A Playstation já era!
Entre os mais jogos arcades do género “beat’em up”, Street Fighter reina pela sua nostalgia e por ser uma espécie de Neil Armstrong no seu estilo, ou seja um pioneiro, mas foi graças á Namco e o seu Tekken que definiu esse tipo de jogos em algo mais estratégico que “a question of skill”. Assim tornando-se a par do rival da Capcom, no mais vendido jogo de luta, criando um legado de personagens impressionantes e carismáticas. No cinema, Street Fighter já fora adaptado a dois filmes de acção real e um par de longas-metragens animadas, enquanto Tekken obteve uma fracassada animação da manga em 1997, onde o seu “calcanhar de Aquiles” foi mesmo a sua história e o desaproveitamento de potenciais personagens, que sempre garantiram o êxito da fasquia. O desejo dos produtores em converter Tekken numa fita de acção real era imensa, porém os fãs não olhavam para o projecto com bons olhos.
O realizador escolhido foi Dwight H. Little, experiente em obras de acção como Rapid Fire (com Brandon Lee em 1992) e Marked for Death (com Steven Seagal em 1990), converte no famoso videojogo num misto de artes marciais com ficção científica futurista, representando o mundo num apocalipse governado por corporações (bem mais realista do que se pensa), no seio deste pano de fundo está o torneio Iron Fist, o qual as megalómanas indústrias lançam os seus guerreiros para a arena em combates mortais em busca do título.
Tekken tem a seu favor e ao contrário das adaptações cinematográficas de Mortal Kombat e Street Fighter, sequências de artes marciais mais elaboradas e convincentes, a verdade é que por certos momentos os envolvidos do projecto esqueceram-se estar perante num filme baseado num videojogo e sim numa obra de acção ao estilo de Jet Li ou Jean-Claude Van Damme. Todavia, tirando isso Tekken é uma fita guiada para o fracasso já que não consegue suportar o misticismos da fasquia, os personagens são mal aproveitados, os actores tirando (Jon Foo, Luke Goss e Cary-Hiroyuki Tagawa), foram mal seleccionados, o argumento chega a invocar o ridículo como também o sentimentalismo barato e todo aquele “pacote” de messias do povo. Trata-se de uma obra pretensiosa mas que não foge das suas limitações ditamente chungas.
Felizmente não é a pior adaptação de um videojogo, nem anda lá perto, mas não é desta que Tekken é merecedor da grande tela. O filme tem sido um fracasso em todo o Mundo, sendo que em vários países incluindo os EUA foi lançado directamente para DVD, mas no nosso país e para ser diferente teve-se que “arrumar espaço” para ele.
Real.: Dwight H. Little / Int.: Jon Foo, Luke Goss, Cary-Hiroyuki Tagawa, Kelly Overton, Ian Anthony Dale
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