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24.11.10

O início do fim!

 

Foram dez anos de trabalho que garantiram a concepção da mais lucrativa saga da historia do cinema, tudo começou em 1997 quando a autora J.K. Rowlings publicou o primeiro livro da serie – Harry Potter and the Sorcerer’s Stone – que consistiu num êxito estrondoso entre o publico infanto-juvenil, sendo aclamado como o livro que fez com os jovens voltassem á leitura. Em 2000, Rowlings já havia escrito quatro livros, mas Harry Potter ganha um novo panorama quando em 2001 é adaptado ao cinema pela primeira vez, tendo batido recordes de bilheteira. A saga que actualmente apresenta oito filmes (adaptação de sete livros, sendo o ultimo dividido em duas partes) já facturou cerca de 5 biliões de dólares em todo o mundo só nas estreias cinematográficas, e mesmo esta primeira parte do derradeiro capítulo entre o bem e o mal ter sido renegado o seu anunciado 3D, parece que nada importou aos fãs e todo aqueles que observam com interesse o milionário fim de Harry Potter.

 

 

The Deathly Hallows part 1, foi por momentos o filme mais esperado do ano, sendo que a opção de dividir o sétimo livro em duas partes esconda decisões comerciais, serviu para David Yates (que dirigiu os dois últimos filmes) tenha manga para o condenso das páginas, sem que isso prejudique a narrativa delas, e claro, sendo que o fim estar próximo, dando um pouco de glória e solidez às personagens que os espectadores viram crescer durante dez anos. A escola de feitiçaria de Hogwarts não se encontra presente neste filme, nem mesmo o jogo Quiditch, o filme centra-se na jornada (de teor épico) de Harry e a sua trupe em perseguição dos Horcruxes, pequenos fragmentos de alma do tenebroso Lord Voldemort (interpretado com sinistralidade por Ralph Fiennes), com intuito de enfraquece-lo.

 

 

Com algo mais ambicioso é de esperar que este capítulo do Harry Potter seja dos mais longos e menos hiperactivos de toda a saga, Yates aposta em fidelidade do livro na importação das emoções das personagens, como nas tramas adolescentes do nosso trio. E claro, com uma experiencia de dez anos, os jovens actores (Radcliffe, Watson, Grint) conseguem dar carnalidade que as suas personagens haviam carenciado. Grint é o sujeito mais cómico, mas neste filme se apresenta mais sentimental e adulto, Watson é como já havia referido a mais brilhante dos três e Radcliffe está a melhorar a olhos vistos, pena que a omnipresença da sua personagem por vezes torna-se irritante. O resto do elenco é imaculadamente profissional, desde Ralph Fiennes até Helena Bonham Carter, em todo eles nota-se o entusiasmo de participar neste evento cinematográfico.

 

 

Em termos técnicos, Harry Potter marca pontos, os efeitos visuais são os melhores de toda a saga, nota-se no regresso do elfo caseiro, Dobby, que havia surgido no segundo filme, Harry Potter and the Chambers of Secrets de Chris Columbus (2002), enquanto no anterior nota-se o artificialismo, neste volume existe uma profissionalidade técnica que consistiu na grande interacção do personagem virtual com a carnalidade do por exemplo, Daniel Radcliffe. A banda sonora não apresenta falhas no que requer a trazer clímax ou mesmo emoção, na saga a orquestração sempre foi das melhores da actualidade e em termos de imagem, devemos salientar o trabalho do português Eduardo Serra (The Girl with Pearl Earring e Defiance), que traz o ambiente mais negro de todo o franchising cinematográfico.

 

 

Aviso desde já que este Harry Potter já não é o filme recomendado para crianças que Chris Columbus transformou nos anos primórdios, mas é sim a representação das melhores das sagas do cinema como Star Wars (cujas influencias são cada vez mais evidentes). È altamente criativo mesmo dentro da sua veia limitada de máquina oleada de Hollywood, e para provar tal caso, temos o exemplo de compensação da animação stop-motion com influencias dignamente de Tim Burton que ilustram a mitologia dos Deathly Hallows, uma espécie de Santo Graal em que Harry e sua trupe vivem por momentos os seus ares de Codigo da Vinci. Tal como aconteceu com Two Towers da trilogia The Lord of the Rings de Peter Jackson, o maior dos defeitos é que termina onde o próximo capítulo começa, deixando milhões de fãs a salivarem por mais. Uma das obras de entretenimento deste ano, a ver!

 

Real.: David Yates / Int.: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Helena Bonham Carter, Ralph Fiennes , Tom Felton, Michael Gambon, Bill Nighy, Robbie Coltrane, Alan Rickman, Julie Walters, David Thewlis, Rhys Ifans, John Hurt

 

 

Ver Também

Harry Potter and the Prisioner of the Azkaban (2004)

Harry Potter and the Goblet of Fire (2005)

Harry Potter and the Order of the Phoenix (2007)

Harry Potter and the Half Blood Prince (2009)

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 16:30
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4 comentários:
De marx costa a 26 de Novembro de 2010 às 10:42
perfeito o comentario e assino embaixo de tudo o que disse
agora esperar o proximo
abc


De Diogo Figueira a 27 de Novembro de 2010 às 14:18
Gostei muito de ler o que acabei de ler, sublinho tudo. Estamos em perfeita consonância.


De Gustavo a 22 de Abril de 2011 às 17:12
Não gostei, muito lento, muito negro e muito melancolico. falta-lhe mais emoção. Vi com algum sacrificio


De Ceasuri a 5 de Setembro de 2011 às 14:51
O fim é triste e de alguma forma decepcionantes. Eu acho que o problema é a maneira que a última parte do filme.


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últ. comentários
Título do post muito criativo.
Legal o tema do post. Parabéns.
Aguardando. Blog bem legal!
Um luxo de actores num filme de lixo, repito LIXO....
Gostei muito da crónica. Vou acompanhar o seu blog...
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