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16.7.10
16.7.10

Não é ouro, mas é verde!

 

Ele é grande, sem higiene alguma, não sociável, incompreendido e verde, ele é Shrek, o protagonista do pseudo-conto de fadas concebida pelos estúdios Dreamworks que se revelou numa mina de ouro, um sucesso inegável entre o público, nos dias de hoje é difícil descobrir a criança ou até mesmo graúdo que desconhece o ogre mais popular de todos os tempos. A verdade é que Shrek, cujo actor Mike Meyers empresta a voz, é o icon da Dreamworks Animation SKG, ramo de animação do estúdio Dreamworks Studios, empresa fundada por Steven Spielberg, Jeffrey Katzenberg (que sempre esteve envolvido com a Walt Disney) e David Geffen (produtor musical), é conhecida hoje como a principal rival da Pixar, o estúdio pioneiro das animações CGI que labora com a Walt Disney. Porém a Dreamworks é competitiva em termos de marketing, os seus filmes animados são de carácter mais comercial que o estúdio anteriormente referido e em termos de bilheteira são os mais bem sucedidos. Shrek é a revelação do futuro do estúdio para a fabricação de produtos CGI, tendo iniciado tal jornada em 1998 com o esquecido, mas hilariante Ant Z e dividindo a sua execução por animações tradicionais e CGI (sendo que as tradicionais se revelaram em verdadeiros fiascos de bilheteira). A fita de Andrew Adamson e Vicky Jenson conseguiu arrecadar em todo o Mundo cerca de 500 milhões de dólares.

 

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Shrek revela a história do homónimo ogre verde que vive no seu pântano, num mundo ditado pelos contos de fadas. Porém, a posse de trono do Lord Forquaad (John Lithgow) revela-se uma ameaça constante para as criaturas fantásticas, que logo são “despejadas” no habitat do ogre. Irado com tal decisão, Shrek visita o Lord e com ele a proposta, o nosso herói verde terá que salvar a bela princesa Fiona (Cameron Diaz) das garras de um temido dragão e leva-la aos aposentos do soberano monarca, só assim o ogre terá o seu pântano de volta.

 

 

Uma irreverente fantasia animada que se patenteia ao mesmo tempo uma ácida sátira ao mundo que fora muitas vezes implementado pela Disney. O universo representado pelos contos de fadas sobrevivem graças a uma importância estética avassaladora e pelos maniqueísmos possíveis, Shrek brinca um pouco com tais estereótipos e com algum toque de génio consegue recriar momentos únicos derivados de qualquer stand-up comedy ou spoof da cultura pop. Dito isto, é verdade que a fórmula de sucesso da animação é claramente sedutora aos mais novos e cativante aos mais velhos, que de certo lado se divertirão melhor. Os personagens são bem descritivos, apresentando uma ousadia foliar que se revela na absorção de muitas das melhores personagens de um filme animado, falo obviamente do sempre cómico Donkey (Burro), com a igual voz de Eddie Murphy.

 

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Vencedor do Óscar de Melhor Filme Animado em 2002 e nomeado na categoria de Melhor Argumento Adaptado, Shrek conduziu assim à necessidade do cinema infantil se reflectir nas novas tecnologias, tal facto se revelou em futuros mas fracassos produtos de animação tradicional da Dreamworks, apenas recompensados pela estreia da sequela do filme de Adamson e Jenson, Shrek 2 que se tornou num êxito ainda melhor de bilheteira. A partir daí o legado Dreamworks que ainda hoje fazem "estragos" no box-office, assinou a transcrição da linguagem do cinema de animação, fazendo com que emancipasse da inocência que o anexava. PS: Destaque para a bem conseguida versão dobrada em português com José Jorge Duarte a oferecer a Shrek um irresistível sotaque.

 

"Donkey, two things okay? Shut... up!"

 

Real.: Andrew Adamson, Vicky Jenson / Int.: Mike Meyers, Eddie Murphy, Cameron Diaz, John Lithgow

 

 

Ver Também

Shrek 2 (2004) 

Shrek, The Third (2007) 

9/10
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publicado por Hugo Gomes às 19:50
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1 comentário:
De Ricky Torero a 17 de Julho de 2010 às 18:10
é e será sempre o melhor da saga, é um pedra de filme!!!


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