Sábado, 31 de Julho de 2010

A Grande Evasão!

 

Os brinquedos estão de volta e desta vez sob o novo formato, o tão na moda 3D. Toy Story 3 é a chave da derradeira e orgulhosa trilogia dos estúdios Pixar que mesmo sob concorrência directa e de alto calibre, falo obviamente da Dreamworks e do seu Shrek Forever After (também a três dimensões), conseguiu quebrar recordes de bilheteira deste ano e já é o mais bem sucedido filme do estúdio que acabou por apadrinhar a Disney. Toy Story de John Lasseter (1995) acabou por ser um marco na história da animação, comparativamente foi o Avatar da sua época, uma longa-metragem cem por cento digital duma empresa (Pixar) contratada pelo estúdio da Mickey Mouse que resultou num incrível êxito de crítica / público, onde a originalidade e a narrativa de contornos humorísticos e clássicos se faziam prever um futuro risonho para o “candeeiro mágico”. Toy Story centra-se na história de um xerife de brinquedo de nome Woody (com a voz de Tom Hanks), brinquedo preferido do seu dono, Andy, que é substituído após este receber uma nova figura, o astronauta Buzz Lightyear (com a voz de Tim Allen), iniciando assim uma rivalidade entre ambos.

 

 

Passado 4 anos de Toy Story – Os Rivais, eis que surge a primeira sequela, mesmo sem o factor de marco tecnológico, a continuação apresenta um sólido argumento com contornos mais maduros, exibindo os dotes da Pixar que mesmo em sequela a originalidade é uma regra. Agora em 2010, Toy Story 3 que se torna num oportunista á moda cinematográfica, consegue superar a barreira do comercial e tornar-se apenas (apesar da palavra “apenas” não querer dizer limitação) um novo clássico do estúdio que já nos habituou com 11 magnificas obras de animação. A segunda sequela capta-nos o Andy com 18 anos prestes a entrar para a Universidade, previsível é que já não brinca mais com os seus brinquedos, os quais se tem tornado aos poucos objectos poeirentos dentro de uma arca. Tentando evitar um futuro incerto, os brinquedos liderados por Woody e Buzz (de novo as vozes de Tom Hanks e Tim Allen) fazem com que sejam acidentalmente doados a uma creche do bairro. Lá eles encontram o suposto paraíso, mas cedo descobrem a rede hierárquica que existe por detrás daquele espaço em relação aos brinquedos mais velhos, que não olham com bons olhos para a mudança dos brinquedos do Andy. Todavia por muito que sofram, eles sabem que devem sempre estar juntos quanto família.

 

 

O terceiro filme é o mais negro, adulto e por isso o menos humorado, a Pixar consegue criar nos seus brinquedos favoritos um ambiente de ternura e família, enquanto o clima do filme sempre pisca aos olhos a um certo cinema de evasão comum nos anos 60 até chegar aos “fantasmas” do terceiro Holocausto. Sem isto dizer com que Toy Story 3 não seja recomendável para crianças, mas é sim uma das raras animações que não as subvalorizas em termos mentais, mas sim que as tratam com sentimentos, os adultos serão sim o público-alvo, aqueles que mais identificarão com a trupe de brinquedos e as suas aventuras. Um dos momentos auge da fita é quando na proximidade do final, os brinquedos encontram-se na iminência do perigo, neste caso a incineradora, a união entre eles como família faz antever que é nos melhores como também nos piores momentos da vida que estes nunca se devem separar. O momento é um dos mais belos, emocionantes e conseguidos de toda a carreira da Pixar, Toy Story 3 vence o seu catálogo de sequela e se torna no derradeiro filme próprio com todo o sentimento possível. O visual é arrebatador e o 3D condiz com o mundo que nos tem encantado há desde 15 anos. Toy Story 3 tem tudo, divertimento, acção, drama, personagens e grandiosos momentos de riso e choro, o que mais pudemos pedir num filme? Obra-prima absoluta!

 

Real.: Lee Unkrich / Int.: Tom hanks, Tim Allen, Joan Cusack, Timothy Dalton, Michael Keaton

 

 

 

10/10
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publicado por Hugo Gomes às 14:35
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