Sob controlo!
Imaginem que a nossa vida é desenhada desde inicio do primeiro dia, os acontecimentos que sucedem já se encontram previstos muito antes de ocorrerem, as pessoas que conheces não é por mero acaso e a tua existência tem controlos e limites definidos por outros que observam a tua rotina de muito perto. Sob uma temática audaz, interessante e por vezes radicalmente alucinada é pelo qual funciona como ideia este The Adjustment Bureau, uma adaptação de um homónimo conto de Phillip K. Dick (Blade Runner).
A história segue Matt Damon na pele de um político prestes ascender-se na sua carreira, até que um dia conhece uma bela bailarina (Emily Blunt) e apaixona loucamente por ela, sacrificado um futuro de êxitos em prol desse romance. Porém tal encontro não estava destinado a acontecer, e então os “agentes” (outra denominação para anjos, nada de relacionado com Matrix) tentam remediar tal feito. Mas o nosso herói não se encontra convencido do destino que afinal não tem entre mãos e contra tudo e todos, desafia todas as probabilidades para poder concretizar o que realmente não estava designado.
Ao fim de meia hora, o filme de ficção científica dá lugar a um romance e é aí que o descalabro acontece, não por um género ser mais atractivo pelo público que este The Adjustment Bureau dirige, mas porque logo desconcentra toda a espinha dorsal que havia sido criado para a fita. Os actores têm química mas nada disso prevalece frente a um conjunto de personagens mal desenvolvidos e a certa altura, inconsequentes e ocas.
O inexperiente na cadeira de realizador, George Nolfi, perde o controlo do seu próprio filme e perde o interesse dos seus protagonistas, o espectador começa desesperadamente a apoiar os ditos “agentes”. Um filme tecnicamente competente, quimicamente capaz mas desequilibrado e sem força para vergar frente a produções mais ambiciosas. Que pena!
Real.: George Nolfi / Int.: Matt Damon, Emily Blunt, Terence Stamp
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