Data
Título
Take
12.11.07

 

Real.: Shekhar Kapur

Int.: Cate Blanchet, Clive Owen, Geoffrey Rush, Samantha Morton, Jordi Molllà

 

Tendo a fé da rainha Elizabeth I (Cate Blanchet) como motivo, o fervoroso católico rei D. Filipe II de Espanha (Jordi Molllà) declara guerra á Inglaterra, uma Armada de número impressionante parte de Espanha para Inglaterra como objectivo de trazer como ele uma pressagio destruidor avassalador. Corajosa, irreverente e além de tudo um rainha do povo, Elizabeth decide ripostar, apesar de menor numero e tendo como campo de batalha a costa marítima inglesa, consegue levar meritoriamente D. Filipe II a um derrota vergonhosa.

Está aprovado, Cate Blanchet conseguiu cumprir mais uma excelente interpretação, naquela que poderá contar como a sua 4º nomeação para o Óscar, se caso não for neste filme, bem pode ser no esperado I’m Not There (a biografia de Bob Dylan), contando já com frases marcantes como “I, too, can command the wind, sir! I have a hurricane in me that will strip Spain bare if you dare to try me!” dita com emoção que só a australiana actriz consegue prestar. Elizabeth – The Golden Age é a sequela do drama histórico da vida da notória monarca inglesa, que o qual em 1998 acentuou ao Mundo, Cate Blanchet, que anteriormente havia-se destacado em series como Bordertown ou em filmes menores como Óscar E Lucinda.

Passado 9 anos, Shekhar Kapur transforma a sua biopic num épico de grande fôlego e sofisticação visual e sonora, com uma das bandas sonoras corais mais espantosas deste ano, mas de porções exageradas, mas para bem de um espectáculo maior que nenhum espectador sairá indiferente, uns poderão aclama-lo como um belo entretenimento para adultos outros por uma manipulação técnica o qual a segunda parte do filme se converte. Mas tal como no primeiro, Kapur reconta a história de uma forma leve, não aborrecida e ausente de qualquer artifícios de “pastelão”, ao mesmo tempo dá um toque pretensioso e demasiado pipoqueiro.

 Peca por ter personagens em demasia e não conseguir recorrer a um aprofundamento substancial do elenco secundário (mesmo que com a boa interpretação de Clive Owen e de uma grandiosa cena com Samantha Morton correspondente ao sua execução), mas de facto é o deveras impressionante a forma que Kapur filma as suas tramas, glorificando com movimentos “quase” mestres da câmara e de um banda sonora arrebatadora, mesmo que exagerada para algumas ocasiões, que o qual prestam uma homenagem santificada de um arquitecta rainha que conduziu a sua nação a uma invejável idade de ouro. Não é um filme perfeito, nem o melhor candidato para a corrida do cobiçado premio de Melhor Filme da Academia, é um épico á moda antiga e um entretenimento visual e sonoro por excelência, e bastante longe da “porcaria” que a maioria dos críticos dos jornais portugueses querem tentar-nos vender.

PS - Aliás a nossa história cruza-se indirectamente com este capítulo, pois bem naquela altura estávamos sobe o domínio espanhol, por isso quando se pronunciava Espanha no filme, nós estávamos incluindo, como também muita das nossas florestas foram abatidas em nome da construção da dita Armada, como também a sua derrota foi crucial para a nossa segunda independência. Desculpem pelo aparte, mas fiquem já agora a saber.

7/10 ***


publicado por Hugo Gomes às 13:41
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2 comentários:
De roberto f. a. simoes a 4 de Novembro de 2008 às 15:45
CINEROAD
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Obrigado pelo comentário!

Crítica: O guarda-roupa e a fotografia estão prodigiosos. Cate Blanchett está magnífica! O argumento, de alto carácter biografista, é competente e entendem-se, com esforço todavia, as decisões tomadas para mostrar o filme a partir do íntimo da protagonista. E é de lamentar, de facto, esse esforço. Porque neste caso prejudica o filme. Cenas como as da batalha final parecem-me despropositadas, pelo menos da forma como foram tratadas, ainda que belíssimas do ponto de vista visual e poético.

Mas se hoje já não guardo o desagrado que senti quando fui ver este filme ao cinema, foi porque o tentei ver tentando esquecer tudo o que vira sobre ele antes: ou seja, o trailer, essencialmente. Pois o trailer prejudica a visão do filme. Dá a entender, pelas imagens, um intenso épico de guerra e antevê-se que o filme se desenvolverá a partir daí. Porém, quando vamos ao filme, a batalha é um elemento narrativo praticamente descontextualizado.

Até à próxima!

CINEROAD
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De Francisco Quintas a 27 de Novembro de 2018 às 23:21
Acabei de ver. O de 1998 beneficiava-se do grande arco da personagem, tornando a interpretação da Cate Blanchett num show de variedades expressivas e sentimentais superior à vista em 2007. De qualquer maneira, ambos os filme se beneficiam das interpretações dela, uma das melhores atrizes vivas. Apenas senti que, apesar da fotografia e música espetacular, o final em particular parecia nunca mais chegar, acho que devia ter ficado melhor amarrado. Somando aos contras, juntamente com algumas facilitações narrativas, acho que se perdeu a oportunidade de desenvolver um Filipe de Espanha e uma Maria dos Escoceses como deve de ser, o tratamento dos personagens é genérico, ambos infelizmente não passam daquelas notas individuais. Espero ver um bom trabalho da Saiorse Ronan no filme que aí vem.


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