Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011

Com algum atraso decido então divulgar a minha lista dos 10 melhores filmes estreados em Portugal de 2010. No geral, não achei um ano rico em filmes primorosos, mas no seu todo foi generoso em oferecer como entrada para a próxima década alguns dos novos clássicos do cinema!

 

 

#10) Inception (Christopher Nolan)

  

 

A fita de Nolan pode muito ter a mesma essência que o anterior The Dark Knight, mas na verdade trata-se de um onírico misto de ficção científica e acção que explode para diferentes campos de criatividade em termos argumentativos. Um elenco de luxo e uma produção de igual adjectivo integram este marcante blockbuster da década! Ver crítica

 

 

#09) The Road (John Hillcoat)

 

 

Uma das maiores injustiças dos Óscares do ano passado foi a ausência de Viggo Mortensen na lista de nomeados para a estatueta de Melhor Actor. O actor de Eastern Promisses e da trilogia The Lord of the Rings interpreta um pai num mundo á beira do caos, onde a sua sobrevivência encontra-se em segundo plano no que requer ao bem-estar do seu filho (Kodi Smith-McPhee). Uma comovente jornada que aquecer até o coração mais frio. Ver crítica

 

 

#08) Up in the Air (Jason Reitman)

 

 

Depois de Juno, Reitman volta a surpreender tudo e todos com o mesmo assim discreto Up in the Air, que contou com George Clooney no papel Ryan Bingham. Ryan tem como trabalho despedir pessoal da empresa, a sua tarefa implica viajar demasiado tempo de avião em todo o país. O seu objectivo na vida é atingir as 10 milhões de milhas, o resto é simplesmente supérfluo, segundo o protagonista. Comédia dramática da boa, com excelentes interpretações e uma filosofia que mesmo difícil de engolir, verdadeira. Jason Reitman é um nome a reter. Ver crítica

 

 

#07) The White Ribbon (Michael Haneke)

 

 

Haneke é perito em transmitir uma enorme carga psicológica nos seus filmes e em The White Ribbon consegue criar um ambiente implacável e aterrador de uma aldeia protestante alemã, palco de misteriosos crimes. Um filme singular que evidencia e reflecte o lado negro do ser humano. Original e perturbador. Ver crítica

 

 

#06) L’Illusionniste (Sylvain Chomet)

 

 

Jacques Tati está vivo, após 28 anos depois da sua morte. Do mesmo autor de Belleville Rendez-Vous (2003), L’Illusionniste é um filme animado baseado num argumento nunca filmado do “Sr. Hulot”, mas abandonado por ser demasiado pessoal e autobiográfico. Homenagem feita com coração, cuja alma nos remete á tristeza nostálgica de um mundo em mudança. E falando em mudanças, é bom ver uma animação de moldes tradicionais a estrear nos cinemas do nosso país.

 

 

#05) The Cove (Louie Psihoyos)

 

 

Vencedor do Óscar de Melhor Documentário, The Cove denuncia ao Mundo, uma das maiores crueldades do Homem para com os golfinhos, os contastes massacres da baia de Taijii. The Cove é um daquelas obras que tem o selo de “urgente a ver”, porque este documentário de intervenção é só o inicio, devemos fazer algo mais quanto á situação. Ver crítica

 

 

#04) The Ghost Writer (Roman Polansky)

 

 

Mesmo estando em prisão domiciliária, Polansky concretizou um dos thrillers mais amistosos de influência a Hitchcock do ano passado. The Ghost Writer segue a intriga de um escritor que escreve as memórias de um primeiro-ministro britânico, porém a tarefa aparentemente simples, não se torna fácil e revela-se mesmo mortal. Uma produção de luxo num dos mais curiosos filmes de um realizador que se mostra mais capacitado na elaboração das suas inseguras atmosferas com o passar dos anos. Ver crítica

 

 

#03) Toy Story 3 (Lee Unkrich)

 

 

Esperamos 11 anos pelo derradeiro capítulo final de uma das trilogias mais adoradas do cinema e dos ícones das produções da Pixar. Toy Story 3 revela-nos num poço de emoções e nostalgia para o espectador, cujas velhas personagens se remetem numa despedida que só o estúdio de John Lasseter poderia oferecer. Para rir e chorar, uma obra-prima da animação. Ver crítica

 

 

#02) Shutter Island (Martin Scorsese)

 

 

Se juntarmos a experiencia de Scorsese, um perfeito ambiente de thriller digno de qualquer conto de Agatha Christie e o carisma estrelar de Leonardo DiCaprio, concretizaram a obra que para muitos definiria o ano 2010. Fita que tem o mérito de levar o suspense até ao fim, embalar o espectador com a sua atmosfera arrepiante e tenebrosa e por fim, conseguir com que o publico se perda entra a intriga labiríntica e semi-paranóica de Shutter Island. Entrem e digam que vêm da minha parte. Ver crítica

 

 

#01) A Single Man (Tom Ford)

 

 

Ainda não sabemos se Colin Firth vencerá o Óscar de Melhor Interpretação Masculina no primoroso The King’s Speech de Tom Hopper, mas em 2010 conseguiu deixar todos de boquiabertos com o seu magistral desempenho em A Single Man. E se julgam que se trata de um simples filme de actor, enganam-se, porque a fita estreante do estilista Tom Ford é uma fita esteticamente perfeita e com prestações de luxo. Um porque um grande filme não necessita de efeitos especiais nem de sequências acrobáticas de acção. Ver critica

 

 

Menções honrosas – The Town, El Secreto De Sus Ojos, Kick-Ass, Away We Go, The Social Network

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:36
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