas a fim de concretizar o projecto-mãe do estúdio, o ambicioso The Avengers que tem data de estreia em Maio de 2012, a DC Comics não pretende ficar para trás na corrida e é com Green Lantern que inicia assim uma exploração mais a fundo do seu próprio universo. Criado em 1940 por Bill Finger e Martin Nodell, Green Lantern – Lanterna Verde conhece assim a sua primeira aparição pelas mãos de Martin Campbell, homem que foi capaz de ressuscitar uma saga que se encontrava moribunda, Zorro, e reinventar outra, James Bond, para o século XX.

 

 

O realizador alegou que para conquistar o público para este super-herói da DC Comics teria que o tratar como fosse Shakespeare, e na verdade é que em Green Lantern tudo é tratado de forma séria e responsável, um pouco como a do estúdio rival retratou os seus heróis menores (Iron Man, Thor, etc), ao fim de conduzir uma aventura que aguente os mais diferentes laivos do mainstream. Assim sendo Green Lantern torna-se num desafio arriscado, a conversação de um universo de certa forma obsoleto para os dias de hoje (a banda desenhada traz muitos elementos dignos dos anos 40 e 50 como a sua fantasia intergaláctica sem limites de credibilidade), à espera do mais derradeiro teste, o teste dos fãs. 

 

 

Porque quanto ao público consumista do Verão, o herói transposto por Campbell aguenta o ritmo quente da época, possuindo efeitos visuais de ultima geração, uma historia simples mas eficaz para os menos exigentes, sequências de acção com muita imaginação na veia, o 3D que muitos adoram experimentar e Ryan Reynolds como o Lanterna Verde, sabendo que o actor já possui a sua própria legião de fãs. Por isso, é por estas e por outras que a versão cinematográfica desta BD da DC Comics (Batman, Superman) torna-se num entretenimento sem nervos e espinhas e visualmente agradável para o pico da estação. 

 

Para os fãs, o dilema é o seguinte, Green Lantern é altamente fiel à sua matéria de origem, mas é das BDs com maior riqueza e talvez o facto de ter sido reduzido para a duração de duas horas faz com este “mundo” não possuisse consistência suficiente para nos agarrar até ao fim. O “empacotamento” fraqueja a narrativa, dando a sensação de que esta se encontra em ponto fast forward, sem nunca dar pausas para a construção de personagens. Pois bem é que os actores interpretam o seu ego sem mais nada para mostrar do que um leque de “bonecos” automáticos e desinteressantemente bocejantes. 

 

 

Já que falamos de um super-herói com a missão de proteger o Universo, não poderíamos deixar de referir a sua nemesis, ou seja, o vilão, Green Lantern cai na calha de ter duas força antagónicas já no seu primeiro filme, um é um criatura completamente composta por CGI e outro, um Peter Sarsgaard em jeito de maquilhagem e efeitos práticos, e já que vivemos num mundo pós-Joker de Heath Ledger, um vilão que assume o protagonismo e as atenções em geral, os dois seres desta aventura não trazem carisma nem forma de o tê-lo. 

 

 

Resumindo e concluindo, como inicio de uma futura saga cinematográfica, Green Lantern é uma tentativa falhada, não por falta de meios nem profissionalismo, mas por tentarem, segundo a expressão, “enfiar Rossio pelos olhos adentro”. Narrativamente incapaz de causar simpatia e muito preso a uma produção ambiciosa mas sem alma, cujo único objectivo é realmente concorrer na corrida dos super-heróis do cinema. No final dos créditos ainda temos espaço para uma cena que nos indica a possibilidade de uma futura sequela, manobra já utilizada pela Marvel, é preciso dizer mais alguma coisa …

 

In brightest day, in blackest night / no evil shall escape my sight / Let those who worship evil's might / beware my power, Green Lantern's light.

 

Real.: Martin Campbell / Int.: Ryan Reynolds, Blake Lively, Peter Sarsgaard, Tim Robbins, Mark Strong, Clancy Brown, Michael Clark Duncan, Geoffrey Rush

 

 

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 21:13
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últ. comentários
Título do post muito criativo.
Legal o tema do post. Parabéns.
Aguardando. Blog bem legal!
Um luxo de actores num filme de lixo, repito LIXO....
Gostei muito da crónica. Vou acompanhar o seu blog...
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