Terça-feira, 27 de Novembro de 2007

 

Real.: James Wan

Int.: Ryan Kwanten, Amber Valletta, Donnie Wahlberg

 

Ravens Fiar, uma pequena cidade amaldiçoada por uma assombração de uma velha ventríloqua, Mary Shaw, morta devido a uma acusação de homicídio. Esta não possuía filhos, apenas 101 bonecos e para a pacata cidade, esses mesmos representam um presságio de morte. Jamie Ashen (Ryan Kwanten) regressa a sua cidade natal (Ravens Fiar), após a misteriosa morte da sua mulher, o qual acredita estar envolvida com a lenda de Mary Shaws.

James Wan, é conhecido internacionalmente por ter trazido até nós, o fenómeno comercial que é Saw, que em 2004 com colaboração com o argumentista Leigh Whannell lançaram um discreto filme (Saw) que originou três sequelas num espaço de três anos, cada um afirmando um orçamentos chorudos e sucesso comercial tremendo. Agora a mesma dupla se reúne e traz para o grande ecrã, aquilo que eles próprios consideram um filme de assombrações á moda antiga. O que bem longe estão dessa afirmação, Dead Silence – Silencio Mortal é um filme de terror puramente comercial com toques estruturais de um cinema de horror asiático, o qual a influência de um realizador de origem malaia se exibe.

Sem fazer de Dead Silence um filme exclusivamente mau, aliás possui algumas qualidades do género, como por exemplo um esforço justificável do realizador e argumentista em construir uma história no mínimo assustadora, criativa e sólida, trazendo até nós alguns momentos altos. Mas verdade seja dita, de boas intenções o inferno está cheio, e as falhas mais graves são com certeza; carência de rigor numa história convincente que peca num ritmo que cansa precocemente e na falta de competência em termos de protagonista.

A narrativa é idêntica a filmes já vistos e revistos, nomeadamente The Ring, o qual em termos de história é quase semelhante, como também no conceito da maldição, quanto á produção esta deve-se muito á obra anterior de Wan, o famoso Saw. A juntar temos um twist final, previsível que segue também a mesma base do filme referido, com direito a flashbacks e tudo. Falta mais qualquer coisa além de ambição de um jovem realizador.

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 13:54
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