Um thriller erótico e de adultério!
O adultério é um dos temas mais propícios para o cinema erótico, sendo que sexo socialmente incorrecto invoca uma grande dose de erotismo, Chloe do egípcio realizador Atom Egoyan (Ararat) é um dos exemplos. Remake da fita francesa de 2003, Nathalie … da realizadora Anne Fontaine é um luxuoso exemplar que envolve os tiques do cinema erótico, tão deformados nos dias de hoje graças a uma certa censura que existe para os lados de Hollywood e dos tempos que alteraram, devido ao fácil acesso de pornografia de contornos bizarros e fetichista, é mais difícil os espectadores chocarem com uma ficção desta ousadia. Mas a fita de Egoyan revela-se mais que uma simples versão e melhor que um ensaio de erotismo, consegue ser o veiculo de actores, principalmente para o despertar de Julianne Moore, que além de surpreender como actriz que é, consegue invocar sensualidade adormecida enquanto se fermenta pelas frames de teor voluptuosa.
Moore é a ginecologista Catherine Stewart, o caso de mulher que se poderia sublinhar ter a vida de sonho, um marido bem sucedido na carreira, um trabalho igualmente de êxito, um filho talentoso e uma “mão cheia” de amigos sempre presentes. Porém Catherine suspeita que o seu marido, David Stewart (Liam Neeson) está a trai-la, sendo que a doutora tece um plano. Ela contrata uma prostituta de luxo, que se dá pelo nome de Chloe (Amanda Seyfried), para seduzir David e provar assim a Catherine as suas suspeitas, inserindo-se num jogo de conflitos e desejos secretos.
Como thriller Chloe tem certos desequilíbrios, entre os quais Amanda Seyfried, a menina ingénua e inocente de Mamma Mia!, não evoca a ousadia, a sedução e a perturbação psicológica obsessiva que se pretendia, não queiramos compara-la a uma Glen Close em Fatal Atraction, mas pedira-se mais dinamismo que o desempenho de “rapariga da vida” com cara de anjo. È certo que mesmo com a proximidade do final as suas reacções e pretextos para tal, não chegam a ser credíveis para o espectador. Porém ela é capaz de criar sensualidade nos relatos, não fisicamente, mas intrinsecamente, com obvias claras ajudas de Julianne Moore que cria uma personagem á deriva no abismo do erotismo e preso pela consciência que a tenta condenar. A destacar também Liam Neeson, carismático, charmoso como sempre.
O clima é perfeito, a realização de Egoyan tem toques de magia, fazendo assim de Chloe, algo mais que um remake, a visão de um autor. Não será recordado como um perfeito tópico na história do cinema erótico, mas é um thriller de tal categoria que merece ser visto. Grande serviço de actores!
O melhor – Julianne Moore e a realização de Atom Egoyan
O pior – Seyfried não tão credível na sua personagem
Real.: Atom Egoyan / Int.: Julianne Moore, Amanda Seyfried, Liam Neeson
Sites de Cinema
CineCartaz Publico